
A MedWork é um ecossistema de ensino criado para formar e aprovar médicos na Prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho (ANAMT), com um padrão de didática e profundidade que respeita a complexidade real da especialidade.
Nossas apostilas são desenhadas para estudo físico e revisável, com foco em alta retenção: conceitos essenciais, quadros comparativos, tabelas de referência, pegadinhas clássicas de prova, além de questões comentadas com raciocínio objetivo — conectando teoria, normas e prática clínica ocupacional.
Este material faz parte da coleção MedWork Preparatório ANAMT 2026 e foi elaborado para ser utilizado em conjunto com as aulas, revisões e banco de questões do curso, servindo também como base de consulta rápida na rotina do médico do trabalho.
Dados Internos de Catalogação na Publicação
Biblioteca/Acervo responsável: MedWork Educação
Lazzarini, Ludmilla da Silva Batista
Apostila MedWork Preparatório ANAMT 2026 - Higiene, Toxicologia e Intoxicação Ocupacional. v1. 113p.
Coleção: MedWork Preparatório ANAMT 2026 — Apostilas Oficiais
MW-ID: MW-ANAMT-2026-HTI-01-R1
1. ed. — Higiene, Toxicologia e Intoxicação Ocupacional / MedWork. — 1. ed. — Brasil:
MedWork Educação, 2026.
MW-CRC: MW26-[2026]-[3333]-[AMWH26]
1. MedWork — Preparatório ANAMT. 2. Medicina do Trabalho —
Higiene. 3. Educação Médica. I. Título.
Edição 2026.1
113 páginas
Idioma: Português (Brasil)
Formato: Apostila didática (impresso e/ou digital)
Endereço MedWork:
Rua K, 90, Setor Oeste, Goiânia-GO. CEP 74120-040. medworkcurso@gmail.com
Telefone (62) 99988-2658
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Higiene, Toxicologia e Intoxicação Ocupacional Pág. 4
Hierarquia de Controles Pág. 6
Perigo x Risco Pág. 8
Reconhecimento de Riscos Pág. 9
Limites de Exposição (TLV-TWA, STEL, Ceiling) Pág. 12
Agentes Físicos (Calor, Frio, Radiações) Pág. 18
Toxicocinética (ADME) x Toxicodinâmica Pág. 34
Vias de Exposição Pág. 37
Conceitos Essenciais (Toxicidade, DL50, IDLH) Pág. 40
Monitoramento Biológico (IBE/BEI, NR-07) Pág. 47
Agrotóxicos (Organofosforados, Carbamatos, Piretróides) Pág. 59
Metais Tóxicos (Chumbo, Mercúrio, Manganês, Cromo, Cádmio, Berílio) Pág. 70
Solventes (Benzeno, Metanol) Pág. 91
Gases Asfixiantes (Simples e Químicos, Cianeto, Monóxido de Carbono) Pág. 103
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Bem-vindo(a) a este material de estudo focado nos pilares essenciais da Medicina do Trabalho: Higiene Ocupacional, Toxicologia Ocupacional e Intoxicações Ocupacionais. Este guia foi meticulosamente elaborado para médicos do trabalho que se preparam para o exigente exame de certificação da ANAMT. Além de conceitos teóricos fundamentais e aplicações práticas, você encontrará questões de exames anteriores da ANAMT, proporcionando uma preparação completa e estratégica para o seu sucesso profissional.
Comece pela fundamentação teórica de cada tema. Durante a leitura, destaque conceitos essenciais, definições e informações que aparecem com frequência nas questões.
Após estudar a teoria, pratique com as questões de provas anteriores. Analise cuidadosamente os erros - eles revelam suas lacunas de conhecimento e os padrões da banca examinadora.
Antes da prova, revise as tabelas comparativas, alertas e dicas técnicas. Esses resumos concentram informações de alto rendimento para fixação final.

Higiene Ocupacional e Toxicologia Ocupacional são pilares fundamentais e complementares da saúde ocupacional. Para o exame da ANAMT, é crucial compreender a interconexão dessas disciplinas na prevenção de doenças e acidentes de trabalho.

Ciência e arte dedicada à antecipação, reconhecimento, avaliação e controle de fatores de risco ambientais no trabalho, protegendo a saúde do trabalhador.
Agentes de Risco: Físicos (ruído, calor), Químicos (gases, poeiras), Biológicos (vírus, bactérias).
Metodologia de Ação (Ciclo):
Regulamentação: NR-09 (PGR) foca na gestão de riscos; NR-15 estabelece limites de tolerância.
Hierarquia de Controles:

Ramo da toxicologia que estuda os efeitos adversos de substâncias químicas sobre a saúde dos trabalhadores, incluindo relações dose-resposta e mecanismos de ação.
Conceitos Chave:
Efeitos: Agudos (rápida manifestação) e Crônicos (exposições prolongadas).
Limites de Exposição: TLVs (Threshold Limit Values), com TWA (Média Ponderada pelo Tempo), STEL (Limite de Exposição para Curto Período) e Ceiling (Concentração Máxima).
Monitoramento Biológico (NR-07):
Em suma, a Higiene Ocupacional foca na identificação e medição de perigos ambientais, enquanto a Toxicologia Ocupacional aprofunda a compreensão dos efeitos biológicos e estabelece níveis seguros. Ambas são indispensáveis para programas de saúde ocupacional eficazes.
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(Do mais eficaz ao menos eficaz)
Remover o perigo na origem.
Trocar por agente/processo menos perigoso.
Isolar pessoas do perigo.
Mudar a forma de trabalho das pessoas.
Proteger o trabalhador com barreiras.
Eliminação: Usar um robô em vez de um soldador humano.
Substituição: Trocar tinta à base de solvente por tinta à base d'água.
Engenharia: Instalar exaustores e enclausuramento para gases tóxicos.
Administrativos: Pausas programadas, rodízio de tarefas, treinamento.
EPI: Luvas, óculos de segurança, protetor auricular.
A hierarquia de controles é a base para o gerenciamento de riscos ocupacionais, conforme o PGR da NR-01. O EPI deve ser a última opção, complementar às demais medidas, e nunca uma solução isolada.
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Na hierarquia das medidas de prevenção e controle de riscos presentes nos ambientes de trabalhos, constitui medida de última escolha:
A alternativa CORRETA é a LETRA E. Na hierarquia de controles, a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é sempre a medida de última escolha e considerada uma barreira final. Ela deve ser aplicada somente após a priorização e esgotamento das outras medidas, como eliminação, substituição, controles de engenharia e administrativos. O EPI é uma solução complementar, dependendo da correta utilização pelo trabalhador e não eliminando o risco na sua origem, o que o torna menos eficaz que os controles aplicados na fonte.
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Perigo: É o potencial inerente de causar dano, ou seja, uma fonte ou situação com capacidade de provocar lesões, doenças ou morte, ou até mesmo danos à propriedade e ao meio ambiente. É uma característica intrínseca de uma substância, equipamento, método de trabalho ou condição ambiental, significando que o potencial de dano existe independentemente de haver alguém exposto a ele. Compreender a natureza intrínseca do perigo é fundamental, pois ele representa uma propriedade ou condição que sempre possui o potencial de dano, inerente e imutável.
Exemplos:
Uma substância tóxica em um tambor fechado.
Um maquinário com partes móveis sem proteção.
Trabalho em altura.
Eletricidade em um circuito energizado.
Uma superfície escorregadia.
Compreender e identificar os perigos é o primeiro e mais fundamental passo em qualquer processo de gestão de riscos. A sua correta identificação permite que as fases subsequentes de avaliação e controle sejam eficazmente planejadas e implementadas, estabelecendo a base para um ambiente de trabalho mais seguro.
Risco: É a combinação da probabilidade de que um perigo se materialize, causando dano, combinada com a gravidade desse dano. O risco envolve a exposição ao perigo e as circunstâncias específicas dessa exposição. Ele quantifica a chance de que o potencial de dano do perigo seja liberado e afete pessoas, bens ou o meio ambiente, considerando a frequência e duração da exposição, e a existência de controles.
Exemplos:
Exposição de um trabalhador a uma substância tóxica sem EPI.
Operar um maquinário com partes móveis sem proteção.
Trabalhador sem cinto de segurança em altura.
Um eletricista trabalhando em um circuito energizado sem os procedimentos de segurança adequados.
Caminhar sobre uma superfície escorregadia sem calçado adequado.
A avaliação do risco leva em conta fatores como a frequência e duração da exposição, o número de pessoas expostas, a natureza do trabalho e a eficácia das medidas de controle existentes. Um risco pode ser gerenciado, ao passo que o perigo muitas vezes não pode ser eliminado.
Este diagrama ilustra a distinção fundamental entre perigo e risco na segurança do trabalho.

O reconhecimento de riscos é a primeira e mais crucial etapa na gestão da segurança e saúde ocupacional. É o processo de identificar e localizar todos os perigos potenciais no ambiente de trabalho, sejam eles físicos, químicos, biológicos, ergonômicos ou de acidentes. Essa fase é fundamental para que as medidas de prevenção e controle sejam eficazes, pois só é possível controlar aquilo que se conhece. Para o Médico do Trabalho e o profissional de Higiene Ocupacional, dominar o reconhecimento é a base para a proteção da saúde dos trabalhadores.
Envolve a busca ativa por tudo que possa causar dano. Isso inclui substâncias, equipamentos, processos, condições ambientais e métodos de trabalho. É essencial ir além do óbvio, considerando riscos potenciais e não apenas aqueles que já causaram acidentes.
Entender como o trabalho é feito, as etapas envolvidas, os materiais utilizados, as ferramentas e máquinas operadas. Um mapeamento detalhado dos fluxos de trabalho ajuda a identificar pontos críticos de exposição e interação com perigos.
Realizar visitas sistemáticas aos locais de trabalho, observando as condições, o comportamento dos trabalhadores e as práticas. Entrevistar os trabalhadores é vital, pois eles são as fontes primárias de informação sobre as rotinas e os perigos do dia a dia.
A realização de inspeções e caminhadas sistemáticas pelo local de trabalho (walkthroughs) é uma ferramenta indispensável. Essas visitas devem ser planejadas, com roteiros que garantam a cobertura de todas as áreas e processos, e devem ser conduzidas por profissionais capacitados. É a partir dessa observação direta que se detectam situações que podem não estar documentadas.
Todos os achados devem ser documentados preliminarmente, registrando os perigos identificados, sua localização, quem pode ser afetado e de que forma. Esta avaliação inicial servirá de base para as fases subsequentes de avaliação quantitativa, quando necessária, e para a implementação de medidas de controle.

“A possibilidade de um trabalhador adoecer pela exposição a um agente químico em um ambiente de trabalho é a preocupação primordial da Toxicologia Ocupacional. O estudo dos ambientes e dos processos produtivos dos trabalhadores deve ser cuidadoso visando sempre a reduzir esta possibilidade a um valor muito baixo.” (José Tarcísio Penteado Buschinelli)
O entendimento dos conceitos de “Perigo” e de “Risco” devem ser claros para o Médico do Trabalho, já que o reconhecimento desses irá permitir o profissional desenvolver as ações de vigilância ativa e passiva que irão compor o PCMSO. Sobre esses conceitos, marque o item INCORRETO:
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A fase de reconhecimento dos riscos aplicada à higiene ocupacional é importante porque:
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Os Limites de Exposição Ocupacional (ACGIH TLVs®), estabelecidos pela American Conference of Governmental Industrial Hygienists, são parâmetros cruciais para a prevenção e controle de riscos químicos e físicos no ambiente de trabalho. Entender seus diferentes parâmetros e como aplicá-los corretamente é fundamental para garantir a segurança, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores a longo prazo, protegendo-os contra os efeitos adversos de agentes químicos e físicos.
Média Ponderada no Tempo (Time-Weighted Average): Representa a concentração média à qual os trabalhadores podem ser expostos repetidamente, dia após dia, por uma jornada de trabalho normal de 8 horas diárias e 40 horas semanais, sem apresentar efeitos adversos à saúde.
Limite de Curta Duração (Short-Term Exposure Limit): É a concentração máxima à qual os trabalhadores podem ser expostos por um período contínuo de 15 minutos, no máximo quatro vezes ao dia. Entre uma exposição STEL e outra, deve haver um intervalo de pelo menos 60 minutos, e a exposição diária total deve ainda respeitar o TWA.
Valor Teto: Refere-se à concentração que não deve ser excedida em momento algum da jornada de trabalho. Para substâncias com efeitos irritantes imediatos ou que podem causar danos graves à saúde em exposições muito curtas, o valor Teto é o limite mais rigoroso.
Uso correto: A escolha e aplicação do parâmetro mais adequado depende intrinsecamente do efeito toxicológico esperado do agente (agudo versus crônico, irritante versus sistêmico) e da forma como os trabalhadores são expostos. É essencial considerar também frações de particulado (como inalável, torácico e respirável) para poeiras e aerossóis, e o ajuste por jornada de trabalho atípica (ex: turnos de 12 horas) para uma avaliação completa e precisa, que assegure a proteção da saúde ocupacional.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Limites de Exposição
Em relação à Norma Regulamentadora 7 (NR7), em seu Anexo I (Monitoração da Exposição Ocupacional a Agentes Químicos), temos os Indicadores Biológicos de Exposição Excessiva (IBE/EE) ou Indicadores de Exposição com Significado Clínico (IBE/SC), das substâncias químicas. Assinale abaixo a alternativa INCORRETA em relação às substancias e aos indicadores biológicos para o monitoramento.
A) Benzeno - Ácidos Fenilmercaptúrico (S- PMA) na urina.
B) Monóxido de carbono – Carboxihemoglobina no sangue.
C) Xilenos - Ácido Hipúrico na urina.
D) Chumbo e seus compostos inorgânicos - Ácido Delta Amino Levulínico na urina (ALA- U).
A alternativa INCORRETA é a LETRA C.
Referências: NR-7 (Redação dada pela Portaria SEPRT nº 6.734, de 10/03/2020) Anexo I – Monitoração da Exposição Ocupacional a Agentes Químicos; Buschinelli JTP, Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: NR - 07
O Anexo V da Norma Regulamentadora 7 (NR 7), estabelece diretrizes e parâmetros complementares no Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO), para vigilância da saúde dos empregados expostos a substâncias químicas cancerígenas e a radiações ionizantes, de acordo com as informações fornecidas pelo Programa de Gerenciamento de Risco (PGR). Em relação ao tema, assinale abaixo a alternativa INCORRETA:
A) Os prontuários médicos dos empregados expostos a substâncias químicas cancerígenas devem ser mantidos por período mínimo de 40 (quarenta) anos após o desligamento do empregado.
B) As ações de vigilância da saúde dos empregados expostos a benzeno devem seguir o disposto na Instrução Normativa Nº 2, de 20 de dezembro de 1995, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho/Ministério do Trabalho, e na Portaria de Consolidação Nº 5, de 28 de setembro de 2017 do Ministério da Saúde.
C) A informação sobre aptidão ou inaptidão para exercer atividade com exposição à radiação ou material radioativo não é consignada no Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) do empregado.
D) No caso de exposição ocupacional acidental a níveis elevados de radiação ionizante, deve ser realizada nova avaliação médica, com coleta de hemograma completo imediatamente e, 24 horas após a exposição.
A alternativa INCORRETA é a LETRA C.
Referência: Portaria nº 3.214/1978 – NR-7, Anexo V (vigilância de expostos a radiações ionizantes e a agentes cancerígenos).Referência: NR-7 (Redação dada pela Portaria SEPRT nº 6.734, de 10/03/2020 – Vigência 2022)
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A Conferência Americana de Higienistas Industriais Governamentais (ACGIH) é uma Organização não governamental que promove saúde ocupacional e ambiental. Publica anualmente um Guia de TLVs e BEIs (Limites de Exposição Ocupacional e Indicadores Biológicos de Exposição), muito utilizados como complemento de nossa Legislação trabalhista. De acordo com a publicação acima citada, identifique nas alternativas abaixo, o que é considerado Limite de Tolerância.
A alternativa CORRETA é a LETRA B. Embora a palavra "Threshold" possa ser traduzida como "Limiar", a Associação Brasileira de Higiene Ocupacional (ABHO) padronizou a tradução de "Threshold Limit Value (TLV)" para "Valor Limite de Exposição". Esta é a terminologia oficialmente reconhecida e utilizada na prática da higiene ocupacional no Brasil.
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O TLV-STEL (Threshold Value, Short Term Exposure Level da ACGIH):
A alternativa CORRETA é a LETRA E. O TLV-STEL (Short Term Exposure Limit) corresponde a uma concentração máxima de exposição que pode ser tolerada por até 15 minutos, no máximo 4 vezes ao dia, com intervalos de pelo menos 60 minutos entre cada exposição, sem causar efeitos adversos à saúde. (Referências: ACGIH – TLVs® and BEIs®, 2023; Fundacentro.)
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Os TLV – Ceiling (Valor Teto) são concentrações ambientais que:
A alternativa CORRETA é a LETRA E. Os TLV-C (Threshold Limit Value – Ceiling) da ACGIH referem-se ao valor limite que não pode ser ultrapassado em nenhum momento da jornada de trabalho, mesmo que brevemente. São definidos para substâncias cujos efeitos agudos podem ser imediatos e graves, como irritantes intensos ou asfixiantes.
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Os agentes físicos, no contexto da Higiene Ocupacional, são formas de energia que, quando presentes no ambiente de trabalho em níveis ou intensidades excessivas, ou por tempo de exposição inadequado, podem causar danos à saúde do trabalhador. A correta identificação, avaliação e controle desses agentes são fundamentais para a prevenção de doenças ocupacionais e a manutenção da saúde e segurança do trabalho.
A Norma Regulamentadora 15 (NR-15) do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil estabelece os limites de tolerância e as medidas de controle para a exposição a diversos agentes físicos, em seus anexos específicos.
Sons indesejados e excessivos que podem levar à perda auditiva induzida por ruído (PAIR), zumbido, estresse e distúrbios do sono. Comum em indústrias metalúrgicas, construção civil, aeroportos e casas de máquinas.
Movimentos oscilatórios transmitidos ao corpo, que podem ser localizados (mãos e braços) ou de corpo inteiro. Causam distúrbios osteomusculares (dor lombar, lesões na coluna) e vasculares (síndrome de Raynaud, ou "doença dos dedos brancos"). Encontrado em operadores de máquinas pesadas, ferramentas manuais vibratórias (britadeiras, motosserras).
Temperaturas elevadas que superam a capacidade de termorregulação do corpo. Podem causar desidratação, exaustão pelo calor, intermação (golpe de calor) e problemas circulatórios. Prevalente em fundições, siderurgias, fornos, cozinhas industriais e trabalho agrícola sob sol intenso.
Temperaturas extremamente baixas que podem levar à hipotermia, congelamento, lesões de extremidades e comprometimento da destreza. Comum em frigoríficos, câmaras frias, indústrias de alimentos congelados e em atividades ao ar livre em regiões frias.
Emitem energia suficiente para ionizar átomos, como raios-X, gama, alfa, beta e nêutrons. Podem causar queimaduras, câncer, mutações genéticas e alterações hematológicas. Presente em radiografias industriais, medicina nuclear, usinas nucleares e laboratórios de pesquisa com materiais radioativos.
Não possuem energia para ionizar, mas podem excitar átomos e moléculas, como ultravioleta (UV), infravermelho (IV), laser e radiofrequência (RF). Causam queimaduras na pele, lesões oculares (cataratas, conjuntivite), e potenciais efeitos térmicos. Encontrado em soldagem elétrica (UV), secagem industrial (IV), cirurgias a laser, telecomunicações (RF) e trabalho ao ar livre (UV solar).
Variações significativas da pressão atmosférica. Inclui a pressão hiperbárica (elevada) e a pressão hipobárica (reduzida). Podem causar doença descompressiva (mal dos mergulhadores), barotrauma e mal de altitude. Atinge mergulhadores profissionais, trabalhadores em câmaras hiperbáricas, pilotos e tripulantes de aviação em altitudes elevadas, e alpinistas.
Exposição a ambientes com umidade excessiva (muito alta ou muito baixa). Embora a NR-15 não estabeleça limites específicos para umidade como agente isolado, a umidade elevada, associada ao calor, pode agravar o estresse térmico, favorecer a proliferação de microrganismos e causar doenças respiratórias ou dermatites. Ambientes com umidade muito baixa podem causar ressecamento das mucosas e problemas respiratórios. Presente em lavanderias industriais, indústrias de papel e celulose, frigoríficos, ambientes climatizados artificialmente e certas atividades agrícolas.

Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
A vibração pode se tornar um grande risco para o sistema músculo esquelético, e, em frequências e acelerações críticas, se transformar em uma fonte importante de lesão, podendo inclusive estar associada ao equilíbrio. Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao assunto.
A) A vibração das mãos e dos braços por períodos de tempo prolongados, como nas operações de ferramentas elétricas pesadas, pode ser uma fonte de dor recorrente nas mãos, dormência, branqueamento de dedos ou síndrome da vibração de mãos e braços (SVMB).
B) O efeito da vibração está associado a aceleração, ao tempo de duração, a frequência e a direção (vertical ou lateral). Exposições com intensidades mais baixas, são toleradas por períodos mais longos de tempo.
C) De acordo com o Anexo 8 (oito), da Norma regulamentadora 15 (NR 15), as situações de exposição a Vibrações de Mãos e Braços (VMB) e Vibrações de Corpo Inteiro (VCI), superiores aos limites de exposição ocupacional, são caracterizadas como insalubres em grau médio.
D) A vibração de corpo inteiro resulta do trabalho realizado com ferramentas manuais energizadas, utilizadas nas mais diversas atividades, como furadeiras e motosserras.
A alternativa INCORRETA é a LETRA D.
Referências: NR-15, Anexo 8 – Vibrações; Ladou & Harrison, CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
As mudanças climáticas e as consequentes elevações da temperatura média da superfície terrestre têm gerado impacto nas atividades laborais no mundo todo. No Brasil, a preponderância de clima tropical e subtropical apresenta condições para a ocorrência de calor intenso, especialmente devido aos elevados valores de temperatura, umidade e radiação solar, os quais, entre outros, são parâmetros importantes na quantificação da exposição ocupacional ao calor. As principais normas de referência publicadas no Brasil em relação ao calor são NR 9 - Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, NR15 - Atividades e operações insalubres, e a Norma de Higiene Ocupacional (NHO) nº 06 que, entre outros aspectos, adotam o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) nas avaliações da exposição ocupacional ao calor.
Você é o Médico do Trabalho Responsável Técnico de uma empresa que planta cana-de-açúcar, que possui aproximadamente 500 empregados. A tarefa de corte de cana está entre as prioridades de sua atuação, tendo em vista a alta incidência de queixas dos trabalhadores e absenteísmo elevado. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, equiparou diversos direitos dos trabalhadores rurais aos urbanos, incluindo a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Tendo como base o relato acima, responda as questões a seguir.
Os impactos fisiológicos esperados da exposição ao calor a céu aberto levaram o Médico Coordenador a estabelecer padrões de avaliação nos exames ocupacionais. Assinale dentre as alternativas abaixo, a que NÃO se enquadra nestes critérios.
A) Avaliar mais profundamente a atividade metabólica das tarefas, o nível de aclimatização e as vestimentas utilizadas.
B) Avaliar idade, sexo e hábitos alimentares pois influenciam o controle da temperatura corporal.
C) A importante questão de uso de drogas e álcool associada a parâmetros ambientais (temperatura do ar, umidade relativa do ar, velocidade do ar e calor radiante) precisa ser levada em conta.
D) Episódios anteriores de choque hipertérmico ou repetidos episódios de exaustão térmica não são parâmetros a serem utilizados nas avaliações.
LETRA D
Para avaliação ocupacional do calor, as diretrizes técnicas (Fundacentro/NHO-06 e NR-15/Anexo 3) enfatizam: estimativa da taxa metabólica da tarefa, estado de aclimatização, isolamento térmico das vestimentas, e integração com os parâmetros ambientais (IBUTG composto por temperatura de bulbo úmido natural, de globo e de bulbo seco) bem como fatores individuais que modulam a termorregulação (idade/sexo/hábitos). Episódios prévios de insolação/exaustão são dados importantes de história clínica e para vigilância, porém não constituem parâmetros técnicos de avaliação/quantificação no protocolo pericial/ocupacional — por isso a alternativa (d) não se enquadra.
Referências: NR-15, Anexo 3; Fundacentro, Exposição ao calor em trabalhos a céu aberto – Guia de orientações gerais; NHO-06.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
Os danos causados ao trabalhador pelo frio podem ser sistêmicos ou localizados e congelantes ou não congelantes. Dentre os fatores que influenciam o risco de causar esses danos, estão a temperatura do ar ou da água, umidade, velocidade do vento, duração da exposição, tipo de equipamento ou roupas protetoras, tipo de trabalho que está sendo realizado e gasto de energia a ele associado, idade e condição de saúde do trabalhador. Assinale a alternativa CORRETA em relação ao tema:
A) Em casos de hipotermia branda (temperatura retal > 33°C), nos pacientes jovens e normalmente saudáveis, a conduta é expectante, não necessitando de tratamentos imediatos.
B) A maioria das arritmias não se reverte espontaneamente ao ritmo sinusal normal, necessitando da administração de agentes antiarrítmicos preexistentes.
C) O risco de hipotermia aumenta com a idade e também, será maior se o empregado estiver intoxicado com drogas ou álcool, e estiver usando medicamentos como barbitúricos.
D) Os fatores de risco para as geladuras incluem, não estão relacionados a lesões anteriores pelo frio, tabagismo, fenômeno de Raynaud e doenças do colágeno e vasculares.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
O risco de hipotermia aumenta com idade avançada, álcool/drogas e sedativos (p.ex., barbitúricos), por reduzir a termogênese e a resposta comportamental. Em hipotermia branda, recomenda-se reaquecimento e monitorização; muitas arritmias revertem com o reaquecimento; e lesões prévias pelo frio, tabagismo, Fenômeno de Raynaud e colagenoses/vasculares são fatores de risco para geladuras.
Referências: Ladou & Harrison, CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental; Couto
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O estresse térmico ocorre quando o corpo humano é exposto a temperaturas extremas que dificultam a manutenção da temperatura corporal ideal. Exposição prolongada ou inadequada pode levar a sérios problemas de saúde, impactando o bem-estar e a produtividade. A compreensão e prevenção são cruciais para a higiene ocupacional.
A exposição a ambientes quentes pode causar desidratação, exaustão, cãibras e, em casos graves, intermação (golpe de calor) – uma emergência médica. O corpo tenta dissipar calor via vasodilatação e sudorese; porém, umidade ou falta de ventilação podem dificultar a evaporação, elevando a temperatura interna. Sintomas variam de fadiga e tontura a confusão mental e perda de consciência.
A gestão eficaz do estresse térmico por calor envolve engenharia, controle administrativo e EPIs para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.
Trabalhadores em uma fundição, ambiente de alto risco para estresse térmico por calor.
Temperaturas extremamente baixas podem causar hipotermia (queda da temperatura corporal), congelamento, perda de sensibilidade e destreza, aumentando o risco de acidentes. O corpo reage com vasoconstrição periférica e tremores para gerar calor. Umidade e vento (efeito wind chill) agravam os efeitos. Sintomas progridem de dormência e dor para desorientação e perda de coordenação, podendo levar à inconsciência.
A proteção contra o estresse térmico por frio é vital para evitar lesões graves e manter a capacidade de trabalho em ambientes adversos, com educação e fornecimento de EPIs adequados sendo componentes-chave.
Equipe trabalhando em uma câmara frigorífica, protegida contra baixas temperaturas.

Este "resumão" condensa os pontos-chave da Higiene Ocupacional, focando no que o médico do trabalho precisa dominar para o exame ANAMT e a prática clínica.
Fundamentos e Processo
Perigo vs. Risco: Perigo é a fonte potencial de dano (inerente). Risco é a probabilidade e severidade da exposição.
Fluxo da HO (R-A-C):
Hierarquia de Controles (OSH):
Limites de Exposição Ocupacional (ACGIH/NR-15)
Os TLVs (Threshold Limit Values) são os limites para agentes químicos e físicos. O TWA (Time-Weighted Average) refere-se à média ponderada no tempo (8h/dia, 40h/sem) para efeitos crônicos. O STEL (Short-Term Exposure Limit) permite uma exposição de 15 minutos, no máximo 4 vezes por turno, com intervalo mínimo de 60 minutos, para efeitos agudos. O Ceiling (TLV-C) indica a concentração máxima que NUNCA deve ser excedida, para agentes de ação imediata grave. O IBUTG é o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo para calor, conforme a NR-15, Anexo 3. A Toxicidade Comparativa estabelece que um LT numericamente menor indica maior toxicidade.
Agentes Físicos: Impactos e Controles
O Calor pode causar desidratação, exaustão e intermação (uma emergência médica). As medidas de controle incluem hidratação, pausas, vestimentas leves e aclimatização (Ref. NR-15).
O Frio pode levar à hipotermia, congelamento e perda de destreza. As medidas preventivas envolvem vestimenta em camadas, pausas aquecidas e proteção de extremidades (Ref. NR-29 para portuários; para frio geral, avaliação de risco é essencial).
O Ruído é associado à PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído), com limite de 85 dB(A) para 8 horas (NR-15). O controle é feito por enclausuramento, barreiras e uso de protetor auditivo.
A Vibração pode causar LER/DORT (segmentar/corpo inteiro). O controle envolve ergonomia, uso de ferramentas antivibratórias e pausas.
As Radiações são divididas em:
Ionizantes: Como Raio X e Gama, são comuns na Saúde. Apresentam efeitos estocásticos (probabilísticos, sem limiar) e determinísticos (com limiar). O controle é baseado em Tempo, Distância e Blindagem.
Não Ionizantes: Incluem UV, Micro-ondas e Laser. O controle é feito por blindagem e EPIs (filtros, óculos).
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Os Contaminantes do Ar incluem diversas formas. As Partículas podem ser inaláv
eis (<100µm), torácicas (<25µm) e respiráveis (<10µm, representando maior risco). Os PNOS são particulados sem TLV específico. Gases permanecem gasosos em temperatura/pressão ambiente, enquanto Vapores são a fase gasosa de substâncias líquidas/sólidas nas mesmas condições. Aerossóis são a dispersão de partículas (poeiras, fumos, névoas) em um gás.
Os Agentes Biológicos incluem bactérias, vírus, fungos e parasitas, classificados em riscos de 1 a 4. As medidas de controle abrangem vacinação, higiene, barreiras, desinfecção e descarte adequado (Ref. NR-32).
O IBMP (Índice Biológico Máximo Permitido) avalia a exposição ou efeito de agentes químicos através de amostras biológicas (sangue, urina).
Seu Objetivo é complementar o monitoramento ambiental, indicando a carga corporal absorvida e a eficácia dos controles.
Exemplos incluem Chumbo (Pb urinário/sanguíneo), Benzeno (Ácido trans-mucônico urinário) e Solventes (metabolitos na urina).
Relação com LT: O IBMP complementa o Limite de Tolerância (LT) ambiental, fornecendo uma visão individualizada da exposição.
O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), articulado com o PGR, define exames médicos e complementares com base nos riscos, sendo de responsabilidade do Médico do Trabalho.
O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos - NR-01) substituiu o PPRA e é um documento abrangente de gestão de riscos ocupacionais, cobrindo identificação, avaliação e controle.
O Acompanhamento envolve o monitoramento da saúde, detecção precoce de agravos, encaminhamento e gestão de afastamentos.
A Educação em Saúde é realizada através de treinamentos sobre riscos e prevenção.
Integração: A Higiene Ocupacional fornece dados técnicos que fundamentam as ações do PCMSO e as estratégias de controle do PGR, protegendo a saúde do trabalhador.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
As mudanças climáticas e as consequentes elevações da temperatura média da superfície terrestre têm gerado impacto nas atividades laborais no mundo todo. No Brasil, a preponderância de clima tropical e subtropical apresenta condições para a ocorrência de calor intenso, especialmente devido aos elevados valores de temperatura, umidade e radiação solar, os quais, entre outros, são parâmetros importantes na quantificação da exposição ocupacional ao calor. As principais normas de referência publicadas no Brasil em relação ao calor são NR 9 - Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, NR15 - Atividades e operações insalubres, e a Norma de Higiene Ocupacional (NHO) nº 06 que, entre outros aspectos, adotam o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) nas avaliações da exposição ocupacional ao calor.
Você é o Médico do Trabalho Responsável Técnico de uma empresa que planta cana-de-açúcar, que possui aproximadamente 500 empregados. A tarefa de corte de cana está entre as prioridades de sua atuação, tendo em vista a alta incidência de queixas dos trabalhadores e absenteísmo elevado. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, equiparou diversos direitos dos trabalhadores rurais aos urbanos, incluindo a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Tendo como base o relato acima, responda as questões a seguir.
No atendimento a um trabalhador que estava realizando trabalho muscular intenso foi verificada a existência de urina marrom, cãibras e fraqueza.
A) Desidratação em grau elevado.
B) Insolação.
C) Rabdomiólise.
D) Choque hipertermico.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
As mudanças climáticas e as consequentes elevações da temperatura média da superfície terrestre têm gerado impacto nas atividades laborais no mundo todo. No Brasil, a preponderância de clima tropical e subtropical apresenta condições para a ocorrência de calor intenso, especialmente devido aos elevados valores de temperatura, umidade e radiação solar, os quais, entre outros, são parâmetros importantes na quantificação da exposição ocupacional ao calor. As principais normas de referência publicadas no Brasil em relação ao calor são NR 9 - Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, NR15 - Atividades e operações insalubres, e a Norma de Higiene Ocupacional (NHO) nº 06 que, entre outros aspectos, adotam o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) nas avaliações da exposição ocupacional ao calor.
Você é o Médico do Trabalho Responsável Técnico de uma empresa que planta cana-de-açúcar, que possui aproximadamente 500 empregados. A tarefa de corte de cana está entre as prioridades de sua atuação, tendo em vista a alta incidência de queixas dos trabalhadores e absenteísmo elevado. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, equiparou diversos direitos dos trabalhadores rurais aos urbanos, incluindo a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Tendo como base o relato acima, responda as questões a seguir.
Na elaboração de um treinamento de Primeiros Socorros relacionados à exposição ao calor para Supervisores e Médicos da empresa, existem tópicos que devem ser incluídos, conforme as orientações Gerais de Exposição ao Calor em Trabalhos a céu aberto. Assinale a alternativa CORRETA.
A) Rabdomiólise, insolação, hipernatremia.
B) Insolação, tonturas e cãimbras musculares.
C) Exaustão pelo calor, cãimbras e Insuficiência Renal Aguda.
D) Insuficiência respiratória, cãimbras e tonturas.
Referência: Fundacentro – Exposição ao calor em trabalhos a céu aberto: Guia de orientações gerais.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Higiene Ocupacional
Assunto: Agentes Físicos
As mudanças climáticas e as consequentes elevações da temperatura média da superfície terrestre têm gerado impacto nas atividades laborais no mundo todo. No Brasil, a preponderância de clima tropical e subtropical apresenta condições para a ocorrência de calor intenso, especialmente devido aos elevados valores de temperatura, umidade e radiação solar, os quais, entre outros, são parâmetros importantes na quantificação da exposição ocupacional ao calor. As principais normas de referência publicadas no Brasil em relação ao calor são NR 9 - Avaliação e controle das exposições ocupacionais a agentes físicos, químicos e biológicos, NR15 - Atividades e operações insalubres, e a Norma de Higiene Ocupacional (NHO) nº 06 que, entre outros aspectos, adotam o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG) nas avaliações da exposição ocupacional ao calor.
Você é o Médico do Trabalho Responsável Técnico de uma empresa que planta cana-de-açúcar, que possui aproximadamente 500 empregados. A tarefa de corte de cana está entre as prioridades de sua atuação, tendo em vista a alta incidência de queixas dos trabalhadores e absenteísmo elevado. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, equiparou diversos direitos dos trabalhadores rurais aos urbanos, incluindo a redução dos riscos inerentes ao trabalho por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Tendo como base o relato acima, responda as questões a seguir.
Trabalhador cortador de cana-de-açúcar, 40 anos de idade, foi encontrado desmaiado no canavial e sinais de vômito. O Médico do trabalho foi chamado para este atendimento. Ao examinar o empregado, constatou sudorese intensa, pele pálida e fria, frequência cardíaca sustentada de 130 bpm, com pulso rápido e fraco. Assinale dentre as alternativas abaixo, a CORRETA em relação à conduta imediata.
A) Retirar o trabalhador do calor e colocar em um local com sombra e ventilação.
B) Iniciar procedimento de primeiros socorros devido a hiponatremia.
C) Observar o trabalhador, pois existe um parâmetro fisiológico esperado para sua idade.
D) Envolver o trabalhador com manta isolante térmica.
Referência: Fundacentro – Exposição ao calor em trabalhos a céu aberto: Guia de orientações gerais.
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O Stress Térmico ocorre quando de alguma forma, as condições do ambiente, as vestimentas e os esforços físicos interagem para produzir um aumento da temperatura corporal. Assinale dentre as alternativas abaixo, a INCORRETA em relação ao tema:
A alternativa E está INCORRETA. A rabdomiólise pode ocorrer como consequência do estresse térmico extremo, especialmente quando há exaustão grave e falência dos mecanismos termorregulatórios. A literatura médica reconhece a rabdomiólise como uma complicação potencial do golpe de calor (heat stroke).
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O calor é um agente físico frequentemente encontrado em diversos postos de trabalho. Entre os tipos de trabalho em risco, podemos citar metalúrgicos, trabalhos em pecuária, construção civil, entre outros. Dentre os distúrbios médicos resultantes da exposição excessiva ao calor, avalie as afirmações abaixo:
Podemos dizer que são afirmações FALSAS:
GABARITO: LETRA E
Pois APENAS a afirmação II está INCORRETA . A ACGIH não utiliza um "índice de exaustão ao calor", mas sim o IBUTG (Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo), que é o índice aceito para avaliação de exposição ao calor, considerando temperatura do ar, umidade relativa, radiação térmica e velocidade do ar. (ACGIH, Ladou et al.).
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Metalúrgico, 40 anos, forneiro, chega ao trabalho pela manhã, e na conversa com os colegas, diz que estava se recuperando de uma noite bem agitada, com ingestão de bebida alcoólica inclusive, comemorando a vitória de seu time de futebol. O dia estava nublado, com umidade de 80%, e temperatura de bulbo seco de 30°C. Colocou seus equipamentos de trabalho, macacão aluminizado e balaclava em couro, pois iria furar o forno. Houve uma intercorrência e, a tarefa demorou mais que o previsto para ser concluída. Após 01h30min, o trabalhador iniciou um quadro de cefaleia, tontura e síncope seguida de convulsão. Tendo como base o quadro clínico acima descrito, assinale dentre as alternativas abaixo, o diagnóstico provável.
A alternativa A está CORRETA. O quadro descrito caracteriza intermação (golpe de calor), com fatores predisponentes como uso de vestimentas que impedem a troca de calor, atividade física intensa, ambiente quente e úmido, e histórico de consumo alcoólico. Sinais clínicos como cefaleia, tontura, síncope e convulsões são típicos da condição.
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O frio é um dos agentes físicos presentes em diversos setores produtivos, levando a preocupações em relação à proteção de trabalhadores expostos ao mesmo. Analise as assertivas abaixo em relação à exposição ao frio:
Assinale a alternativa correta:
A alternativa B está CORRETA. Segundo a ACGIH (edição 2024), os TLVs para exposição ao frio visam evitar lesões nas extremidades e impedir que a temperatura interna corporal caia abaixo de 36 °C. Também é reconhecido que a maioria dos trabalhadores tolera repetidas exposições ao frio sem efeitos adversos, desde que estejam adequadamente protegidos.
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A Legislação Trabalhista Brasileira prevê a avaliação de riscos ocupacionais para Radiações Ionizantes e Não Ionizantes. As Radiações Ionizantes são particularmente encontradas em Serviços de Saúde e as Radiações Não Ionizantes compreendem microondas, ultravioletas, dentre outras. Assinale a alternativa CORRETA em relação às radiações.
A alternativa B está CORRETA. Na irradiação, há exposição à radiação sem contato direto com a fonte radioativa. A energia é transferida à distância, sendo o indivíduo irradiado sem se tornar radioativo, o que descreve precisamente o fenômeno. (Referência: FUNDACENTRO. Manual de Higiene Ocupacional, 2023).
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A Toxicologia Ocupacional é a ciência que estuda os efeitos adversos de agentes químicos, físicos e biológicos sobre os trabalhadores expostos no ambiente laboral. Para o exame da ANAMT, é essencial dominar os conceitos de toxicocinética (ADME: Absorção, Distribuição, Metabolização e Excreção) e toxicodinâmica (mecanismo de ação tóxica), além de compreender as vias de exposição (respiratória, dérmica e digestiva), os limites de exposição ocupacional e o monitoramento biológico. O médico do trabalho deve ser capaz de reconhecer precocemente os sinais e sintomas de intoxicações ocupacionais, estabelecer o nexo causal com a atividade laboral e implementar medidas de prevenção e controle baseadas na hierarquia de controles.
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A toxicocinética descreve o que o corpo faz com a substância tóxica, enquanto a toxicodinâmica explica o que a substância tóxica faz ao corpo.
Este diagrama ilustra a jornada de uma substância tóxica no corpo e os efeitos que ela provoca, conceitos essenciais para o diagnóstico e a prevenção em saúde ocupacional.
Processo de Absorção, Distribuição, Biotransformação e Eliminação (ADME) de um tóxico no organismo:
Estudo dos efeitos das substâncias tóxicas nos sistemas biológicos:
Ambos os conceitos são fundamentais para o entendimento e o controle das exposições ocupacionais, com especial atenção às vias inalatória e dérmica, as mais relevantes no ambiente de trabalho.
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O que é toxicocinética?
A alternativa C está CORRETA. A toxicocinética estuda os processos de absorção, distribuição, biotransformação e eliminação de um agente tóxico no organismo, ou seja, o caminho percorrido pelo tóxico desde sua entrada até sua saída. (Referências: Casarett & Doull – Toxicologia, 2021; NR-07, Fundacentro.)
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Em relação à toxicologia, assinale a resposta correta para o significado de fase toxicodinâmica:
A alternativa A está CORRETA. A fase toxicodinâmica corresponde à ação do agente tóxico sobre o organismo, ou seja, como o tóxico interage com os alvos biológicos e desencadeia efeitos adversos. É o que o tóxico faz no corpo. Diferencia-se da toxicocinética, que trata do percurso do tóxico (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) no organismo.
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Compreender as principais vias pelas quais os agentes tóxicos podem entrar no organismo é fundamental para a prevenção e controle de riscos no ambiente de trabalho.
Via Inalatória
Via Dérmica
Via Digestória
Via Parenteral
A identificação e o controle dessas vias são cruciais para a segurança do trabalhador, sendo a via inalatória e a dérmica as mais relevantes para a higiene ocupacional.
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Para a avaliação e gestão de riscos em Higiene Ocupacional, é fundamental entender os termos-chave que definem a interação de agentes químicos com o organismo.
Capacidade inerente de uma substância química produzir efeitos nocivos em um organismo vivo. Varia significativamente entre diferentes substâncias e organismos.
A quantidade de uma substância que é absorvida ou entra em contato com o organismo. É um fator crítico para determinar a ocorrência e a gravidade dos efeitos tóxicos.
O efeito biológico ou clínico resultante da exposição a uma dose de uma substância tóxica. Pode ser desde alterações bioquímicas sutis até a morte.
A dose única de uma substância que se estima ser letal para 50% de uma população de animais testados. Expressa em mg de substância por kg de peso corporal. DL50: Dose média que leva à morte 50% dos animais de laboratório expostos.
A concentração de uma substância em um meio (geralmente ar ou água) que causa a morte de 50% de uma população de animais testados, em um determinado período de exposição.
Concentração máxima de uma substância no ar da qual uma pessoa pode escapar em 30 minutos sem sofrer efeitos irreversíveis à saúde ou sintomas que impeçam a fuga. Usado para seleção de equipamentos de proteção respiratória.
A compreensão desses conceitos permite classificar substâncias, prever riscos e estabelecer medidas de controle adequadas no ambiente de trabalho.
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Com relação à absorção dos agentes tóxicos, assinale a alternativa CORRETA:
A alternativa C está CORRETA. A absorção cutânea é particularmente importante em exposições ocupacionais a substâncias lipossolúveis, que penetram facilmente pela pele, principalmente quando há exposição extensa. (Referências: Klaassen CD. Casarett & Doull’s Toxicology, 9th ed.; Fundacentro – Toxicologia Ocupacional, 2018.)
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Um trabalhador de uma fábrica de produtos químicos apresentou quadro clínico compatível com exposição aguda a substâncias químicas. Na investigação diagnóstica, devemos levar em consideração as vias de exposição a produtos químicos no ambiente de trabalho. Identifique nas alternativas abaixo, a afirmação CORRETA em relação às principais vias de exposição a substâncias químicas no ambiente laboral.
A alternativa C está CORRETA. As principais vias de exposição ocupacional a produtos químicos são a inalação e o contato dérmico. Essas rotas são especialmente relevantes em ambientes industriais com solventes, ácidos, vapores e agentes voláteis. (Referências: Fundacentro; Higiene Ocupacional aplicada – MS, 2022.)
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Pode-se dizer que “Capacidade inerente a uma substância de produzir efeito deletério sobre o organismo” é a definição de:
A alternativa D está CORRETA. Toxicidade é a capacidade intrínseca de uma substância causar dano a um organismo vivo, independentemente da dose. É um conceito fundamental em toxicologia, que descreve a qualidade nociva de uma substância.
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Em relação aos parâmetros utilizados em toxicologia, assinale a INCORRETA:
A alternativa A está INCORRETA. DL50, CL50 e IDLH são parâmetros relacionados a toxicidade aguda, não a efeitos crônicos. A avaliação de efeitos crônicos exige parâmetros de exposição de longo prazo.
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Um Médico do Trabalho está realizando uma revisão sobre informações de prontuário, relacionadas a efeitos danosos de substâncias químicas entre os Trabalhadores de uma Indústria. Para tal, é necessário utilizar o conceito de "Dose Letal Média" (DL50). Identifique nas alternativas abaixo, o significado CORRETO de DL50 em toxicologia ocupacional?
A alternativa C está CORRETA. DL50 representa a dose média de uma substância que causa morte em 50% dos animais de laboratório expostos, sendo um importante indicador de toxicidade aguda.
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A avaliação de toxicidade de uma substância visa caracterizar o potencial perigo que determinado agente representa, quando o trabalhador entra em contato com a mesma. Para avaliar a toxicidade, são realizados estudos de toxicidade aguda, subaguda, crônica, teratogênica e embriotoxicidade. Sobre estudos de mutagênese e carcinogênese, transmissíveis no material genético das células, assinale a alternativa INCORRETA:
A alternativa B está INCORRETA. Os agentes genotóxicos não reparam o DNA, mas sim provocam danos ao material genético. A reparação é função de sistemas enzimáticos da própria célula, não dos agentes tóxicos.
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O Monitoramento Biológico, através dos Indicadores Biológicos de Exposição (IBE) e dos Valores de Referência Biológica (VRB), conforme a NR-07, é crucial para a saúde ocupacional:
Finalidade: Medir a dose interna ou o efeito biológico precoce para prevenir a exposição excessiva a agentes químicos, complementando o monitoramento ambiental.
Meios biológicos: A coleta pode ser realizada em diversas matrizes, dependendo do agente, incluindo urina, sangue e ar exalado.
Fatores de interferência: Resultados podem ser alterados por tabagismo (ex: aumenta COHb e tiocianato), dieta, medicamentos e doenças preexistentes.
Momento de coleta: É fundamental para a correta interpretação do resultado, devendo ser padronizado (ex: fim da jornada ou fim da semana de trabalho, conforme Quadro I da NR-07).
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Revisão rápida dos conceitos-chave e sua aplicação prática no PCMSO/NR-07 para médicos do trabalho.
Toxicidade: Capacidade inerente de uma substância de produzir dano.
Toxicocinética (ADME): Absorção, Distribuição, Metabolismo, Eliminação.
Toxicodinâmica: "O que o tóxico faz" — mecanismos de ação no alvo biológico.
Dose–Resposta:
Carcinogênese/Mutagênese/Genotoxicidade: Genotóxicos danificam o DNA; MOA carcinogênico pode ser genotóxico ou não.
Indicadores Biológicos (IBE/BEI): Medem dose interna ou efeito biológico precoce. Exigem relação com exposição, especificidade e janela adequada.
Fatores Individuais: Tabagismo (↑ COHb e tiocianato), idade, comorbidades, indução enzimática impactam resultados.
Ar Exalado: Exemplos incluem CO expirado e tetracloroetileno.
NR-07 (Quadro I): Define o momento da coleta (fim de jornada/semana). Essencial estabelecer atividade basal (ex: colinesterases).
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Toxicologia Ocupacional
Assunto: NR-07
Você foi contratado como Médico do Trabalho em um curtume de couro de animais. Durante seu atendimento, recebeu um trabalhador para realização de exame médico ocupacional - periódico. Identificação: J. P. S, 58 anos, masculino. Função: Estriador de Couro. Durante o atendimento, trabalhador relatou que estava apresentando tosse e falta de ar progressiva, há pelo menos dois anos. A tosse era persistente e não produtiva, havia dispnéia progressiva aos esforços, perda de peso não intencional (em torno de 8 kg nos últimos 6 meses) e dor torácica inespecífica. Hábitos de Vida investigados: Nega tabagismo, nega etilismo. Não realizava atividade física. Alimentação rica em carboidratos e fibras, porém pobre em proteínas. Histórico Patológico Pregresso (HPP): nega cirurgias prévias; relata ter tido varicela na infância e COVID-19 em 2020. Histórico Psicossocial: Mora com esposa e dois filhos do sexo masculino em casa de tijolos. Em horários de lazer assiste televisão e vai à igreja católica. História ocupacional pregressa: dos 20 aos 28 anos trabalhou de maneira informal como vendedor ambulante de pipoca na praça da igreja. História Ocupacional e Exposição a Agentes de Risco na Empresa Atual: J.P.S. trabalha há 30 anos no curtume. A empresa é de médio porte. Ele labora diretamente na etapa de estriamento de couro. Durante sua jornada profissional, está exposto a diversos agentes químicos, físicos e ergonômicos, a saber: Cromo Hexavalente (Cr), Solventes Orgânicos (Tolueno, Tricloroetileno, Hexano, Acetona), Corantes com Metais Pesados (Anilinas e Azocorantes), corantes que liberam benzdina, Poeira de Couro, Ruído Ocupacional (> 90 dB), Posturas Inadequadas e Movimentos Repetitivos de Membros Superiores. Tendo como base o caso descrito acima, responda a questão a seguir:
A NR-07 prevê o monitoramento biológico dos trabalhadores para determinados agentes químicos por meio de seu quadro I. Conforme a exposição apresentada por J.P.S., quais exames complementares são obrigatórios para monitoramento destas substâncias? Marque a alternativa CORRETA.
A) O ácido tricloroacético na urina é um indicador biológico para monitoramento de exposição ao tricloroetileno. Trata-se de um indicador biológico de exposição excessiva. Deve ser realizado semestralmente.
B) 2,5-hexanodiona é o indicador biológico de exposição excessiva para monitoramento de exposição a acetona. Deve ser realizado semestralmente.
C) Orto-cresol urinário é o indicador biológico de significado clínico para monitoramento de exposição a Tolueno.Deve ser realizado semestralmente.
D) P-amino-fenolurinário ou metahemoglobina sanguínea são indicadores biológicos de significado clínico para monitoramento de exposição a anilina. Deve ser realizado semestralmente.
LETRA A: CORRETA
O ácido tricloroacético urinário (TCA) é o indicador de exposição excessiva previsto no Quadro I do Anexo I da NR-07 para o tricloroetileno; por ser “obrigatório”, a norma lista os indicadores de exposição excessiva e sua periodicidade (semestral). Já 2,5-hexanodiona é indicador para n-hexano, não para acetona; orto-cresol urinário (tolueno) e p-aminofenol urinário/meta-hemoglobina (anilina) são indicadores de significado clínico (não obrigatórios como de exposição excessiva). Referências: NR-07, Anexo I (Quadro de Indicadores Biológicos).
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O Monitoramento Biológico de Exposição permite:
A alternativa C está CORRETA, pois o monitoramento biológico tem como objetivo principal avaliar o grau de exposição individual a substâncias químicas e/ou o efeito biológico resultante dessa exposição, conforme preconizado pela ACGIH (BEIs) e pela NR-07.
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Em relação ao indicador biológico de exposição (Ibex) ou dose interna, pode-se afirmar:
A alternativa B está CORRETA. O indicador biológico de exposição (IBE) representa a dose interna do agente químico, refletindo a quantidade que foi absorvida pelo organismo, seja por via respiratória, cutânea ou digestiva. É uma medida direta da carga interna.
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Assinale a alternativa com a resposta correta: quanto ao indicador biológico de exposição, podemos afirmar que:
A alternativa C está CORRETA. Os indicadores biológicos de exposição (Ibex/BEIs) refletem a dose interna, e:
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Assinale a alternativa FALSA:
GABARITO:
A alternativa C está FALSA. O biomarcador urinário de exposição ao tolueno é o ácido hipúrico, e não o ácido metilhipúrico. O ácido metilhipúrico é marcador de exposição a solventes do grupo dos xileno isômeros.
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Assinale a alternativa com a resposta correta: possuem indicadores biológicos de exposição no ar exalado:
A) II, III e IV
B) I, II e III
C) II e III
D) I, II, III e IV
A alternativa C está CORRETA. Os indicadores biológicos que podem ser monitorados no ar exalado incluem o monóxido de carbono (CO) e o tetracloroetileno, ambos amplamente utilizados como parâmetros de exposição ocupacional.
As alternativas A, B e D estão INCORRETAS por incluírem as afirmações I e/ou IV, que são inválidas para monitoramento no ar exalado.
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Assinale a alternativa incorreta:
GABARITO
A alternativa D está INCORRETA. A dosagem de manganês em meio biológico não é considerada um biomarcador confiável. Sua baixa especificidade e grande variabilidade individual dificultam a correlação entre exposição e efeito, tornando-o inadequado para monitoramento biológico efetivo.
As alternativas A, B, C e E estão CORRETAS.
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Em relação à Monitoração da Exposição Ocupacional a Agentes Químicos, é INCORRETO afirmar:
GABARITO
A alternativa D está INCORRETA.
As alternativas A, B, C e E estão CORRETAS.
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Os Indicadores Biológicos de Exposição com Significado Clínico evidenciam disfunções orgânicas e efeitos adversos à saúde, trazendo elementos para a abordagem médica e correção da exposição ao agente. Assinale dentre as alternativas abaixo, a INCORRETA, em relação à substância química, seu indicador e o momento da coleta, respectivamente.
GABARITO
A alternativa B está INCORRETA.
As alternativas A, C, D e E estão CORRETAS.
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A intoxicação ocupacional ocorre quando trabalhadores são expostos a substâncias tóxicas no ambiente de trabalho em níveis que causam efeitos adversos à saúde. É uma condição prevenível que requer reconhecimento precoce, diagnóstico adequado e manejo apropriado.
Para médicos do trabalho que se preparam para a ANAMT, compreender a toxicologia é essencial para identificar riscos de exposição, interpretar resultados de monitoramento biológico e implementar medidas preventivas eficazes.
As intoxicações podem ser agudas (resultantes de uma única exposição elevada) ou crônicas (resultantes de exposições repetidas e de menor intensidade ao longo do tempo). O diagnóstico preciso requer uma anamnese ocupacional detalhada, avaliação clínica cuidadosa e, frequentemente, o apoio de monitoramento biológico ou testes específicos. A prevenção, por meio da aplicação da hierarquia de controles, é sempre a abordagem mais eficaz e preferível ao tratamento.
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Este guia detalhado oferece informações cruciais para a proteção e o bem-estar dos trabalhadores do setor agrícola. Ele explora os riscos intrínsecos à exposição a agrotóxicos, apresenta as melhores práticas para a sua manipulação segura, e descreve medidas preventivas fundamentais para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e promover a saúde ocupacional contínua.
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Os organofosforados (OP) são uma classe de inseticidas amplamente utilizada na agricultura, controle de pragas em saúde pública e produtos domissanitários. Sua alta lipossolubilidade é uma característica chave que influencia significativamente sua toxicocinética.
A via dérmica é a principal em ambientes ocupacionais, mas a inalatória e a digestiva também são relevantes. A absorção dérmica é influenciada por afinidade lipídica do OP, área exposta, tempo de contato, oclusão, umidade e calor.
Incluem o preparo e aplicação de caldas, reentrada em áreas tratadas, manutenção de equipamentos contaminados e lavagem de EPI/roupas sujas.
Remover o agente ou substituí-lo por um menos tóxico.
Uso de capelas de exaustão, sistemas de ventilação e automação.
Capacitação contínua, protocolos de reentrada e rodízio de tarefas.
Luvas, avental, proteção ocular e respiratória adequados ao risco.
Os OPs são altamente absorvidos pela pele e o risco ocupacional depende tanto da substância quanto da tarefa e das condições ambientais. A prevenção eficaz é multifacetada.
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Módulo: MedWork – Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Intoxicação Ocupacional
Assunto: Intoxicação por Agrotóxicos
O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do planeta, com 720 mil toneladas de pesticidas para uso agrícola, de acordo com os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Os trabalhadores rurais envolvidos na aplicação de pesticidas estão expostos a diversas substâncias químicas que podem comprometer sua saúde. Sobre os efeitos dos pesticidas, assinale a CORRETA.
A) Os pesticidas organofosforados e carbamatos podem inibir a enzima acetilcolinesterase, causando sintomas de intoxicação como salivação excessiva, sudorese e tremores musculares.
B) A exposição ocupacional a pesticidas não apresenta riscos para o sistema nervoso central, afetando apenas a pele e o trato respiratório.
C) O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) elimina completamente os riscos à saúde dos trabalhadores expostos a pesticidas.
D) Os efeitos dos pesticidas são exclusivamente agudos, não havendo risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e distúrbios endócrinos.
A alternativa CORRETA é a LETRA A.
Referências: BUSCHINELLI, J.T.P., Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020; diretrizes de intoxicação por OP/carbamatos do MS.
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São inseticidas orgânicos potencialmente tóxicos para o organismo humano:
Alternativa C: CORRETA. Os inseticidas organoclorados, organofosforados e carbamatos são conhecidos por sua toxicidade significativa ao organismo humano, atuando principalmente sobre o sistema nervoso. Sua ação como inibidores da colinesterase os torna perigosos em caso de exposição ocupacional.
Outras Alternativas
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Os organofosforados (OP) se ligam e fosforilam a acetilcolinesterase (AChE), inativando-a.
Com a AChE inativada, a acetilcolina (ACh) se acumula na fenda sináptica, sem ser degradada.
O excesso de ACh provoca a hiperestimulação contínua dos receptores muscarínicos, nicotínicos e centrais.
Após a fosforilação, o complexo OP-AChE sofre "envelhecimento" (aging), um processo de estabilização irreversível que reduz a eficácia das oximas.
AChE eritrocitária: O verdadeiro alvo dos OP, reflete a inibição da enzima nos glóbulos vermelhos.
Butirilcolinesterase plasmática (BChE): Usada para triagem e monitoramento da exposição, pois é mais sensível a pequenas exposições.
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Os agentes fosforados orgânicos são bastante utilizados. Com relação ao mecanismo de ação destes defensivos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativa E: CORRETA. Os organofosforados agem como inibidores IRREVERSÍVEIS da colinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina e consequente crise colinérgica. Portanto, todas as alternativas apresentadas (A, B, C, D) contêm informações incorretas sobre o mecanismo de ação ou os efeitos da intoxicação por fosforados orgânicos.
Outras Alternativas
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O reconhecimento rápido da síndrome colinérgica é crucial para o tratamento eficaz e a prevenção de desfechos graves.
Minutos a horas após a exposição.
24-96 horas: Fraqueza proximal e respiratória.
Semanas: Neuropatia axonal e paralisia flácida.
É importante diferenciar a intoxicação por organofosforados de outras condições com sintomas semelhantes:
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W.C.V., masculino, 40 anos, morador de área rural, dá entrada na Unidade de Emergência Referenciada com quadro de fraqueza, cólicas abdominais, vômitos, espasmos musculares, hipersecreção pulmonar, sialorreia e sudorese profusa. Qual seria sua hipótese diagnóstica?
Alternativa B: CORRETA. O quadro clínico descrito é típico da intoxicação aguda por organofosforados. Estes agrotóxicos inibem a acetilcolinesterase, levando ao acúmulo de acetilcolina e resultando em uma crise colinérgica, caracterizada por sintomas como sialorreia, sudorese profusa, vômitos, cólicas abdominais, hipersecreção pulmonar e espasmos musculares.
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Ações rápidas e coordenadas são absolutamente essenciais para reverter eficazmente o quadro de intoxicação por organofosforados, garantindo a segurança e o bem-estar tanto do paciente quanto da equipe de saúde. Este guia detalhado apresenta a lógica fundamental por trás do tratamento.
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No atendimento de um intoxicado por organofosforados, pode-se afirmar:
Alternativa E: CORRETA. O tratamento correto da intoxicação por organofosforados inclui o uso de atropina (para antagonizar os efeitos muscarínicos da acetilcolina) e pralidoxima (reativador da acetilcolinesterase), além da descontaminação e suporte de vida. Ambas as drogas são utilizadas em conjunto, atuando de forma sinérgica para reverter os efeitos tóxicos.
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Para evitar pegadinhas em provas e garantir o manejo correto, é crucial entender as diferenças chave entre Carbamatos, Piretróides e Paraquat.
Perlas express:
OP = AChE irreversível + atropina + oxima
Carbamato = AChE reversível
Piretróide = Na⁺ channel
Paraquat = pulmão/ROS, O₂ com cautela (situação típica de prova)
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Aprofunde-se nos riscos significativos, nos métodos de diagnóstico precisos e nas estratégias eficazes de manejo para o saturnismo. Esta condição, uma intoxicação ocupacional por chumbo com raízes milenares, infelizmente ainda persiste e afeta uma vasta gama de trabalhadores em indústrias como reciclagem de baterias, mineração, construção, fundição e fabricação de cerâmica em todo o mundo. Os impactos do chumbo podem variar de problemas neurológicos e renais a disfunções hematológicas e reprodutivas. Compreender seus detalhes, desde a identificação das fontes de exposição até as intervenções terapêuticas, é fundamental para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, visando proteger a saúde e a segurança ocupacional.
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A intoxicação por chumbo, ou saturnismo, é um desafio persistente na saúde ocupacional. Compreender sua origem, como age no corpo e seus sinais é vital para o diagnóstico e prevenção.
Inibição da síntese do heme, levando à anemia por deficiência de ferro (sideroblástica) e hemólise.
Acomete axônios motores, causando fraqueza e, classicamente, a "mão pendente" ou "pé caído".
Dor abdominal intensa, de difícil localização, sem alterações evidentes em exames de imagem.
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Sobre a epidemiologia da exposição a compostos de chumbo, podemos afirmar que:
Alternativa B: CORRETA. A exposição ocupacional ao chumbo ocorre principalmente em atividades como fundição, reciclagem de baterias, fabricação de tintas e cerâmica, especialmente em processos que envolvem esmaltação. A alternativa B traz exatamente esses contextos, conforme descrito em manuais de toxicologia ocupacional e pela Organização Mundial da Saúde. O chumbo é amplamente estudado e suas fontes ocupacionais estão bem caracterizadas.
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A toxicologia do chumbo difere muito em função do composto ser inorgânico ou orgânico, assim como em vários metais. Em relação a sua toxicinética, identifique dentre as alternativas abaixo, a INCORRETA.
Alternativa D: INCORRETA. Na realidade, a meia-vida do chumbo é mais longa nos ossos compactos e nos dentes, e mais curta nos ossos trabeculares, devido à maior troca metabólica nesses tecidos. Essa afirmativa apresenta o oposto do que ocorre, sendo a resposta que o enunciado solicita.
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O quadro clínico ocupacional do saturnismo é caracterizado por:
Alternativa B: CORRETA. O saturnismo apresenta quadro clínico clássico caracterizado por anemia (frequentemente do tipo normocítica normocrômica com punção de medula mostrando pontilhados basofílicos), neuropatia periférica (geralmente motora, afetando extensores do punho – “mão pendente”) e cólicas abdominais intensas. Esses sinais são amplamente descritos em toxicologia ocupacional, especialmente em exposições crônicas.
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A intoxicação por mercúrio, também conhecida como hidrargirismo, representa uma séria ameaça à saúde, especialmente em ambientes ocupacionais onde a exposição a esse metal pesado é comum. Este cartão explora detalhadamente os variados riscos associados à exposição ao mercúrio, que pode ocorrer por inalação, ingestão ou contato dérmico, e as diversas manifestações clínicas que podem surgir de sua acumulação no corpo, abrangendo desde sintomas neurológicos e renais até problemas dermatológicos e gastrointestinais, essenciais para o diagnóstico precoce e a prevenção eficaz em trabalhadores de indústrias como mineração, odontologia e fabricação de lâmpadas.
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Metálico (Hg⁰): Principal no trabalho (lâmpadas, garimpo). Alta volatilidade.
Inorgânicos (sais): Menos comum, baixa absorção dérmica.
Orgânicos (metilmercúrio): Mais ambiental, alta neurotoxicidade.
Vias de Exposição: Inalação (principal para Hg⁰), ingestão (menos comum), cutânea (orgânicos).
Hg⁰: Lipossolúvel, cruza barreira hematoencefálica, oxida a formas inorgânicas no SNC (retenção).
Metil-Hg: Alta neurotoxicidade.
Eliminação: Urinária (inorgânico/metálico), sangue/cabelo (metil-Hg).
Pearl: Biomarcador normal não exclui exposição pretérita crônica; clínica é chave.
Aguda (vapores Hg⁰): Tosse, dispneia, bronquite química, edema pulmonar, febre.
Crônica (Mercurialismo): Tremor (fino), eretismo (irritabilidade, ansiedade, insônia), cefaleia, gengivite, sialorreia, gosto metálico, perda cognitiva.
Histórico: "Loucura dos Chapeleiros" (eretismo).
História Ocupacional: Detalhada (tarefas, derramamentos, ventilação, EPI).
Biomarcadores: Urina (Hg urinário, para Hg⁰/inorgânico recente), Sangue/Cabelo (metil-Hg).
Funcional: Testes neuropsicológicos, neurológicos; Rx/TC (lesão pulmonar).
Mensagem-chave: Resultado isolado não define; clínica + exposição guiam.
Imediato (Agudo): Afastar, suporte respiratório, quelação (DMSA/DMPS), descontaminação ambiental.
Crônico: Afastar/realocar, monitorar, quelação (se indicado), acompanhamento multiprofissional.
Prevenção: Substituição, sistemas fechados, exaustão, spill kit, higiene, EPI adequado, vigilância médica, educação.
Takeaways: Inalação de Hg metálico é a via crítica no trabalho. Agudo = pulmonar grave; crônico = neuropsiquiátricos + gengivite. Diagnóstico é clínico-ocupacional, com biomarcadores como auxiliares. Quelação pode ser necessária. Prevenção segue hierarquia de controles: engenharia > administrativos > EPI, com plano para derramamentos.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Intoxicação Ocupacional
Assunto: Intoxicação por Mercúrio
O mercúrio é um metal pesado, de cor prata, que permanece no estado líquido à temperatura ambiente. A alta pressão do vapor de mercúrio resulta na sua liberação contínua na atmosfera, um fator importante que contribui para a exposição ocupacional e para a contaminação ambiental. W.S.B., 67 anos, solteiro, garimpeiro há 40 anos, foi encaminhado ao CEREST pelo médico da Unidade Básica e Saúde do bairro onde mora, para realização de nexo causal. Considerando o texto acima, avalie as afirmações a seguir:
I. Os indivíduos que trabalham como garimpeiros correm risco elevado de exposição ao vapor de mercúrio com absorção através da pele.
II. Os sintomas prováveis de W.S.B. são anorexia, vômitos, sangramento nas gengivas, estomatite, salivação, mau hálito.
III. Os indivíduos que trabalham como garimpeiros correm risco elevado de exposição ao vapor de mercúrio, os quais são aspirados.
IV. Os sintomas prováveis de W.S.B. são: mudanças frequentes do humor, alterações na memória, enxaqueca, tontura, delírios e alucinações.
É CORRETO apenas o que está descrito em:
A) I e III.
B) I e II.
C) II e III.
D) III e IV.
A alternativa CORRETA é a LETRA D.
Referências: Ladou & Harrison. CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental, 5ª ed.; Buschinelli J.T.P. Toxicologia Ocupacional, Fundacentro.
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O Mercúrio é um metal que pode se apresentar de várias formas e propriedades físico-químicas e toxicológicas totalmente diferentes entre si. Do ponto de vista ocupacional, a forma mais importante é a metálica, e os compostos inorgânicos, têm menor relevância ocupacional, por sua menor toxicidade, pouca absorção e por não causar a doença de Minamata. Em relação à exposição por mercúrio, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativa D: INCORRETA. As intoxicações agudas por mercúrio metálico ou seus vapores requerem tratamento adequado, incluindo terapia quelante (como dimercaprol ou DMSA) quando indicada. Portanto, a afirmação de que a terapia não deve ser utilizada em exposições agudas é incorreta. A terapia quelante é uma intervenção crucial para reduzir a carga de mercúrio no corpo e mitigar seus efeitos tóxicos.
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Paciente com antecedente de exercer atividades laborais por aproximadamente 6 anos em montagem e manutenção de aparelhos de pressão (e lâmpadas), alguns meses após a demissão apresentou queixas de tontura, alteração de memória, tensão, irritabilidade, tremores, insônia (dorme cerca de 3 horas/dia), cansaço, salivação, sangramento gengival, diminuição de acuidade visual, cefaleia e dificuldade nos estudos para concluir um curso técnico. Considerando a ocupação e os sintomas do paciente:
Alternativa B: CORRETA. O caso descrito é clássico de mercurialismo crônico em trabalhador exposto na indústria de lâmpadas e aparelhos de pressão. Os sintomas neuropsicológicos (irritabilidade, insônia, alterações de memória), associados a tremores, gengivite e cefaleia, indicam intoxicação por mercúrio. A realização de testes neuropsicológicos auxilia na avaliação do dano funcional.
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Este cartão oferece uma abordagem mais aprofundada e contextualizada aos riscos ocupacionais e às diversas manifestações clínicas associadas à exposição a metais tóxicos específicos, como Cromo, Cádmio, Alumínio, Arsênico e Berílio. Compreender os perigos inerentes a estas substâncias é de suma importância para a prevenção, diagnóstico precoce e manejo eficaz de doenças relacionadas ao ambiente de trabalho e à saúde pública em geral.
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Uma visão prática e comparativa sobre como a forma química e a via de exposição dos metais tóxicos (Al, As, Be, Cd, Cr⁶⁺) determinam sua toxicocinética e quadros clínicos, focando em achados importantes para a prevenção e avaliações de prova.
A forma química (sais, óxidos, solúveis/lipofílicos) e o tamanho da partícula são cruciais para a absorção e biodisponibilidade. A via respiratória é dominante para aerossóis e fumos. Muitos são excretados via urina, mas com meias-vidas teciduais longas.
Principalmente por diálise com água contaminada, causando encefalopatia dialítica (neurotoxicidade central). Excreção urinária predomina; insuficiência renal aumenta retenção. Foco em monitoramento da água em serviços de diálise.
A pele atua como "alarme" com hiper/hipopigmentação e ceratoses palmo-plantares. É multissistêmico (neuropatia, CV) e carcinogênico. Vigilância com história ocupacional, exame de pele e biomarcadores.
Inalação de poeiras/fumos. Pode causar pneumonite química aguda ou doença de hipersensibilidade crônica (beriliose), com formação de granulomas. Prevenção por contenção, exaustão e vigilância respiratória.
Inalação intensa aguda causa pneumonite química (pulmões, não rins!). Exposição crônica leva a nefropatia túbulo-intersticial e osteopatia. Setores como fundição e baterias são críticos; controle de poeiras é essencial.
Tríade clássica: úlcera dérmica, perfuração de septo nasal e câncer de pulmão (exposição crônica). Presente em galvanoplastia, solda de ligas Cr. Controle na fonte (substituição, enclausuramento) e proteção respiratória são prioritários.
Qual é o principal efeito agudo do cádmio por inalação?
Resposta: Pneumonite química/irritação respiratória grave, não dano renal (este é crônico).
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Intoxicação Ocupacional
Assunto: Intoxicação por Metais Tóxicos (Cromo)
A Toxicologia Ocupacional é eminentemente preventiva, sendo-lhe fundamental a correta avaliação do risco a que o trabalhador está exposto. A toxicidade de uma substância química refere-se à sua capacidade de causar dano em um órgão determinado, alterar os processos bioquímicos ou alterar um sistema enzimático. Em um setor de uma indústria de produção de aço inoxidável, dois trabalhadores procuraram o Médico do Trabalho, com queixa de sangramentos nasal. Na rinoscopia anterior, o médico observa lesão em septo nasal. Os trabalhadores foram encaminhados ao especialista para a conduta específica. Diante do exposto, e considerando a ocupação do trabalhador, dentre outras hipóteses, é possível suspeitar de exposição a qual substância química no ambiente de trabalho? Assinale a alternativa CORRETA:
A) Chumbo.
B) Níquel.
C) Molibdênio.
D) Cromo.
A alternativa CORRETA é a letra LETRA D.
Referência: Buschinelli JTP. Toxicologia Ocupacional. Fundacentro, 2020.
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Módulo: Higiene e Toxicologia Ocupacional
Disciplina: Intoxicação Ocupacional
Assunto: Intoxicação por Metais Tóxicos (Cromo)
O sistema respiratório é um sitio importante de lesão oriunda das exposições ocupacionais. Materiais potencialmente tóxicos presentes no ambiente ocupacional representam um risco para as vias respiratórias e parênquima pulmonar. Analise as afirmativas abaixo.
I. A doença crônica do berílio é um distúrbio inflamatório granulomatoso que é muito semelhante à sarcoidose, com diversos graus de fibrose intersticial.
II. A inalação de concentrações relativamente altas de fumos de cádmio, cromo ou níquel ou de fumo de mercúrio pode causar Pneumonite Tóxica.
III. A mácula do carvão da Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão aparece e se desenvolve quando a doença se encontra na fase fibrótica progressiva ou complicada.
IV. Os sinais e sintomas persistentes da Rinite, após uma única exposição de alto nível à substância irritante, têm sido chamados de Síndrome de Disfunção Reativa das vias respiratórias superiores.
V. A diferenciação entre os processos restritivo e obstrutivo geralmente requer a avaliação de volumes pulmonares estáticos. Razão entre volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital (relação VEF1/CV) é importante para o diagnóstico de um distúrbio restritivo.
Estão INCORRETAS as alternativas:
A) II e V.
B) III e V.
C) II e IV.
D) I e V.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
A, C e D VERDADEIRAS
I - VERDADEIRA: Doença crônica do berílio é granulomatosa tipo sarcoidose, com fibrose intersticial variável.
II - VERDADEIRA: Fumaças/vapores de cádmio, cromo, níquel e mercúrio podem causar pneumonite tóxica.
IV - VERDADEIRA: Verdadeira: quadro pós-exposição única irritante pode ser denominado Síndrome de Disfunção Reativa das VAS superiores (análoga ao RADS).
Referências: Santos, U.P. Pneumologia Ocupacional (Atheneu, 2013); Torloni, M.; Vieira, A.V. Manual de Proteção Respiratória (2ª ed., 2019); diretrizes ATS/ERS de espirometria (suporte para VEF1/CV e TLC).
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Na natureza, a maioria dos metais é encontrada na forma iônica (sais e óxidos), normalmente aparecendo como compostos pouco solúveis e por isso pouco biodisponíveis. As formas metálicas são obtidas nos processos metalúrgicos. Em forma metálica, os metais podem ser utilizados puros ou em ligas metálicas, sendo estas constituídas de dois ou mais elementos e com características diferentes dos elementos formadores. Em relação aos metais, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativa E: INCORRETA. O principal efeito agudo do cádmio não é o dano renal, mas sim a irritação respiratória grave e a pneumonite química, enquanto o dano renal é um efeito subcrônico ou crônico. O texto da alternativa confunde o tempo de exposição e o tipo de toxicidade.
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A exposição ocupacional a névoas de ácido crômico pode causar:
Alternativa C: CORRETA. O cromo hexavalente é altamente tóxico e está relacionado a lesões de mucosa nasal com perfuração de septo, úlceras cutâneas (dermatite ulcerada crômica) e câncer de pulmão em exposições crônicas. Essa tríade é típica da exposição ocupacional ao cromo.
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Empregado em uma metalúrgica, apresentando quadro agudo de tosse, escarro hemoptóico, dor retroesternal, fadiga e dispneia progressiva acompanhada de cianose. Apresenta ainda rinite, faringite e dermatite de contato alérgica. Após a solicitação de RX de tórax, observa-se infiltração miliar difusa. Pode-se pensar no diagnóstico de:
Alternativa C: CORRETA. O berílio pode causar beriliose aguda, caracterizada por quadro de pneumonite química com tosse, dispneia, hemoptise e infiltrado miliar difuso no RX. Frequentemente, é associado a manifestações de hipersensibilidade cutânea e de vias aéreas superiores, como rinite, faringite e dermatite de contato alérgica, conforme o caso descrito.
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A intoxicação por manganês, ou manganismo, é uma condição relevante na Medicina do Trabalho, caracterizada principalmente por seus impactos neurológicos. Essencial em pequenas quantidades, o manganês é tóxico em excesso e tem vastas aplicações industriais, incluindo ligas metálicas, aditivos, baterias, cerâmicas e fertilizantes.
A principal via de exposição ocupacional é a inalação de fumos e poeiras de manganês. Trabalhadores de soldagem, mineração, fabricação de baterias, fundições e indústrias químicas estão particularmente em risco. A absorção pulmonar permite que o metal atinja a corrente sanguínea e se acumule nos gânglios da base do cérebro.
O manganismo manifesta-se como uma síndrome parkinsoniana, com sintomas como tremores, bradicinesia, rigidez muscular, distúrbios da marcha e postura, além de alterações neuropsiquiátricas. Diferencia-se do Parkinson idiopático pela falta de resposta à levodopa e pelo padrão de lesão cerebral.
A prevenção e o reconhecimento precoce são cruciais, pois lesões neurológicas avançadas podem ser irreversíveis. Desafios incluem a dificuldade em estabelecer biomarcadores de exposição e a implementação de medidas rigorosas de controle de engenharia para proteger a saúde dos trabalhadores.
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A intoxicação por manganês (Mn), ou manganismo, é um desafio na saúde ocupacional. Essencial em pequenas doses, o Mn é neurotóxico em exposição excessiva. A exposição ocorre principalmente por inalação de fumos e poeiras em ambientes como soldagem, mineração, produção de baterias e fundições.
O Mn acumula-se nos gânglios da base cerebral, causando uma síndrome parkinsoniana com distúrbios motores, comportamentais e cognitivos. Diferente da Doença de Parkinson idiopática, o manganismo responde mal à levodopa. Biomarcadores atuais (Mn-S e Mn-U) são limitados na correlação com a exposição acumulada e carga no SNC. A detecção precoce e o afastamento são cruciais, pois os danos neurológicos podem ser irreversíveis. A neuroimagem (RM) auxilia no diagnóstico, mostrando hiperintensidade nos gânglios da base. O manejo foca em vigilância, controle ambiental e acompanhamento neurológico.
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Em relação aos metais pesados pode-se afirmar que:
Alternativa A: CORRETA. O “passo de bailarina” é uma alteração motora típica do manganismo, intoxicação crônica por manganês, caracterizada por uma marcha peculiar com dificuldade em levantar os pés, semelhante a passos de dança. O manganês causa sintomas parkinsonianos devido à neurotoxicidade, afetando principalmente os gânglios da base.
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Assinale a alternativa incorreta:
Alternativa D: INCORRETA. A intoxicação por manganês (manganismo) apresenta grande dificuldade diagnóstica, pois os níveis biológicos de manganês (sangue e urina) não refletem bem a exposição acumulada ou o risco de neurotoxicidade. Portanto, a dosagem de manganês não é considerada um bom biomarcador de exposição crônica, o que torna a alternativa D a incorreta.
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A intoxicação por metanol (álcool metílico) representa um desafio significativo tanto na medicina ocupacional quanto na saúde pública brasileira. No contexto ocupacional, trabalhadores de indústrias químicas, petroquímicas, fabricação de solventes, produção de biodiesel, laboratórios e setores de limpeza industrial estão particularmente expostos a esse agente tóxico através da inalação de vapores ou contato dérmico.
O metanol é amplamente utilizado como solvente industrial, matéria-prima para síntese química, combustível e agente de limpeza. Sua toxicidade decorre principalmente da metabolização hepática pela álcool desidrogenase, gerando metabólitos altamente tóxicos: formaldeído e ácido fórmico. Estes metabólitos são responsáveis pela acidose metabólica grave e pela toxicidade ocular característica, que pode levar à cegueira irreversível.
Recentemente, o Brasil enfrentou tragédias relacionadas ao metanol que evidenciam a importância do conhecimento sobre esta intoxicação. Em 2024, ocorreram surtos de intoxicação em massa no Ceará e em São Paulo, com dezenas de vítimas fatais após consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Embora esses casos não sejam ocupacionais, eles destacam a gravidade da exposição ao metanol e a necessidade de vigilância rigorosa.
No ambiente de trabalho, a exposição pode ocorrer de forma aguda (acidentes, vazamentos) ou crônica (exposição repetida a baixas concentrações). O médico do trabalho deve estar atento aos riscos ocupacionais, implementar medidas de controle adequadas conforme a hierarquia de controles, garantir o uso correto de EPIs (especialmente proteção respiratória e luvas impermeáveis), realizar monitoramento ambiental e biológico quando indicado, e estar preparado para reconhecer precocemente os sinais e sintomas de intoxicação.
Através da substituição por solventes menos tóxicos quando possível, controles de engenharia eficazes e treinamento adequado dos trabalhadores, é fundamental.
O reconhecimento precoce e o tratamento imediato com antídotos específicos (etanol ou fomepizol) podem salvar vidas e prevenir sequelas graves, especialmente a cegueira.
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Guia didático para a prova da ANAMT sobre os aspectos cruciais da intoxicação por metanol no ambiente de trabalho.
Toxicocinética do Metanol: Da Absorção aos Efeitos Tóxicos
Por vias inalatória, dérmica e oral. Facilmente distribuído pelo corpo, atravessando a barreira hematoencefálica.
No fígado, metanol é oxidado pela Álcool Desidrogenase (ADH) a formaldeído.
Formaldeído é oxidado pela Aldeído Desidrogenase a ácido fórmico.
Ácido fórmico é o metabólito principal responsável pela acidose metabólica grave e toxicidade ocular (cegueira).
Metanol não metabolizado é excretado via renal/pulmonar. Meia-vida: 12-20h (prolongada com tratamento).
12 a 24 horas pós-exposição. Crucial para diagnóstico diferencial.
Cefaleia, náuseas, vômitos, tontura, embriaguez leve. Frequentemente subestimada.
Acidose Metabólica Grave: Anion gap aumentado.
Toxicidade Ocular: Visão turva, fotofobia, escotomas, cegueira permanente.
Neurológicos: Confusão, letargia, convulsões, coma.
Gastrointestinais: Dor abdominal intensa, pancreatite.
Níveis >20 mg/dL indicam intoxicação.
Acidose metabólica (pH <7.3, Bicarbonato baixo).
Aumentado (>16 mEq/L).
Aumentada (gap osmolar >10 mOsm/kg).
Elevado por hipoperfusão.
Edema de papila, hiperemia do disco óptico.
Priorizar solventes menos tóxicos quando viável.
Ventilação local exaustora eficaz, sistemas fechados.
Respiradores (filtros orgânicos), luvas impermeáveis (nitrílica/butílica).
Sobre riscos, prevenção e primeiros socorros.
Ambiental (concentrações no ar) e biológico (se indicado).
Adequada de recipientes, armazenamento seguro.
Proibição de consumo de alimentos/fumo em áreas de risco.
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O médico do trabalho atende um caso de exposição respiratória aguda a grande volume e concentração de Metanol. No monitoramento de efeitos é obrigatória a investigação clínica ou laboratorial de:
Alternativa D: CORRETA. O metanol, após metabolização hepática, forma formaldeído e ácido fórmico, que causam acidose metabólica grave e toxicidade ocular. O monitoramento clínico e laboratorial deve priorizar a investigação da acidose metabólica, que é o principal risco agudo e potencialmente fatal.
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Emprega-se como antídoto para a ingestão acidental de Álcool Metílico (METANOL):
Alternativa A: CORRETA. O etanol atua como antídoto competitivo do metanol, pois ocupa a enzima álcool desidrogenase, impedindo a metabolização do metanol em formaldeído e ácido fórmico, responsáveis pela toxicidade ocular e sistêmica. (Referências: Barceloux DG et al., 2002; Brent J., 2017.)
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Guia essencial sobre intoxicação por cianeto na medicina do trabalho, focado em preparação para ANAMT e Higiene/Toxicologia Ocupacional.
Cianeto é um potente tóxico. A exposição ocupacional ocorre em indústrias como:
Sintomas de intoxicação aguda por cianeto são rápidos e graves:
O diagnóstico é clínico e baseado em:
A prevenção é crucial:

Com relação às intoxicações por agentes asfixiantes, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativa D: INCORRETA. A cianose pode de fato não ser proeminente devido à rápida evolução da intoxicação por cianeto (pelo efeito no transporte de oxigênio a nível celular, e não na oxigenação do sangue), mas a descrição de que é "muitas vezes um sinal tardio" ou "pode não ocorrer" induz a erro ao não contextualizar a fisiopatologia. Em muitos casos graves, a pele pode até apresentar coloração rósea (cherry-red skin) devido à hemoglobina oxigenada que não é utilizada pelos tecidos. (Referências: Hall AH, Rumack BH. Clinical toxicology of cyanide. Ann Emerg Med. 1986; Nelson LS et al. Goldfrank’s Toxicologic Emergencies. 11th ed. 2019.)
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O encarregado de uma galvanoplastia de cromo decorativo pede ao ajudante que faça uma recarga de cianeto no tanque com solução de cobre alcalino. Como nesta empresa os tanques não têm identificação, o ajudante equivoca-se e adiciona o cianeto em outro tanque, gerando um gás muito tóxico e provocando um acidente de graves proporções. Indique qual foi o gás gerado e como ele foi produzido:
Alternativa E: CORRETA. O acidente descrito é característico da liberação de ácido cianídrico (HCN), um gás extremamente tóxico. Ele é produzido quando sais de cianeto (como o cianeto adicionado) entram em contato com uma solução ácida, gerando uma reação química que libera o HCN. Este gás causa hipoxia tecidual por inibição da citocromo oxidase mitocondrial, podendo levar rapidamente à morte.
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O benzeno é um solvente orgânico amplamente utilizado na indústria, representando um sério risco à saúde ocupacional devido à sua alta toxicidade. É classificado como carcinógeno humano e mutagênico, sendo uma preocupação fundamental na medicina do trabalho.
As principais fontes de exposição profissional incluem a indústria petroquímica, produção de coque, fabricação de produtos químicos, laboratórios e postos de combustíveis. Trabalhadores desses setores estão sob constante vigilância para prevenir a intoxicação.
A exposição ocorre primariamente por inalação de vapores, mas também pode haver absorção dérmica significativa. Sua toxicidade se manifesta de forma aguda, com efeitos imediatos, ou crônica, desenvolvendo-se após longos períodos de exposição contínua.
O sistema hematopoiético é o principal alvo do benzeno. A exposição aguda pode causar efeitos no sistema nervoso central, como tontura, cefaleia e náuseas. Já a exposição crônica leva à depressão da medula óssea, resultando em condições como anemia aplástica, leucopenia e, mais gravemente, leucemias, especialmente a mieloide aguda.
O monitoramento biológico é crucial para a detecção precoce dos efeitos da exposição. Medidas de prevenção, incluindo controle de engenharia, ventilação adequada e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), são essenciais para proteger os trabalhadores.
No Brasil, a segurança contra o benzeno é rigidamente regulamentada pelas Normas Regulamentadoras (NRs) 07 e 09, que estabelecem os limites de tolerância e a obrigatoriedade de programas específicos de controle e monitoramento, como o PCMSO e o PPRA.
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A intoxicação por benzeno representa um risco significativo na saúde ocupacional, com efeitos que variam de agudos e neurológicos a crônicos e devastadores sobre o sistema hematopoiético.
Fontes: Coquerias/siderurgia, refinarias, petroquímica, impressão, combustíveis/solvente.
Via: Principalmente inalatória. Rápida distribuição e biotransformação hepática, com metabólitos reativos que atingem a medula óssea.
Agudo (altas concentrações): Euforia, cefaleia, tontura, náuseas, vômitos, ataxia, depressão do SNC e risco de insuficiência respiratória.
Crônico (baixas/moderadas): Hematotoxicidade (anemia, leucopenia, plaquetopenia), podendo evoluir para anemia aplástica e aumentar o risco de leucemias. Neuropatia periférica (desmielinização) também é possível.
Hemograma seriado para rastrear citopenias. Correlação com histórico ocupacional. Biomarcadores como tt-MA e SPMA são úteis quando disponíveis.
Dica de Prova: "Linha de Burton" é do chumbo, não do benzeno.
Hierarquia de Controles: Eliminação/substituição, enclausuramento, exaustão localizada, gestão de emissões. EPIs são último recurso.
Emergências: Remoção imediata da área e suporte respiratório.
"Citopenia inexplicada em trabalhador de coqueria? Pensar em benzeno."

Um trabalhador de uma Indústria Química foi diagnosticado com Neuropatia Periférica. Alguns Solventes Orgânicos Industriais são associados à esta patologia. Identifique nas alternativas abaixo, a que apresenta associação CORRETA entre o solvente e a neuropatia.
Alternativa C: CORRETA. Entre os solventes orgânicos, o benzeno e o tolueno são classicamente associados a neuropatia periférica, principalmente por danos à mielina e disfunção neurotóxica progressiva. Essa associação está bem documentada em toxicologia ocupacional.
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Um trabalhador procura o serviço médico de uma empresa siderúrgica integrada apresentando os seguintes sinais e sintomas: cefaleia, náuseas, vertigem e tremores. Ele trabalha no setor de coqueria há 2 anos. Solicitado hemograma completo concluiu-se que o paciente apresentava anemia, plaquetopenia e leucopenia com particular diminuição de neutrófilos. Frente ao quadro encontrado e à história ocupacional do paciente, o médico deve suspeitar de intoxicação por:
Alternativa D: CORRETA. O benzeno é um agente hematotóxico reconhecido. O quadro clínico e hematológico descrito (anemia, plaquetopenia e leucopenia, com neutropenia) associado à exposição em coqueria é altamente sugestivo de intoxicação por benzeno. A exposição crônica ao benzeno pode levar à discrasia sanguínea, incluindo anemia aplástica e leucemias.
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Em relação à exposição ao benzeno, está incorreto afirmar:
Alternativa E: INCORRETA. O benzeno é um agente hematotóxico conhecido, com efeitos predominantes sobre a medula óssea. A linha azul sobre a gengiva (linha de Burton) é característica da intoxicação por chumbo, não por benzeno, o que torna a alternativa E incorreta.
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Na medicina ocupacional, a exposição a gases asfixiantes representa um risco invisível, mas potencialmente fatal. Estes gases são substâncias que podem levar à asfixia, privando o corpo de oxigênio essencial para a vida, e são uma preocupação constante em ambientes industriais e laborais específicos.
A distinção fundamental reside entre gases asfixiantes simples e químicos. Os asfixiantes simples, como o nitrogênio ou metano, agem deslocando o oxigênio do ar ambiente, reduzindo sua concentração a níveis perigosos. Já os asfixiantes químicos, como o monóxido de carbono ou o cianeto, permitem que o oxigênio seja respirado, mas interferem na sua utilização pelo organismo a nível celular, impedindo que as células produzam energia.
Compreender essa diferença é crítico para a segurança no local de trabalho, pois as estratégias de prevenção, monitoramento e resposta a emergências variam significativamente. A avaliação do risco e a implementação de medidas de controle eficazes dependem da identificação correta do tipo de asfixiante.
Trabalhadores em espaços confinados, indústrias químicas, saneamento básico, e processos que envolvem fermentação ou combustão incompleta são frequentemente expostos a cenários onde a presença de gases asfixiantes é uma ameaça constante.
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Deslocam o oxigênio (O₂) do ar, causando hipóxia sem lesão tóxica direta ao nível celular. Atuam por redução da pressão parcial de O₂ no ambiente.
Exemplos: Nitrogênio (N₂), Argônio (Ar), Hélio (He), Metano (CH₄), Dióxido de Carbono (CO₂ - em alta concentração), vapores inertes.
Impedem o uso ou transporte de O₂ por reatividade biológica, interferindo nos processos celulares ou na capacidade do sangue de carregar oxigênio.
Exemplos: Monóxido de Carbono (CO), Cianeto (HCN), Sulfeto de Hidrogênio (H₂S), Amônia (NH₃), Cloro (Cl₂).
Redução do O₂ ambiente (↓FiO₂) causa hipóxia tecidual. Sem odor ou aviso, a ação é rápida.
Liga-se à hemoglobina (Hb) com afinidade 200-250x maior que o O₂, formando carboxiemoglobina (COHb) e comprometendo o transporte de O₂.
Bloqueiam a citocromo oxidase mitocondrial, inibindo a respiração celular (hipóxia "histotóxica").
Cefaleia, tontura, náuseas, confusão.
Dispneia, taquicardia, ataxia, agitação.
Convulsões, coma, Parada Cardiorrespiratória (PCR).
Espaços confinados (silos, tanques, poços), purga de sistemas com nitrogênio, atmosferas inertizadas.
Garagens subterrâneas, fornos, combustão incompleta de materiais, empilhadeiras movidas a GLP, aquecedores a gás defeituosos.
Galvanoplastia (reação de cianeto com ácido), incêndios de materiais plásticos (espuma de poliuretano, nylon), produção de metais.
Exploração e Produção (E&P) de petróleo e gás, esgotos, estações de tratamento de efluentes, digestores anaeróbicos.
Sistemas de refrigeração industrial (NH₃), tratamento de água e esgoto (Cl₂), limpeza química em grande escala.
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Utilize Equipamento de Proteção Respiratória (EPR) adequado. NUNCA entre em área suspeita sem monitoramento atmosférico e resgate de prontidão.
Remoção imediata da fonte de exposição e O₂ a 100% (alto fluxo) para todos os casos.
O₂ a 100% é fundamental. Considere oxigenoterapia hiperbárica para gestantes, alteração do nível de consciência, COHb elevada ou sintomas neurológicos graves.
Administração de hidroxocobalamina IV. Se não disponível, seguir protocolo local para tiossulfato/nitritos.
O₂ a 100% e suporte avançado. O uso de nitritos é controverso, seguir protocolo institucional.
Remoção da exposição, irrigação abundante de pele e mucosas (olhos), e suporte respiratório. Não há antídoto específico.
Priorizar a eliminação do agente ou substituição por um menos tóxico.
Ventilação exaustora, inertização controlada, sistemas de alarme para detecção de O₂, CO, H₂S.
Elaboração e cumprimento de Procedimentos de Trabalho (PT), especialmente para espaços confinados e resgate.
Uso de EPR adequado, treinamentos regulares sobre riscos e medidas de controle.
Monitoramento atmosférico contínuo (O₂, CO, H₂S) e treinamento constante dos trabalhadores.
⚠️ "Ar limpo, sem cheiro" não é seguro!
Gases como o nitrogênio (N₂) são inodoros, incolores e insípidos, mas podem asfixiar rapidamente.
⚠️ CO não causa cianose confiável; HCN pode matar em minutos.
Lembre-se da ausência de cianose em CO e da extrema rapidez da intoxicação por HCN.
⚠️ HCN em galvanoplastia
Cianeto + ácido = liberação de HCN! É um clássico cenário de acidente.
⚠️ EPI não substitui ventilação/engenharia.
EPI é a última barreira na hierarquia de controle. Priorize as medidas de engenharia e administrativas.
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Módulo: Higiene e Toxicololgia Ocupacional
Disciplina: Intoxicação Ocupacional
Assunto: Gases Asfixiantes Simples (Propano)
A toxicologia médica tem o foco no diagnóstico, tratamento e prevenção do envenenamento e outros efeitos adversos à saúde, causados por fármacos, substâncias tóxicas ambientais e ocupacionais e agentes biológicos. Analise as assertivas abaixo sobre o assunto.
Estão INCORRETAS as afirmações:
A) II e V.
B) III e V.
C) II e III.
D) I e V.
A alternativa INCORRETA é a LETRA B.
Referência: Ladou & Harrison. CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental; Buschinelli J.T.P. Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020.
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Os gases asfixiantes são classificados, de acordo com seu mecanismo de ação tóxica, em asfixiantes simples e asfixiantes químicos. Assinale a afirmativa VERDADEIRA:
Alternativa A: CORRETA. Define corretamente os asfixiantes simples.
Asfixiantes simples não interferem no transporte do oxigênio, apenas deslocam o oxigênio no ambiente (como CO₂, metano, butano, propano e gases nobres). Já os asfixiantes químicos, como monóxido de carbono e cianeto, interferem no transporte ou na utilização celular do oxigênio.
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O Butano é considerado um asfixiante simples. Na asfixia por ele produzida, a concentração do oxigênio estará:
Alternativa E: CORRETA. A falta de oxigênio ocorre no ar, no sangue e nas células.
O butano é um gás asfixiante simples. Ele não interfere diretamente no metabolismo celular, mas desloca o oxigênio no ar atmosférico, reduzindo sua concentração. Consequentemente, ocorre baixa concentração de oxigênio no ar, no sangue e nos tecidos, levando à hipóxia generalizada.
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Um agrônomo entrou em um silo (depósito de produtos agrícolas) que se encontrava lacrado há vários meses para inspecioná-lo. Pouco depois, refere ter sentido o ambiente muito abafado, teve tosse e sensação de falta de ar. Saiu assim que pôde respirando ar, tendo melhorado gradualmente. Cerca de 7 horas depois, retornaram os sintomas, com intensa dispneia, sendo internado com diagnóstico de “edema agudo de pulmão”. A ocorrência trata-se de:
Alternativa B: CORRETA. O quadro descrito é típico da “doença dos enchedores de silos” (silo-filler’s disease), causada pela inalação de óxidos nitrosos presentes em silos fechados. A intoxicação cursa com melhora inicial, mas sintomas graves de dispneia e edema agudo de pulmão surgem horas depois.
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Assinale a alternativa correta quanto à intoxicação por monóxido de carbono:
Alternativa A: CORRETA. A meia-vida da carboxi-hemoglobina no ar ambiente (21% O₂) é de 3 a 4 horas; com oxigênio a 100% reduz para cerca de 1 hora e em oxigenoterapia hiperbárica para 20 minutos.
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Médica do Trabalho, aprovada na prova de Título de Especialista da ANAMT. É referência na área de Saúde Ocupacional no estado de Goiás.
Pós-graduada em Medicina do Trabalho pela Polis, atua como médica do trabalho do SESI-GO e coordena programas de saúde, segurança e promoção da qualidade de vida em grandes organizações.
Idealizadora e professora responsável pelo MedWork, curso preparatório premium para a prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho da ANAMT, dedica-se a transformar a experiência de aprendizado em uma jornada estruturada, didática e eficiente.
Aliando vivência prática, profundidade acadêmica e didática diferenciada, Dra. Ludmilla tem ajudado centenas de médicos a alcançarem aprovação, conciliando rigor técnico com clareza e acessibilidade.
Na MedWork, sua missão é clara: formar especialistas altamente preparados, capazes de atuar com excelência, ética e protagonismo na Medicina do Trabalho.
Dra. Ludmilla da Silva Batista Lazzarini
CRM-GO 23364 | RQE 19435
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