
A MedWork é um ecossistema de ensino criado para formar e aprovar médicos na Prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho (ANAMT), com um padrão de didática e profundidade que respeita a complexidade real da especialidade.
Nossas apostilas são desenhadas para estudo físico e revisável, com foco em alta retenção: conceitos essenciais, quadros comparativos, tabelas de referência, pegadinhas clássicas de prova, além de questões comentadas com raciocínio objetivo — conectando teoria, normas e prática clínica ocupacional.
Este material faz parte da coleção MedWork Preparatório ANAMT 2026 e foi elaborado para ser utilizado em conjunto com as aulas, revisões e banco de questões do curso, servindo também como base de consulta rápida na rotina do médico do trabalho.
Dados Internos de Catalogação na Publicação
Biblioteca/Acervo responsável: MedWork Educação
Lazzarini, Ludmilla da Silva Batista
Apostila MedWork Preparatório ANAMT 2026 - Miscelânea e Temas Importantes. v1. 60p.
Coleção: MedWork Preparatório ANAMT 2026 — Apostilas Oficiais
MW-ID: MW-ANAMT-2026-HTI-01-R1
1. ed. — Miscelânea e Temas Importantes / MedWork. — 1. ed. — Brasil:
MedWork Educação, 2026.
MW-CRC: MW26-[2026]-[4444]-[AMWM26]
1. MedWork — Preparatório ANAMT. 2. Medicina do Trabalho —
Miscelânea. 3. Educação Médica. I. Título.
Edição 2026.1
60 páginas
Idioma: Português (Brasil)
Formato: Apostila didática (impresso e/ou digital)
Endereço MedWork:
Rua K, 90, Setor Oeste, Goiânia-GO. CEP 74120-040. medworkcurso@gmail.com
Telefone (62) 99988-2658
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- Bioética na prática ................................................ 6
- Códigos e Resoluções .......................................... 7
- Questões ANAMT ................................................ 8
- Planejamento e Execução ................................... 14
- Calendário SBIm ................................................ 15
- Questões ANAMT ................................................ 16
- NR-32 e NR-7 .................................................. 20
- Pós-vacina Hepatite B ....................................... 22
- Febre Amarela ................................................... 23
- Conceitos Essenciais ........................................ 25
- Critérios de Enquadramento .............................. 26
- Questões ANAMT ................................................ 27
- Prevalência x Incidência ................................... 33
- Estudos Transversais ....................................... 35
- Desenhos de Estudo ......................................... 40
- Risco Relativo (RR) .......................................... 44
- VPP/VPN ........................................................ 46
- Questões ANAMT ........................................... 47
- Hanseníase ..................................................... 49
- Tuberculose ....................................................... 51
- Brucelose .......................................................... 53
- Dengue ............................................................... 55
- Leptospirose ................................................... 58
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Bem-vindo(a) a este material de estudo focado em Miscelânea e Temas Importantes, que são recorrentes no exigente exame de certificação da ANAMT. Este guia foi meticulosamente elaborado para médicos do trabalho que se preparam para o exame, oferecendo desde conceitos teóricos fundamentais e aplicações práticas até questões de exames anteriores da ANAMT, proporcionando uma preparação completa e estratégica para o seu sucesso profissional.
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Navegando pelos desafios éticos na promoção da saúde e segurança dos trabalhadores, equilibrando deveres médicos e interesses corporativos.
A prática da medicina do trabalho exige uma constante reflexão sobre os princípios da beneficência, não maleficência, autonomia e justiça, especialmente ao lidar com dados sensíveis de saúde.
É fundamental que o médico ocupacional atue como um defensor da saúde do trabalhador, garantindo a confidencialidade das informações e a imparcialidade nas avaliações.
Os dilemas surgem frequentemente na interface entre as exigências do empregador e os direitos individuais dos empregados, demandando uma abordagem ética rigorosa.
A compreensão das normativas e códigos de ética específicos da área é crucial para a tomada de decisões que protejam tanto a saúde do indivíduo quanto o ambiente de trabalho.
O consentimento informado, a privacidade e a gestão de conflitos de interesse são pilares essenciais para uma atuação bioética na saúde ocupacional.
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Guia prático para o Médico do Trabalho, abordando deveres éticos, registro documental, consentimento e autonomia, conforme CEM/CFM 2.183/2018.
Notifique riscos à gestão. Se houver inação, reporte às autoridades competentes e ao CRM. É sua responsabilidade ética proteger o trabalhador.
Registre hipóteses, achados, condutas, orientações e nexo. Garanta sigilo e rastreabilidade. O paciente é o titular dos dados.
Obrigatório para procedimentos e pesquisa. Exceção: risco iminente de morte. Esclareça riscos e benefícios antes de qualquer intervenção.
É seu direito discordar de atestados externos, desde que com exame próprio, justificativa escrita e assunção de responsabilidade.
Fluxo prático de decisão:
Avalie e reconheça potenciais perigos no ambiente de trabalho.
Documente achados clínicos e dados técnicos.
Formalize a comunicação técnica sobre o risco identificado.
Se houver omissão da empresa, notifique os órgãos competentes.
Mantenha registros detalhados de todas as etapas no prontuário.
Ação: Notifique gestão; se inerte, autoridades/CRM.
Ação: Examine, fundamente a discordância e assuma responsabilidade.
Ação: Projeto + TCLE + instrumentos + autorização institucional (CEP/CNS 466/12).
Ação: Direito do paciente; entregue conforme norma, preservando sigilo de terceiros.
Erros a evitar:
Tratar gestação como inaptidão por si só.
Prontuário sem hipóteses diagnósticas ou condutas.
Divulgar dados sem consentimento.
Aceitar/recusar atestado sem exame próprio e justificativa.
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A prática da Medicina do Trabalho é balizada por um arcabouço ético e legal complexo, que visa proteger a saúde e os direitos dos trabalhadores. Compreender as principais resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e os códigos de ética é fundamental para a atuação do médico ocupacional.
Esta resolução regulamenta e orienta a atuação do médico do trabalho no Brasil, reforçando a prioridade da saúde do trabalhador. Entre seus pontos cruciais, destaca-se a proibição de atuar simultaneamente como perito da empresa e do trabalhador, garantindo imparcialidade. O documento também detalha a responsabilidade do médico pela guarda do prontuário, a confidencialidade das informações e a necessidade de preservar a autonomia profissional frente a quaisquer pressões. É um guia essencial para a elaboração de PCMSO, emissão de laudos e atestados.
O CEM é a pedra angular da conduta médica. Para o médico do trabalho, capítulos como os referentes ao sigilo profissional (Capítulo IX), à relação médico-paciente e à autonomia do paciente (Capítulo IV) são de aplicação direta. Ele veda a divulgação de informações sem consentimento e exige que o médico atue em benefício do paciente, resguardando sua saúde e direitos. Embora a edição atual não tenha um artigo específico para o médico do trabalho como a anterior, os princípios gerais de defesa da vida e da saúde do indivíduo prevalecem, e são complementados pela Resolução CFM 2.323/2022.
Elaborado pela ICOH (International Commission on Occupational Health), este código oferece diretrizes globais. Ele enfatiza a independência e imparcialidade do profissional de saúde do trabalho, a primazia da prevenção primária e a advocacia pela saúde do trabalhador. A confidencialidade, a competência profissional e a educação continuada são pilares. Este código orienta a prática em um contexto internacional, reforçando a responsabilidade de evitar conflitos de interesse e sempre promover o bem-estar dos trabalhadores.
A observância desses códigos e resoluções não é apenas uma obrigação legal e ética, mas a base para uma prática médica ocupacional que promove efetivamente a saúde, a segurança e a justiça no ambiente de trabalho.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Bioética Médica
Assunto: Ética
Sobre a Resolução Nº 2.217/2018 do Conselho Federal de Medicina, que aprova o Código de Ética Médica, assinale a alternativa CORRETA:
A) Faz parte dos Princípios fundamentais: sempre que participar de pesquisas envolvendo seres humanos ou qualquer animal, o médico respeitará as normas éticas nacionais, bem como protegerá a vulnerabilidade dos sujeitos da pesquisa.
B) Faz parte dos deveres do Médico, requerer desagravo público ao Conselho Regional de Medicina quando atingido no exercício de sua profissão.
C) É caracterizada como imprudência a omissão do médico em uma situação na qual o paciente necessite de intervenção imediata.
D) O médico portador de doença incapacitante para o exercício profissional, apurada pelo Conselho Regional de Medicina em procedimento administrativo com perícia médica, terá seu registro suspenso definitivamente.
A alternativa CORRETA é a LETRA A.
Referência: CFM, CEM – Res. nº 2.217/2018 (com atualizações).
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ANAMT 2023 - O Conselho Federal de Medicina define normas específicas para Médicos que atendem ao trabalhador. Em relação ao tema, assinale a alternativa correta:
Alternativa D: CORRETA. O Código de Ética Médica determina que, diante de risco iminente à saúde dos trabalhadores, o médico tem o dever de comunicar às autoridades competentes e ao CRM caso as medidas indicadas não sejam implementadas. Os Artigos 11 e 23 da Resolução CFM nº 2.183/2018 reforçam este compromisso ético.
Referência: Resolução CFM nº 2.183/2018 – Código de Ética Médica.
Outras Alternativas
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ANAMT 2023 - O exame ocupacional é o principal instrumento da prática da medicina do trabalho. Dele se obtêm dados que geram conhecimento sobre as condições de trabalho e seu impacto na saúde. Iniciando com uma anamnese e exame físico minuciosos, e com registro detalhado no prontuário, ele pode levar à solicitação de exames obrigatórios e outros. Sobre o exame ocupacional e seu registro em prontuário, assinale a alternativa correta:
Alternativa C: CORRETA. As hipóteses diagnósticas são componentes fundamentais do prontuário médico, conforme a Resolução CFM nº 1.638/2002. Elas guiam o raciocínio clínico e a solicitação de exames e condutas, inclusive em exames ocupacionais.
Referência: CFM 1.638/2002 e CFM 2.217/2018 (Código de Ética Médica).
Outras Alternativas
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ANAMT 2020 - Em relação ao Código de Ética Médica, assinale a alternativa que apresenta uma conduta vedada ao médico, conforme as normas do CFM:
Alternativa A: CORRETA. Esta alternativa está em total conformidade com o Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.217/2018, Art. 22), que estabelece a obrigatoriedade do consentimento livre e esclarecido do paciente ou seu representante legal antes de qualquer procedimento, exceto em situações de risco iminente de morte, quando a intervenção imediata é prioritária para salvar a vida. O consentimento informado é um pilar da autonomia do paciente.
Referência: Código de Ética Médica, Capítulo III – Responsabilidade Profissional, Art. 22 e Resolução CFM nº 2.217/2018.
Outras Alternativas
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ANAMT 2020 - Na rotina de ambulatório de saúde ocupacional, no ato do exame demissional, frequentemente o Médico do Trabalho se depara com esta situação: o trabalhador recém desligado, comparece à consulta e apresenta atestado e relatório médico, emitido por médico assistente e com data posterior à comunicação de seu desligamento. O relatório do médico assistente aponta nexo de causalidade entre a doença e o trabalho. Após examinar minuciosamente o trabalhador, sua conclusão vai em desacordo ao que está descrito no relatório médico apresentado, onde se concluiu pela aptidão e prosseguimento da demissão. Além do estresse da situação, o médico do trabalho se vê em uma situação de vulnerabilidade, pois sua decisão certamente será questionada pelas partes interessadas. Com base no código de ética médica e na resolução CFM Nº 2183/2018, é correto afirmar que:
Alternativa C: CORRETA. O Código de Ética Médica (Resolução CFM nº 2.183/2018, Art. 32) permite ao médico discordar do atestado de outro profissional, desde que realize o exame clínico do trabalhador, fundamente tecnicamente sua decisão e assuma a responsabilidade pelos seus atos. A aptidão demissional deve se basear em avaliação atual e objetiva.
Referência: CFM 2.183/18, Art. 32 e 114.
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A vacinação ocupacional representa uma estratégia fundamental de prevenção primária na saúde do trabalhador, integrando-se ao PCMSO conforme a NR-7. Diferentemente do calendário populacional, a imunização no contexto laboral é determinada pela análise de riscos biológicos específicos de cada função, considerando exposições ocupacionais e não apenas critérios etários. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) complementam o Programa Nacional de Imunizações (PNI), oferecendo recomendações ampliadas para trabalhadores expostos. A NR-32 estabelece obrigatoriedades específicas para profissionais de saúde, tornando a vacinação um pilar essencial da vigilância em saúde ocupacional.
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A vacinação ocupacional é uma medida essencial de prevenção primária, integrada ao PCMSO (NR-7), guiada pelo risco biológico específico de cada função e exposição, não apenas pela idade.
Identificar função, tarefa, local e agentes manipulados pelo trabalhador.
Definir contra quais agentes o trabalhador está plausivelmente exposto.
Escolher a vacina disponível, esquema, reforços e sorologias necessárias.
Verificar carteira, laudo sorológico e registrar no prontuário.
Além do pacote básico, certas profissões exigem proteção específica:
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A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) oferece um framework essencial:
A SBIm elabora calendários específicos por faixa etária, e por área de atuação (ex: saúde, limpeza urbana, laboratoristas), personalizando a proteção.
Integra as recomendações do PNI e amplia indicações por risco ocupacional e comorbidades, garantindo uma cobertura mais robusta.
Para a maioria dos trabalhadores, a vacinação contra Influenza é indicada em dose única anual, protegendo contra as cepas circulantes.
A vacina contra HPV é especialmente indicada para grupos de risco, como profissionais do sexo, conforme avaliação individual.
Eventos adversos pós-vacinação devem ser notificados aos órgãos competentes, contribuindo para a segurança e monitoramento contínuo das vacinas.
O empregador tem a obrigação de oferecer gratuitamente as vacinas indicadas pelo PCMSO, conforme os riscos ocupacionais identificados, garantindo acesso durante o horário de trabalho. Já o trabalhador possui o direito de recusar a vacinação, exceto quando houver risco de disseminação de doenças graves à coletividade ou quando a imunização for condição essencial para o exercício da função. A recusa injustificada pode caracterizar ato faltoso, mas deve ser documentada e respeitada a autonomia do trabalhador, conforme princípios bioéticos.
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Módulo: Miscelânea e Temas Impostantes
Disciplina: Vacinação Ocupacional
Assunto: Calendário da SBIm
ID: A.W.S, 50 anos, masculino, pardo, casado, natural de Goiás, mora e trabalha na periferia de Goiânia. Ensino médio incompleto, pedreiro, católico não praticante.
QP: palpitações e cansaço há um mês.
HDA: trabalhador relata que há aproximadamente um mês vem apresentando episódios esporádicos de palpitações e cansaço, não relacionados a esforço físico intenso. Refere que há quatro dias os sintomas se intensificaram com fadiga acentuada, piorando após a ingestão irrestrita de bebidas alcoólicas, durante reunião familiar no dia anterior à consulta. Referiu ainda lombalgia recorrente, o que o faz utilizar anti-inflamatórios não esteroidais de forma indiscriminada, sem prescrição médica. Apresenta tosse produtiva matinal frequente, associada à secreção mucosa, e não refere febre. Já apresentou cansaço em outras ocasiões, sem melhora significativa, mesmo em repouso.
Trabalha com o uso frequente de britadeira, manipulando cimento, exposto a ruído intenso e a radiação solar direta.
Em seu histórico constava que, no último exame médico periódico, foi orientado a atualizar a vacinação e recebeu orientações gerais de saúde, inclusive de retorno caso necessário, pois na ocasião havia mencionado fadiga. Como houve melhora temporária, não seguiu as recomendações médicas e, não retornou para reavaliação.
História Patológica Pregressa: refere varicela e sarampo na infância. Nega patologias respiratórias prévias. Nega hepatite, diabetes, alergias, cirurgias ou transfusões sanguíneas. É portador de hipertensão arterial sistêmica há cerca de 10 anos, em tratamento com Captopril 25 mg, 3 vezes ao dia.
Histórico familiar: Desconhece.
Hábitos de vida: Etilista de uma lata de cerveja diariamente. Tabagista de 01 maço/dia há 30 anos. Mora em casa com boas instalações sanitárias, com esposa e quatro filhos. Refere alimentar-se à base de carboidratos, e com pouca carne devido à precária condição financeira.
Exame físico: Regular estado geral, sem alterações neurológicas focais, hipocorado +++/4+, desidratado +/4+, afebril, acianótico, anictérico, enchimento capilar normal. Escala de Glasgow = 15, Sat %O2 = 99%. PA = 130 X 90 mmHg. FC = 88 bpm. FR = 20 irpm Tax = 36,2ºC. Orofaringe sem alterações. Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares Universais presentes, presença de roncos esparsos em bases pulmonares. Ap. cardiovascular: RCR em 2t, sopro sistólico, intensidade 3+/6+ de Levine, pancardíaco. Abdome flácido, doloroso à palpação profunda em região epigástrica, sem irritação peritoneal. Sem visceromegalias ou massas palpáveis. Peristalse presente e fisiológica. Membros inferiores com edema 1+/4+ perimaleolar, pulsos periféricos palpáveis; panturrilhas sem sinais de empastamento.
H. Ocupacional: Pedreiro e auxiliar de pedreiro desde os 14 anos até os dias atuais, alternando trabalhos informais com carteira assinada.
Tendo como base o caso clínico apresentado acima, responda as questões a seguir.
Considerando o calendário de Vacinação Ocupacional recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e os riscos previstos para as atividades de A.W.S. (radiação solar, ruído, vibração de corpo inteiro, umidade, cimento, poeira respirável e micro-organismos provenientes da rede de esgoto), assinale a alternativa em que consta o esquema vacinal CORRETO para este trabalhador.
A) Hepatite A e Hepatite B; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); dTpa-VIP; Dupla adulto – dT (difteria e tétano); Influenza (gripe) – dose anual.
B) Hepatite A e Hepatite B; Dupla adulto – dT (difteria e tétano); Influenza (gripe) – dose anual; Febre tifóide.
C) Febre amarela; Hepatite A e Hepatite B; dTpa-VIP; Dupla adulto – dT (difteria e tétano); Influenza (gripe) – dose anual.
D) Febre amarela; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Hepatite A e Hepatite B; Dupla adulto – dT (difteria e tétano); Influenza (gripe) – dose anual.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
Contempla Hepatite A e B, dT (reforços) e Influenza anual; além disso, Febre tifóide é indicada para manipuladores/trabalhadores expostos a esgoto/águas contaminadas.
Referências: SBIm – Calendário de Vacinação Ocupacional (versão ocupacional).
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Vacinação Ocupacional
Assunto: Calendário da SBIm
A cobertura vacinal, essencial para a eliminação ou controle de doenças imunopreveníveis, reflete o percentual da população devidamente vacinada. Um marco histórico dessa estratégia é a erradicação da varíola em 1980, resultado de um esforço global de vacinação. No contexto da vacinação ocupacional e do calendário da SBIm, analise as afirmações abaixo e identifique as INCORRETAS:
I. Sobre as vacinas para Hepatites A, B ou A e B, é recomendada a realização de Sorologia 30 a 60 dias após a terceira dose da vacina para profissionais da Saúde, imunodeprimidos e renais crônicos. Considera-se imunizado o indivíduo que apresentar título anti-HBs ≥ 10 UI/ml.
II. Para adultos com esquema completo de tríplice viral, a terceira dose como rotina faz parte do esquema vacinal.
III. Para profissionais que trabalham com crianças menores de 12 meses e idosos (professores, cuidadores e outros), a vacina contra coqueluche (dTpa) está especialmente indicada.
IV. Em relação à vacinação de profissionais lotados em serviços de saúde, a vacina contra hepatite A está especialmente indicada para profissionais da lavanderia, da cozinha e manipuladores de alimentos.
V. A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomenda dose única para a vacina de Febre Amarela.
A) I, II e IV.
B) II e V.
C) IV e V.
D) I, III e IV.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
II e V. Esta alternativa reúne corretamente as duas proposições incorretas. A afirmativa II está errada porque o esquema padrão da vacina tríplice viral para adultos consiste em duas doses, não havendo recomendação de uma terceira dose de rotina para quem já completou o esquema. A afirmativa V também está incorreta, pois, embora a OMS reconheça a dose única para imunidade prolongada contra febre amarela, a SBIm adota um esquema com reforço após 10 anos em diversas situações e ocupações, não sendo a dose única uma recomendação geral. As afirmativas I, III e IV estão corretas conforme as diretrizes de vacinação ocupacional.
Referências: Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – Calendário de Vacinação do Adulto/Trabalhador e Vacinação Ocupacional; Ministério da Saúde – manuais de imunização.
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ANAMT 2023 - O Calendário Básico de Vacinação Brasileira é definido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), e corresponde ao conjunto de vacinas de interesse prioritário à Saúde Pública do País. O Calendário de Vacinação Ocupacional, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), tem as seguintes algumas características. Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativa B: INCORRETA. O calendário da SBIm prevê, sim, recomendações específicas para grupos com comorbidades ou situações especiais, incluindo imunodeprimidos e profissionais com risco ampliado. Essa alternativa contraria uma diretriz clara da SBIm.
Referência: SBIm – Sociedade Brasileira de Imunizações, Calendário de Vacinação do Adulto e do Trabalhador, 2024.
Outras Alternativas
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A compreensão e aplicação correta das Normas Regulamentadoras 32 e 7 são cruciais para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores da área da saúde, além de assegurar a conformidade legal e ética da empresa.
A empresa deve oferecer gratuitamente vacinas como Tétano/Difteria, Hepatite B e outras definidas no PCMSO, conforme os riscos da função.
É imperativo informar os trabalhadores sobre os benefícios, riscos e consequências da recusa da vacinação, guardando a comprovação de que essa informação foi prestada.
Todas as doses administradas e as recusas formais devem ser rigorosamente registradas no prontuário clínico individual do trabalhador, conforme exigido pela NR-7.
Em caso de recusa, não há penalidade. Deve-se registrar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) de Recusa e reforçar outras medidas de proteção.
Avaliar o risco ocupacional do trabalhador e indicar as vacinas necessárias.
Prestar todos os esclarecimentos sobre a importância e os impactos da vacinação.
Realizar a vacinação ou documentar a recusa formal do trabalhador.
Registrar detalhadamente no prontuário clínico e em sistemas de gestão.
Acompanhar a cobertura vacinal e a ocorrência de eventos adversos.
Ação Imediata: Revise seu modelo de prontuário e garanta que há campos específicos para registro de vacinação e recusa, em conformidade com a NR-32 e NR-7.
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ANAMT 2023 - De acordo com a Norma Regulamentadora 32, a vacinação dos Trabalhadores:
I. Deverá ser fornecida a todo trabalhador dos serviços de saúde, gratuitamente, dentro do programa de imunização ativa contra tétano, difteria, hepatite B e os estabelecidos no PCMSO.
II. Não registrar em prontuário clínico individual do trabalhador, pois não está previsto na NR-07.
III. O empregador deve assegurar que os trabalhadores sejam informados das vantagens e dos efeitos colaterais, assim como dos riscos a que estarão expostos por falta ou recusa de vacinação, devendo, nestes casos, guardar documento comprobatório e mantê-lo disponível à inspeção do trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas CORRETAS:
Alternativa C: CORRETA. As afirmativas I e III estão em conformidade com a NR-32, que obriga a oferta gratuita de vacinas para trabalhadores da saúde (I) e a responsabilidade do empregador em informar e documentar a vacinação ou recusa (III).
Referência: NR-32, item 32.2.4.16; NR-07.
Outras Alternativas
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Compreender o momento e o marcador correto para avaliar a resposta vacinal contra Hepatite B é crucial para garantir a proteção e a saúde dos trabalhadores.
A vacina para Hepatite B tem uma eficácia de 90–95% em indivíduos imunocompetentes.
Realize a dosagem de 30 a 60 dias após a 3ª dose da vacina.
O marcador de resposta é o anti-HBs. Um resultado ≥ 10 mUI/mL indica que o trabalhador é respondedor.
O HBsAg pós-vacina NÃO avalia a resposta imune. Ele é um marcador de infecção ativa, e não de proteção vacinal.
Se o esquema vacinal (0-1-6 meses) foi completado, peça o anti-HBs em 1–2 meses após a última dose.
Ação Imediata: Padronize no seu PCMSO a seguinte diretriz: 'Vacinação para Hepatite B → anti-HBs 30–60 dias pós 3ª dose do esquema completo'.
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A vacinação contra a Febre Amarela (FA) é um pilar fundamental da saúde ocupacional, especialmente para trabalhadores expostos a áreas endêmicas ou de risco. A correta gestão dessa imunização é crucial para proteger a força de trabalho e garantir a conformidade com as diretrizes de saúde pública e ocupacional.
Para trabalhadores que residem ou atuam em áreas consideradas de risco, a vacinação é fortemente recomendada. Deve-se considerar a continuidade do risco e, em alguns casos, a necessidade de doses de reforço conforme a avaliação do Médico do Trabalho e as diretrizes do Ministério da Saúde.
Indivíduos que viajam a trabalho para zonas com circulação do vírus da FA, seja nacional ou internacionalmente, devem ser vacinados. Uma dose única da vacina é, na maioria dos casos, suficiente para conferir imunidade por toda a vida, conforme a recomendação atual da OMS e do MS. O Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) pode ser exigido para viagens internacionais.
A vacina contra Febre Amarela é contraindicada para gestantes, mulheres amamentando bebês menores de 6 meses, imunossuprimidos e pessoas com alergia grave a componentes da vacina (ovo). Nesses casos, o Médico do Trabalho deve realizar uma análise de risco-benefício individualizada e propor medidas alternativas de proteção, como o uso de repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo, além de evitar deslocamentos desnecessários para áreas de alto risco.
É responsabilidade do empregador oferecer a vacina gratuitamente e registrar a informação no prontuário do trabalhador. A avaliação do esquema vacinal deve seguir as notas técnicas e manuais mais recentes do Ministério da Saúde e da SBIm. A conscientização sobre os riscos e a importância da vacinação é vital.
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Um empregado realizou todas as 3 doses da vacina de hepatite B, e após 60 dias realizou a sorologia, mas não apresentou resposta sorológica. O que é necessário se fazer?
Alternativa B: CORRETA. Conforme os protocolos do Ministério da Saúde e o Manual do PCMSO/Fundacentro, em casos de ausência de resposta sorológica após o esquema inicial completo de 3 doses da vacina de hepatite B, recomenda-se repetir o esquema com mais 3 doses. Após isso, se ainda assim não houver resposta, o indivíduo será considerado não respondedor.
Referência: Manual de Imunização do Ministério da Saúde (2022), NR-07, Fundacentro – PCMSO.
Outras Alternativas
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Promover a inclusão e garantir um ambiente de trabalho acessível e equitativo para Pessoas com Deficiência (PCD) é fundamental para o desenvolvimento social e econômico das organizações. Esta disciplina abordará os principais aspectos da inserção de PCDs no ambiente laboral, desde a legislação até as melhores práticas de acolhimento e desenvolvimento.
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Os conceitos essenciais sobre Pessoas com Deficiência (PCD) na Medicina do Trabalho, desde a legislação até as nuances do diagnóstico e da prática diária:
PCD é quem tem impedimento de longo prazo (físico, mental, intelectual ou sensorial) que, em interação com barreiras, restringe sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições.
Foco no impacto e nas barreiras, não apenas no diagnóstico.
Descreve funcionalidade e incapacidade (funções/estruturas, atividades, participação) e fatores contextuais (ambientais/pessoais), auxiliando na compreensão das limitações e barreiras para propor ajustes.
Ajustes necessários e adequados, sem ônus desproporcional, que garantem à PCD o pleno exercício de seus direitos e liberdades. A recusa em adaptar é considerada discriminação.
Adaptação Razoável ≠ favor: é direito!
Obrigação de empresas com 100 ou mais empregados a preencher parte de seus cargos com PCD ou reabilitados do INSS.
Em caso de dispensa de PCD com contrato indeterminado, exige-se a substituição por outro PCD ou reabilitado.
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Perda bilateral ≥ 41 dB nas médias de 500, 1000, 2000 e 3000 Hz (audiograma).
Exemplo: perda unilateral de 45 dB NÃO enquadra.
Cegueira: acuidade ≤ 0,05 (20/400) no melhor olho com melhor correção, ou campo visual ≤ 10°.
Baixa Visão: acuidade entre 0,3 e 0,05 no melhor olho com melhor correção, ou campo visual < 60°.
Exemplo: campo visual somado > 60° NÃO enquadra.
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo que acarreta comprometimento da função física (p. ex., ostomias permanentes, amputações).
Intelectual: início antes dos 18 anos, com limitações significativas em habilidades adaptativas.
Múltipla: associação de duas ou mais deficiências.
No exame admissional/periódico: foco na funcionalidade e compatibilidade com ou sem ajustes.
Sigilo e não discriminação são princípios éticos fundamentais.
Documentação de laudos/diagnósticos pertinentes, resumo da CIF e condutas.
Reabilitados do INSS contam para a cota de PCD.
Garantir orientação e registro, mas não penalizar por recusa de intervenções clínicas não obrigatórias.
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ANAMT 2023 - A inclusão da pessoa com deficiência no trabalho deve proporcionar a colocação competitiva, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, nos termos da legislação trabalhista e previdenciária. Analise atentamente as afirmações abaixo:
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas CORRETAS:
Alternativa A: CORRETA. Todas as afirmativas estão corretas:
Referência: Lei nº 8.213/91; Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).
Outras Alternativas
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ANAMT 2024 - A Lei n.º 13.146/2015, denominada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou mesmo Estatuto da Pessoa com Deficiência, define que se considera pessoa com deficiência, aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. As ações afirmativas são medidas que visam promover a inclusão de grupos notoriamente e historicamente discriminados, viabilizando o acesso aos espaços sociais e o gozo de direitos fundamentais. Em relação a este tema, dentre as alternativas abaixo, assinale a alternativa CORRETA:
A) As pessoas reabilitadas pelo INSS, não estão inseridas no contexto das ações afirmativas, e, portanto, não estão inseridas nas cotas e nas ações afirmativas.
B) Para cálculo da cota de empregados com deficiência, utiliza-se o número de empregados da totalidade de estabelecimentos da empresa no Brasil, inclusive, os empregados com deficiência, excluindo-se do cálculo os aprendizes e os que estão com contrato suspenso por aposentadoria por invalidez.
C) Poderá haver a sobreposição das cotas de aprendiz e deficiência, mesmo cada uma delas tendo finalidades e condições próprias.
D) Na dispensa imotivada em contrato por prazo indeterminado, não há a obrigatoriedade de contratação de outro trabalhador com deficiência ou beneficiário reabilitado da Previdência Social.
E) A Lei n.º 8.213/1991, em seu art. 93, estabelece que a empresa com 400 empregados esteja obrigada a preencher de 4% (quatro por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.
Alternativa B: CORRETA. Conforme a Lei 8.213/91, art. 93, e o Manual de Acessibilidade da Previdência, o cálculo da cota de PCD considera a totalidade de empregados da empresa no Brasil. Excluem-se do cálculo os aprendizes e empregados com contrato suspenso por aposentadoria por invalidez.
Outras Alternativas
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ANAMT 2022 - Assinale a alternativa que contempla os critérios do Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, na categoria de Deficiente Auditivo, para uma candidata ao cargo de assistente administrativa:
A) Perda auditiva bilateral, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, nas médias aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
B) Perda auditiva unilateral, de trinta decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 250Hz, 500Hz, 1.000Hz e 2.000Hz.
C) Perda auditiva bilateral, de cinquenta decibéis (dB) ou mais, aferida apenas nas frequências de 500Hz e 1.000Hz.
D) Perda auditiva bilateral, de trinta e cinco decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz, 3.000Hz e 4.000Hz.
E) Perda auditiva bilateral, de quarenta e cinco decibéis (dB) ou mais, nas médias aferida por audiograma apenas nas frequências de 2.000Hz e 3.000Hz.
Alternativa A: CORRETA.
Referência: Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
Outras Alternativas
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ANAMT 2015 - Para fins de caracterização de pessoa deficiente visual, considera-se como Baixa Visão quando a Acuidade Visual encontra-se entre:
A) 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica.
B) 0,5 e 0,3 no melhor olho, independente da correção óptica.
C) 0,5 e 0,05 no melhor olho, independente da correção óptica.
D) 0,3 e 0,5 no melhor olho, com a melhor correção óptica.
Alternativa A: CORRETA.
Referência: Decreto nº 5.296/2004, Anexo, inciso II.
Outras Alternativas
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Desvendando padrões e fatores de risco para a saúde e segurança no ambiente de trabalho através da análise de dados, a epidemiologia ocupacional investiga sistematicamente a distribuição e os determinantes de doenças e lesões em populações trabalhadoras. Este campo vital contribui diretamente para a prevenção de enfermidades e acidentes, bem como para a formulação de políticas eficazes de saúde e segurança no trabalho.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Epidemiologia Ocupacional
Assunto: Promoção da saúde
A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) traz em sua base o conceito ampliado de saúde e o referencial teórico da promoção da saúde como um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, no âmbito individual e coletivo. Assinale a alternativa INCORRETA sobre os objetivos específicos da PNPS.
A) Estabelecer estratégias de comunicação social e mídia direcionadas ao fortalecimento dos princípios e ações em promoção da saúde e à defesa de políticas públicas saudáveis.
B) O respeito às diversidades, que reconhece, respeita e explicita as diferenças entre sujeitos e coletivos, abrangendo as diversidades étnicas, etárias, de capacidade, de gênero, de orientação sexual, entre territórios e regiões geográficas, dentre outras formas e tipos de diferenças que influenciam ou interferem nas condições e determinações da saúde.
C) Promover a cultura da paz em comunidades, territórios e Municípios.
D) Promover processos de educação, formação profissional e capacitação específicas em promoção da saúde, de acordo com os princípios e valores expressos nesta Portaria, para trabalhadores, gestores e cidadãos.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
Referência: Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM nº 2.446, de 11/11/2014 – Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).
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Para compreender a dinâmica das doenças e condições de saúde no ambiente de trabalho, é fundamental distinguir entre prevalência e incidência.
Representa o total de casos (novos + antigos) de uma doença ou condição presente em uma população definida, em um determinado momento ou período. É uma medida de "quantos existem".
Uso típico: Avaliar a carga de uma doença na população e planejar recursos de saúde.
Refere-se ao número de casos novos de uma doença que surgem em uma população sob risco, durante um intervalo de tempo específico. É uma medida de "quantos surgem".
Uso típico: Estudar a velocidade de ocorrência de novas doenças e identificar fatores de risco.
Em uma empresa com 1.000 trabalhadores em 01/07, se 120 apresentaram lombalgia naquele dia, a prevalência pontual de lombalgia é de:
120 casos / 1.000 trabalhadores = 12%
Considerando os 880 trabalhadores sem lombalgia em 01/07, se 40 novos casos de lombalgia surgiram entre 01/07 e 31/12, a incidência é de:
40 casos novos / 880 trabalhadores sob risco = ~4,5%

ANAMT 2022 - Em epidemiologia, o termo PREVALÊNCIA refere-se ao número de casos:
Alternativa C: CORRETA. A prevalência mede o total de casos (novos e antigos) de uma doença ou condição em uma população em um ponto ou período de tempo. É crucial para estimar a carga de doenças crônicas e o planejamento de recursos em saúde.
Referência: Rothman KJ, Epidemiology: An Introduction, 2nd ed., 2012; Medronho et al., 2009.
Outras Alternativas
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Estudos transversais capturam uma "foto" da população em um momento. São ideais para medir a prevalência de doenças e condições de saúde.
A fórmula para o cálculo da prevalência é direta:
Veja um exemplo prático:
Em um estudo com 1.500 trabalhadores expostos, 350 apresentaram diagnóstico de silicose. A prevalência é de 350/1500 = 23,3%.
Atenção: Estudos transversais não permitem inferir a incidência, pois não há seguimento temporal da população, apenas um panorama estático.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Epidemiologia Ocupacional
Assunto: Prevalência x Incidência x Letalidade
Em epidemiologia, alguns conceitos são importantes, principalmente quando estão relacionados Medidas de Frequência de Doenças. Assinale abaixo, a alternativa CORRETA sobre o cálculo do Coeficiente de Letalidade:
A) É calculado dividindo-se o número de óbitos por determinada doença em uma localidade, pelo total da população daquele lugar.
B) É calculado dividindo-se o número de óbitos de uma determinada doença em um local, pelo número de casos da doença no mesmo local e período.
C) É calculado dividindo-se o número de óbitos por determinada doença em um local, pelo número de casos novos da mesma doença no mesmo local.
D) É calculado dividindo-se o número de óbitos por determinada doença em um local, pelo número de sobreviventes da doença naquela população.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
B é Correta: O coeficiente de letalidade (case-fatality ratio/proportion) expressa a gravidade da doença entre os doentes: número de óbitos entre os casos dividido pelo número total de casos da doença no mesmo local e período (×100). Distingue-se de taxa de mortalidade (óbitos/população total) e não usa “sobreviventes” no denominador.
Referência: Fletcher R, Fletcher S, Fletcher G. Epidemiologia Clínica: Elementos Essenciais.
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ANAMT 2015 - Estudo transversal realizado com um grupo de 1.500 trabalhadores expostos à sílica livre em atividade de lapidação de pedras semipreciosas, por mais de cinco anos, revelou que 350 trabalhadores apresentam alterações compatíveis com quadro de Silicose, ao exame radiológico realizado segundo o padrão OIT. Entre as afirmativas a seguir, assinale a alternativa correta:
Alternativa B: CORRETA. Em estudos transversais, como o descrito no enunciado, mede-se a prevalência, pois a informação é coletada em um único ponto no tempo, sem acompanhamento longitudinal. Como 350 de 1.500 trabalhadores apresentaram silicose, a prevalência é de 23,3%.
Referência: Medronho et al., Epidemiologia, 2ª ed., 2009.
Outras Alternativas
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A escolha do desenho de estudo é fundamental para a validade dos resultados em epidemiologia ocupacional. Compreender as diferenças evita interpretações equivocadas e garante a correta aplicação dos achados.
O pesquisador observa e analisa relações entre exposição e desfecho sem intervir diretamente. Essenciais para identificar padrões e gerar hipóteses.
O pesquisador introduz uma intervenção (ex: um novo tratamento ou programa) e avalia seus efeitos. Visam estabelecer causalidade.
O ensaio clínico (especialmente randomizado e cego) é o padrão-ouro para causalidade de intervenções.
A coorte retrospectiva, muitas vezes mal compreendida, utiliza dados históricos já registrados (ex: prontuários, registros de admissão) para acompanhar a evolução de grupos expostos e não expostos ao longo do tempo. Apesar de usar dados "passados", a lógica de investigação ainda parte da exposição para o desfecho, como em uma coorte prospectiva, e não do desfecho para a exposição (como em um caso-controle).
Registra exposição e desfecho no mesmo momento. Como uma "foto" da população.
Parte do desfecho (doentes vs. não-doentes) e busca exposições pregressas. "Olha para trás".
Parte da exposição (expostos vs. não-expostos) e observa o desenvolvimento do desfecho ao longo do tempo. "Olha para frente".
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ANAMT 2024 - O delineamento de um estudo clínico é um tópico complexo. É fundamental que se escolha entre desempenhar um papel passivo, simplesmente fazendo aferições nos sujeitos do estudo, ou aplicar uma intervenção e examinar seus efeitos. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA:
C: INCORRETA. Estudos de coorte retrospectivos utilizam dados já existentes para analisar a exposição passada e seus desfechos, não iniciando no presente para seguir os sujeitos adiante. Esse último cenário descreve um estudo de coorte prospectivo.
Referência: Delineando a Pesquisa Clínica, 4ª ed., 2015.
Outras Alternativas
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Treinar a identificação do tipo de estudo epidemiológico pelo jeito de coletar os dados é crucial para a prática.
Em um estudo, dois grupos de trabalhadores (da coqueria e do setor administrativo) foram avaliados em um único momento para medir a ocorrência de leucopenia. Este é um exemplo de Estudo Transversal, pois a coleta de dados sobre exposição e desfecho ocorreu simultaneamente.
Se a exposição e o desfecho são medidos em um só momento, como um "instantâneo" da população, trata-se de um Estudo Transversal.
Quando o estudo parte de indivíduos com o desfecho (casos) e sem o desfecho (controles) para investigar exposições passadas, é um Estudo Caso-Controle.
Se o estudo seleciona grupos com e sem a exposição e os segue ao longo do tempo para observar o desenvolvimento do desfecho, é um Estudo de Coorte.
Em um estudo realizado em uma siderúrgica, foi avaliada a prevalência de doenças respiratórias em seus funcionários no ano de 2017. Que tipo de estudo foi conduzido?
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Epidemiologia Ocupacional
Assunto: Desenhos de estudo clínico
A ciência clínica depende de aferições quantitativas. Os desfechos clínicos como a ocorrência de doença, morte, sintomas ou deficiência funcional, podem ser contados e expressos em números. Para a condução de uma pesquisa clínica, alguns conceitos são necessários. Observe a figura abaixo e identifique os conceitos CORRETOS em um estudo epidemiológico.
A) “A” se refere à Amostragem e “B” à população do estudo.
B) “A se refere à amostra e “B” ao censo.
C) “A” se refere à população do estudo e “B” a amostra.
D) “A” se refere ao censo e “B” a população do estudo.
A alternativa correta é a LETRA C .
C é Correta: Em estudos epidemiológicos, população do estudo é o conjunto-alvo de interesse; amostra é o subconjunto selecionado dessa população; amostragem é o processo de seleção e censo envolve toda a população. Logo, “A” (população) e “B” (amostra) é a associação correta.
Referências: Fletcher RH, Fletcher SW, Fletcher GS. Epidemiologia Clínica: Elementos Essenciais.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Epidemiologia Ocupacional
Assunto: Desenhos de estudo clínico
Em estudos observacionais, é possível existir uma diferença sistemática entre os indivíduos selecionados para os grupos de exposição (coorte) ou desfecho (caso-controle) e para o controle, ou, ainda, se essas diferenças estiverem relacionadas a quem participa e quem não participa do estudo, podendo afetar a comparabilidade entre os grupos e a generalização. Assinale abaixo, a alternativa CORRETA em relação a este conceito em epidemiologia.
A) Vieses de aferição.
B) Vieses de informação.
C) Vieses de confusão.
D) Vieses de seleção.
A alternativa CORRETA é a LETRA D.
Vieses de seleção são erros sistemáticos na forma como participantes são incluídos/permaneçam no estudo, produzindo grupos não comparáveis e prejudicando validade interna e externa (generalização). Exemplos: “volunteer bias”, “healthy worker effect”, perdas diferenciais no seguimento. Em Fletcher & Fletcher, são distinguidos de vieses de informação (erros na mensuração) e de confusão (mistura do efeito de um fator extranho). Referência: Fletcher R, Fletcher S, Fletcher G. Epidemiologia Clínica: Elementos Essenciais.
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ANAMT 2018 - Dois grupos de funcionários de uma siderúrgica, sendo um deles de trabalhadores de coqueria e outro de trabalhadores de setor administrativo, foram submetidos a exames clínicos e laboratoriais, sendo constatados casos de leucopenia entre os primeiros em uma razão 10 (dez) vezes maior que entre os do segundo grupo. Trata-se de um estudo:
Alternativa C: CORRETA. Estudos transversais avaliam simultaneamente a exposição e o desfecho em uma população, como ocorre neste caso, onde os trabalhadores foram examinados em um único ponto no tempo, sem acompanhamento longitudinal. A identificação de leucopenia nos trabalhadores da coqueria e a comparação com o grupo administrativo em um dado momento caracteriza este tipo de estudo.
Referência: Bonita, R., Beaglehole, R., Kjellström, T. Basic Epidemiology, 2nd ed., 2006.
Outras Alternativas
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Compreender e interpretar o Risco Relativo (RR) é fundamental para avaliar a força da associação entre uma exposição e um desfecho, indicando a probabilidade de um evento em grupos expostos versus não expostos.
O Risco Relativo é calculado pela divisão da incidência nos expostos pela incidência nos não expostos:
RR = Incidência nos Expostos / Incidência nos Não Expostos
Não há associação entre a exposição e o desfecho. O risco é o mesmo para ambos os grupos.
A exposição é um fator de risco. Por exemplo, RR = 2,0 significa que os expostos têm o dobro do risco de desenvolver o desfecho.
A exposição tem um efeito protetor. Por exemplo, RR = 0,5 significa que os expostos têm metade do risco de desenvolver o desfecho.
Considere um estudo onde:
30/300 = 0,10)10/400 = 0,025)RR = 0,10 / 0,025 = 4,0
Neste caso, os expostos têm 4 vezes mais risco de desenvolver o desfecho em comparação com os não expostos.
O RR sempre utiliza medidas de incidência, que avaliam novos casos em um período de tempo, e não prevalência (casos existentes).
Não confunda RR com Risco Atribuível (RA), que é a diferença de incidência (Iexpostos - Inão expostos). O RR é uma razão, enquanto o RA é uma diferença.
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ANAMT 2022 – Com relação à Epidemiologia Ocupacional, é correto afirmar:
Alternativa D: CORRETA. O risco relativo (RR) é a razão entre a incidência de um evento (ex.: doença) no grupo exposto e no grupo não exposto. Ele expressa quantas vezes o risco é maior (ou menor) nos expostos, sendo fundamental para a inferência de associação entre causa e efeito.
Referência: Medronho et al., Epidemiologia, 2ª ed., 2009.
Outras Alternativas
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Os valores preditivos de um teste diagnóstico são cruciais para a prática médica, mas sua interpretação exige a compreensão de como a prevalência da doença na população estudada influencia diretamente esses valores. Testes que parecem excelentes em uma população podem ter desempenho muito diferente em outra.
Valor Preditivo Positivo (VPP)
O VPP representa a probabilidade de que um indivíduo realmente tenha a doença, dado que seu resultado de teste foi positivo. É a proporção de verdadeiros positivos entre todos os resultados positivos.
Valor Preditivo Negativo (VPN)
O VPN representa a probabilidade de que um indivíduo realmente não tenha a doença, dado que seu resultado de teste foi negativo. É a proporção de verdadeiros negativos entre todos os resultados negativos.
Enquanto a sensibilidade (capacidade de detectar doentes) e a especificidade (capacidade de identificar não doentes) de um teste são características inerentes ao próprio teste e, portanto, fixas, o VPP e o VPN variam drasticamente conforme a prevalência da doença na população testada. Em populações com baixa prevalência, mesmo testes com alta especificidade podem apresentar um VPP relativamente baixo.
A seguir, um exemplo simplificado de como o VPP de um teste com sensibilidade e especificidade fixas (90% cada) pode mudar em populações com diferentes prevalências.
Neste exemplo, um teste com 90% de sensibilidade e 90% de especificidade tem um VPP de apenas 8.3% em uma população com 1% de prevalência (População A), mas sobe para 50% em uma população com 10% de prevalência (População B). Isso demonstra a importância de considerar a prevalência ao interpretar os resultados dos testes.
A sensibilidade mede a capacidade do teste em identificar corretamente os verdadeiros doentes, enquanto o VPP é a probabilidade de ter a doença dado um teste positivo. São conceitos distintos, embora relacionados.
Um VPP calculado em uma população com alta prevalência não pode ser diretamente aplicado a uma população com baixa prevalência sem ajustes. A prevalência local é essencial para uma interpretação correta.
Em um contexto de uso de testes diagnósticos em saúde ocupacional, a "estimativa por faixas de prevalência" refere-se a qual conceito?
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ANAMT 2023 – O processo de identificar problemas e fazer diagnósticos médicos passa por etapas de raciocínio clínico que podem ser listadas através da identificação de achados anormais, localização anatômica dos achados, interpretação dos achados em termos do provável processo, formulação de hipóteses e definição de um diagnóstico. O Médico do Trabalho utiliza, em sua prática diária, os exames de rastreamento. Os trabalhadores que não apresentam queixas específicas se submetem a intervenções para identificar e modificar os fatores de risco, para evitar doenças ou para descobri-las em sua fase inicial. Em relação a Teste diagnóstico e de rastreamento, a estimativa da validade deve ser calculada por faixas de prevalência. A isso se denomina:
Alternativa A: CORRETA. O valor preditivo (positivo ou negativo) está diretamente relacionado à prevalência da doença na população avaliada. Portanto, a estimativa da validade de um teste, segundo faixas de prevalência, refere-se ao valor preditivo, que indica a probabilidade de um resultado de teste ser verdadeiro, considerando a incidência da doença na população.
Outras Alternativas
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As doenças infectocontagiosas representam um desafio significativo na saúde ocupacional, exigindo uma abordagem estratégica para a proteção dos trabalhadores. A transmissão dessas doenças no ambiente de trabalho pode ocorrer por diversas vias, incluindo contato direto, aerossóis, gotículas e vetores, variando conforme o agente etiológico e as características da ocupação. A prevenção é multifacetada, englobando medidas de controle de engenharia, como ventilação adequada, controles administrativos, como protocolos de higiene e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), e a vacinação, quando disponível e aplicável. A vigilância epidemiológica contínua é crucial para identificar surtos, monitorar a incidência de doenças e avaliar a eficácia das intervenções. A medicina do trabalho desempenha um papel central na gestão de riscos de doenças infecciosas, desde a avaliação pré-ocupacional e periódica até a implementação de programas de prevenção, treinamento e resposta a emergências, assegurando um ambiente de trabalho seguro e saudável.
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A hanseníase, também conhecida como doença de Hansen, é uma infecção crônica causada pelo Mycobacterium leprae. Apesar de ser curável, ainda representa um desafio significativo de saúde pública em diversas regiões, incluindo o Brasil. A compreensão de seus aspectos fundamentais é crucial, especialmente na Medicina Ocupacional, para o diagnóstico precoce e a prevenção de incapacidades em trabalhadores expostos ou em áreas endêmicas.
O Mycobacterium leprae é um bacilo álcool-ácido resistente de crescimento lento, não cultivável in vitro. Essa particularidade dificulta o diagnóstico laboratorial direto e sublinha a importância da clínica e epidemiologia.
Ao contrário do que algumas concepções errôneas podem indicar, o M. leprae tem um tropismo marcante pela pele e pelos nervos periféricos. O comprometimento neurológico é a principal causa das incapacidades.
As manifestações clínicas da hanseníase são amplamente variáveis e dependem diretamente da resposta imune do indivíduo. Isso classifica a doença em formas paucibacilares (imunidade mais robusta) ou multibacilares (imunidade menos eficaz).
Os principais objetivos do tratamento da hanseníase são a cura da infecção, a prevenção da incapacidade física e a proteção da função neurológica, evitando sequelas permanentes.
Para o Médico do Trabalho, é vital estar atento à hanseníase em populações de risco, especialmente em áreas endêmicas. O diagnóstico precoce e o encaminhamento para tratamento são cruciais para a manutenção da capacidade laborativa e a prevenção da transmissão no ambiente de trabalho.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Doenças Infectocontagiosas
Assunto: Hanseníase
A Hanseníase é uma doença infecciosa de evolução crônica que, embora curável, ainda permanece endêmica em várias regiões do mundo, principalmente na Índia, no Brasil e na Indonésia. No Brasil, ainda é considerada um importante desafio em saúde pública. É causada pelo Mycobacterium leprae (M. leprae), um bacilo álcool-ácido resistente, de multiplicação lenta e não cultivável in vitro. Em relação ao tema, identifique dentre as assertivas abaixo, a que se encontra CORRETA.
A) O bacilo não afeta os nervos periféricos e a pele; acomete primariamente a mucosa do trato respiratório superior, olhos, linfonodos, testículos e órgãos internos.
B) Os objetivos primordiais do tratamento da hanseníase são a cura da infecção e a prevenção da incapacidade física, como também do comprometimento da função neurológica.
C) Os indivíduos que desenvolvem a hanseníase, apresentam manifestações clínicas muito variáveis, o que independe da interação entre a mycobacteira e o sistema imune.
D) A Hanseníase Multibacilar (MB) caracteriza-se pela presença de uma a cinco lesões cutâneas e baciloscopia obrigatoriamente negativa.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
Referências: Ladou & Harrison. CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental, 5ª ed., AMGH, 2016; Ministério da Saúde – Diretrizes de vigilância, atenção e eliminação da hanseníase (classificação operacional PB/MB).
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A Tuberculose (TB) permanece um desafio global de saúde pública, com especial preocupação no ambiente ocupacional, particularmente para os profissionais de saúde e trabalhadores em contato com populações de risco. A natureza da transmissão aérea do Mycobacterium tuberculosis torna a exposição ocupacional um fator crítico, exigindo estratégias robustas de prevenção e diagnóstico precoce para proteger a força de trabalho e controlar a disseminação da doença.
Profissionais de saúde, trabalhadores de laboratórios e de ambientes de alta prevalência (prisões, abrigos) são grupos de alto risco. A transmissão ocorre pela inalação de aerossóis contendo bacilos viáveis, gerados ao tossir, espirrar ou falar.
A Infecção Latente por Tuberculose (ILTB) é rastreada para identificar infectados antes da doença ativa, permitindo tratamento preventivo. A avaliação é realizada em exames admissionais, anualmente, no retorno ao trabalho, mudança de risco e demissão. Inclui docentes, estudantes e estagiários.
Para profissionais de saúde, a PT é positiva com enduração ≥ 10mm. Exceções: ≥ 5mm para indivíduos com alto risco (HIV, imunobiológicos, diabetes). Conversão da PT (≥ 10mm com incremento de ≥ 6mm) indica infecção recente, com tratamento da ILTB fortemente recomendado após exclusão de TB ativa.
A adesão a essas diretrizes é crucial para proteger os profissionais de saúde, garantir a continuidade dos serviços e contribuir para a eliminação da TB no Brasil.

Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Infectocontagiosas
Assunto: Tuberculose
A Tuberculose (TB) é uma doença de transmissão aérea que se configura como um importante problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O adoecimento de trabalhadores e profissionais de saúde é especialmente preocupante, pois, além das questões individuais de saúde, pode reduzir os recursos humanos disponíveis, comprometendo a qualidade e o potencial de resposta dos serviços de vigilância, além de favorecer a transmissibilidade da doença. Leia atentamente as afirmativas abaixo em relação à prevenção e diagnóstico da tuberculose em profissionais de saúde:
I. Os trabalhadores e profissionais de saúde envolvidos no atendimento e cuidado às pessoas com suspeita e diagnóstico confirmado de TB devem ser avaliados para infecção latente pelo durante o exame admissional e de forma periódica (anual), bem como nas situações de retorno ao trabalho, de mudança de riscos ocupacionais e de demissão.
II. Docentes, estudantes e estagiários, antes e durante o desenvolvimento de atividades em serviços de saúde, bem como em ambientes com risco de infecção e adoecimento por TB, não realizam o rastreamento.
III. A investigação da Infecção Latente da Turberculose (ILTB) com a Prova Tuberculínica (PT) deve ser realizada nos exames admissionais, de retorno ao trabalho e de mudança de riscos ocupacionais, além de periodicamente (anual) e em situação demissional.
IV. Para profissionais de saúde, considera-se o resultado da PT positivo quando a enduração for maior ou igual a 10mm, exceto quando houver outras comorbidades que impliquem um maior risco de TB, como HIV, diabetes e uso de imunobiológicos, dentre outras.
V. A conversão da PT, ou seja, o resultado superior a 10mm, com incremento de pelo menos 6mm em relação ao resultado encontrado no primeiro teste realizado (admissional), é considerado positivo e representa infecção (ILTB) recente. Nessa situação, o tratamento não é recomendado.
Estão CORRETAS as alternativas:
A) I, IV e V.
B) I, III e IV.
C) Apenas II e III.
D) I, II e V.
A alternativa correta é a LETRA B.
b) I, III e IV estão corretas.
I) Correta: Em serviços de saúde, é essencial o rastreamento de ILTB (Infecção Latente por Tuberculose) para trabalhadores e profissionais da saúde em contato com casos suspeitos ou confirmados. Isso inclui avaliação no exame admissional, periodicamente (anual), no retorno ao trabalho, em casos de mudança de riscos ocupacionais e no desligamento, conforme diretrizes para prevenção e controle da TB em serviços de saúde.
III) Correta: A investigação da ILTB utilizando a Prova Tuberculínica (PT) é recomendada nas etapas mencionadas (exames admissionais, retorno ao trabalho, mudança de riscos e periodicamente/anual, além do demissional) para identificar a infecção.
IV) Correta: Para profissionais de saúde sem imunossupressão ou outras comorbidades de risco, o resultado da PT é considerado positivo quando a enduração é maior ou igual a 10mm. Em indivíduos com alto risco de TB (como HIV positivos, diabéticos ou em uso de imunobiológicos), o ponto de corte para positividade pode ser menor (geralmente ≥ 5mm), o que é uma exceção à regra geral de 10mm.
Referências: Santos UP. Pneumologia Ocupacional. Atheneu, 2013; Torloni M; Vieira AV. Manual de Proteção Respiratória. 2ª ed., 2019.
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A brucelose é uma zoonose bacteriana sistêmica com importante relevância ocupacional, especialmente para profissionais da agropecuária, frigoríficos e laboratórios, devido ao contato direto ou indireto com animais ou produtos de origem animal infectados. Compreender sua transmissão, quadro clínico, diagnóstico e prevenção é crucial para a saúde ocupacional.
Transmissão e Grupos de Risco
Ocorre por contato com animais infectados (bovinos, caprinos, ovinos, suínos) ou seus produtos/secreções contaminadas. Consumo de leite e derivados não pasteurizados também é uma via. Grupos de alto risco incluem veterinários, fazendeiros, abatedores, açougueiros e pesquisadores.
Sintomas inespecíficos dificultam o diagnóstico. O quadro clássico inclui febre ondulante, sudorese noturna, fadiga, dores musculares e articulares. Pode afetar diversos órgãos e sistemas. A alta suspeição clínica e epidemiológica é essencial.
A confirmação exige exames laboratoriais: testes sorológicos (Rosa Bengala, aglutinação em tubo de Wright, ELISA) para anticorpos, hemoculturas para isolamento da bactéria e testes moleculares (PCR). O isolamento do agente em cultura é o padrão ouro.
Baseia-se em higiene rigorosa, vacinação animal (onde aplicável) e, principalmente, uso adequado de EPIs (luvas, máscaras, óculos, aventais) ao manusear animais ou fluidos contaminados. Pasteurização de produtos lácteos e educação dos trabalhadores são cruciais.
O tratamento é feito com antibióticos (ex: doxiciclina e rifampicina) por período prolongado para evitar recidivas. O acompanhamento clínico de trabalhadores expostos é importante. Casos assintomáticos devem ser reavaliados. Notificação compulsória é vital para controle epidemiológico.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Infectocontagiosas
Assunto: Brucelose
A Brucelose é uma doença febril causada por bactéria intracelular facultativa do gênero Brucella. É uma doença de notificação compulsória em alguns estados do Brasil. Sobre o tema, analise as informações abaixo:
I. A confirmação do diagnóstico é feita apenas pela suspeita clínica e dados epidemiológicos, uma vez que não há exames para identificação do microrganismo.
II. A exposição do trabalhador pode ocorrer por meio de suas atividades laborais ou pela ingestão de alimentos contaminados, o que dificulta a identificação da fonte de exposição.
III. Em relação ao quadro clínico, sempre é assintomático, sendo diagnosticado apenas após exames sorológicos.
IV. A utilização adequada dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), é uma medida preventiva que apresenta eficácia comprovada.
V. Trabalhadores expostos devem passar por avaliação clínica. Os assintomáticos devem ser reavaliados em 30 dias, e recebem alta do acompanhamento se permanecerem nesta condição.
Estão CORRETAS as afirmativas:
A) I, II e III.
B) II, IV e V.
C) I, IV e V.
D) I, II, IV.
A alternativa correta é a LETRA B.
b) II, IV e V estão corretas.
II) Correta: A exposição pode ocorrer ocupacionalmente (ex.: manejo de animais, laboratórios) ou por ingestão de alimentos contaminados, o que dificulta a identificação da fonte de exposição.
IV) Correta: A utilização de EPI adequado (luvas, proteção ocular/respiratória em procedimentos com aerossóis) é uma medida preventiva que apresenta eficácia comprovada.
V) Correta: Para expostos assintomáticos, recomenda-se avaliação clínica e reavaliação em 30 dias, com alta do acompanhamento se permanecerem nesta condição.
Referências: Ladou & Harrison, CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental; Buschinelli J.T.P., Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020.
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A dengue, com sua endemicidade e sazonalidade marcantes no Brasil, representa um desafio significativo para a saúde pública e, consequentemente, para a saúde ocupacional. O médico do trabalho desempenha um papel crucial na prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado dos casos dentro do ambiente laboral, visando proteger a força de trabalho e minimizar o impacto nas atividades produtivas.
A endemicidade e sazonalidade da dengue no Brasil implicam riscos para trabalhadores expostos, como os que atuam em ambientes externos ou em regiões de alta incidência, exigindo atenção especial à sua proteção.
O diagnóstico precoce e a identificação de sinais de alarme são cruciais. O médico do trabalho deve monitorar casos suspeitos, diferenciando-os de outras arboviroses ou síndromes febris, como a leptospirose.
A dengue impacta a produtividade devido a afastamentos para recuperação. O médico deve gerir o retorno seguro ao trabalho, considerando sequelas e a natureza da atividade, minimizando impactos nas operações.
A prevenção envolve a eliminação de focos do Aedes aegypti, uso de repelentes e campanhas de conscientização. A vigilância epidemiológica e a notificação compulsória são fundamentais para o controle da doença.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Doenças Infectocontagiosas
Assunto: Dengue
A dengue é endêmica no Brasil – com a ocorrência de casos durante todo o ano, e tem um padrão sazonal, coincidente com períodos quentes e chuvosos, quando são observados o aumento do número de casos e um risco maior para epidemias. Do ponto de vista clínico, um grande desafio está na suspeita adequada e precoce para abordagem do paciente com dengue, aspecto importante para sua evolução favorável. Assinale a alternativa CORRETA em relação à Dengue.
A) O exantema é a primeira manifestação do quadro clínico, sendo predominantemente do tipo maculopapular, atingindo face, tronco e membros de forma aditiva, incluindo plantas de pés e palmas de mãos.
B) A maioria dos sinais de alarme é resultante da diminuição da permeabilidade vascular, que marca o início da deterioração clínica do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento plasmático.
C) A leptospirose mesmo sendo uma Síndrome Hemorrágica febril, não faz parte do diagnóstico diferencial.
D) Paciente com sangramento espontâneo de pele ou induzido, faz parte do Grupo A no estadiamento clínico.
E) A primeira manifestação é a febre, que tem duração de dois a sete dias, geralmente alta (39ºC a 40ºC). É de início abrupto, associada a cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias e à dor retro-orbitária.
A alternativa correta é a LETRA E.
E) A primeira manifestação é a febre, que tem duração de dois a sete dias, geralmente alta (39ºC a 40ºC). É de início abrupto, associada a cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias e à dor retro-orbitária.
A alternativa E está correta, pois descreve adequadamente o início do quadro clínico da dengue, com febre alta de início súbito e sintomas típicos como cefaleia, mialgia, artralgia e dor retro-orbitária.
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Módulo: Miscelânea e Temas Importantes
Disciplina: Doenças Infectocontagiosas
Assunto: Leptospirose
A Leptospirose é doença febril aguda, causada pela Leptospira interrogans, transmitida para o homem, através do contato com a água contaminada pela urina dos animais infectados, principalmente os ratos. Em relação a esta patologia, identifique abaixo, a afirmativa INCORRETA.
A) A Leptospira pode sobreviver no meio ambiente por até 180 dias.
B) As manifestações clínicas dependem do sorotipo implicado e de fatores do hospedeiro.
C) A Síndrome de Weil pode estar presente em casos graves.
D) Por ser sorotipo específico, a imunidade gerada não permite outros episódios à pessoa acometida.
E) Em alguns grupos de trabalhadores, o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), é uma medida de controle da exposição.
LETRA D.
Por ser sorotipo específico, a imunidade gerada não permite outros episódios à pessoa acometida.
A alternativa D está incorreta porque, embora a imunidade à leptospirose seja sorotipo específica, ela não impede completamente novos episódios, uma vez que há múltiplos sorotipos circulantes. A pessoa pode ter novos episódios se exposta a diferentes sorotipos. Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, 2024.
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A leptospirose é uma zoonose de grande importância para a saúde pública e ocupacional, causada pela bactéria Leptospira interrogans. A transmissão ocorre através do contato com água, solo ou alimentos contaminados pela urina de animais infectados, especialmente roedores. Em ambientes de trabalho, a exposição a esses agentes se torna um risco significativo para diversas profissões, exigindo atenção especial da Medicina do Trabalho.
Profissionais que atuam em áreas com saneamento precário, em contato direto com animais ou em ambientes úmidos e alagados, apresentam maior vulnerabilidade. A conscientização, a identificação dos grupos de risco e a implementação de medidas preventivas são cruciais para a proteção dos trabalhadores. É importante lembrar que, embora a imunidade seja sorotipo-específica, a reinfecção por diferentes sorotipos é possível, o que exige vigilância contínua.
A atuação do médico do trabalho é fundamental na identificação de trabalhadores expostos, na educação sobre os riscos e na orientação sobre as práticas seguras, visando prevenir a doença e garantir a saúde da força de trabalho.
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Médica do Trabalho, aprovada na prova de Título de Especialista da ANAMT. É referência na área de Saúde Ocupacional no estado de Goiás.
Pós-graduada em Medicina do Trabalho pela Polis, atua como médica do trabalho do SESI-GO e coordena programas de saúde, segurança e promoção da qualidade de vida em grandes organizações.
Idealizadora e professora responsável pelo MedWork, curso preparatório premium para a prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho da ANAMT, dedica-se a transformar a experiência de aprendizado em uma jornada estruturada, didática e eficiente.
Aliando vivência prática, profundidade acadêmica e didática diferenciada, Dra. Ludmilla tem ajudado centenas de médicos a alcançarem aprovação, conciliando rigor técnico com clareza e acessibilidade.
Na MedWork, sua missão é clara: formar especialistas altamente preparados, capazes de atuar com excelência, ética e protagonismo na Medicina do Trabalho.
Dra. Ludmilla da Silva Batista Lazzarini
CRM-GO 23364 | RQE 19435
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