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Nossas apostilas são desenhadas para estudo físico e revisável, com foco em alta retenção: conceitos essenciais, quadros comparativos, tabelas de referência, pegadinhas clássicas de prova, além de questões comentadas com raciocínio objetivo — conectando teoria, normas e prática clínica ocupacional.
Este material faz parte da coleção MedWork Preparatório ANAMT 2026 e foi elaborado para ser utilizado em conjunto com as aulas, revisões e banco de questões do curso, servindo também como base de consulta rápida na rotina do médico do trabalho.
Dados Internos de Catalogação na Publicação
Biblioteca/Acervo responsável: MedWork Educação
Lazzarini, Ludmilla da Silva Batista
Apostila MedWork Preparatório ANAMT 2026 - Patologia Ocupacional.
MedWork Educação. v1. 167p.
Coleção: MedWork Preparatório ANAMT 2026 — Apostilas Oficiais
MW-ID: MW-ANAMT-2026-PAT-01-R1
1. ed. — Patologia Ocupacional / MedWork. — 1. ed. — Brasil:
MedWork Educação, 2026.
MW-CRC: MW26-[2026]-[1111]-[AMWP26]
1. MedWork — Preparatório ANAMT. 2. Medicina do Trabalho —
Patologia. 3. Educação Médica. I. Título.
Edição 2026.1
167 páginas
Idioma: Português (Brasil)
Formato: Apostila didática (impresso e/ou digital)
Endereço MedWork:
Rua K, 90, Setor Oeste, Goiânia-GO. CEP 74120-040. medworkcurso@gmail.com
Telefone (62) 99988-2658
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Bem-vindo(a) à sua apostila de estudo! Este guia abrangente foi cuidadosamente elaborado para oferecer uma preparação completa e aprofundada em patologia ocupacional, cobrindo todos os aspectos cruciais da disciplina, desde a fisiopatologia das doenças relacionadas ao trabalho até as diretrizes de prevenção e diagnóstico mais recentes. Nosso principal objetivo é focar na sua aprovação no exigente exame de certificação da ANAMT, fornecendo-lhe o conhecimento sólido e a confiança inabalável necessários para se destacar tanto na prática clínica quanto na avaliação teórica. Com conteúdo profissional, constantemente atualizado com as mais recentes pesquisas e tendências, e uma abordagem inspiradora, você terá as ferramentas indispensáveis para dominar a matéria e, consequentemente, alcançar o sucesso tão desejado em sua jornada profissional, impactando positivamente a saúde dos trabalhadores.

Esta seção aborda os fundamentos da patologia, a ciência que estuda a doença em todos os seus aspectos – desde suas causas (etiologia) e o desenvolvimento da doença (patogênese), até as alterações morfológicas e manifestações clínicas. Explora detalhadamente como as diversas condições patológicas afetam as células e os tecidos, analisando os processos de adaptação celular, como hipertrofia, hiperplasia, atrofia e metaplasia, e os diferentes padrões de lesão celular, sejam reversíveis ou irreversíveis, incluindo exemplos como a isquemia e a toxicidade química. Além disso, discute os mecanismos gerais de resposta do organismo a lesões e agressões, focando nos processos inflamatórios agudos e crônicos, e os subsequentes mecanismos de reparo tecidual, como a cicatrização. Compreender esses conceitos é crucial, pois forma a base para a interpretação de achados diagnósticos e é fundamental para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas eficazes na prática clínica e na pesquisa médica.
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A Classificação de Schilling é uma ferramenta diagnóstica fundamental para o Médico do Trabalho, auxiliando na determinação do nexo causal entre a doença e a atividade profissional. Ela categoriza as patologias em três grupos principais, facilitando a identificação da responsabilidade ocupacional e a adoção de medidas preventivas e de acompanhamento da saúde do trabalhador, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Esta classificação é essencial para uma análise aprofundada das condições de saúde relacionadas ao ambiente de trabalho.

Definição: Neste grupo, o trabalho é considerado a causa necessária e exclusiva da doença, ou seja, a patologia não se manifestaria sem a exposição a agentes ou condições específicas do ambiente ocupacional. Não há outros fatores etiológicos significativos que por si só pudessem desencadear a condição.
Exemplos Clássicos:

Definição: Aqui, o trabalho atua como um fator de risco contributivo ou desencadeante, mas não é a única ou necessária causa da doença. A patologia pode ter múltiplas origens, e as condições laborais apenas contribuem para seu surgimento ou agravamento, ou atuam como gatilho em indivíduos predispostos. Há uma interação entre fatores ocupacionais e não ocupacionais.
Exemplos Comuns:

Definição: Neste grupo, o trabalho não é a causa da doença, mas atua como um fator desencadeante ou agravante de um distúrbio latente ou de uma doença preexistente. O ambiente ou a natureza da atividade profissional provoca a manifestação de uma condição que já existia de forma subclínica ou piora uma condição já diagnosticada.
Exemplos Relevantes:
Takeaway Essencial: O Grupo III da Classificação de Schilling abrange doenças alérgicas e condições multifatoriais, como a lombalgia e distúrbios psicológicos, que são frequentemente agravadas ou desencadeadas pelo ambiente de trabalho. Compreender esse grupo é crucial para o médico do trabalho, pois permite uma intervenção mais eficaz na prevenção de exacerbações e na promoção da qualidade de vida dos trabalhadores.
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O objetivo é diferenciar a "doença do trabalho" de outras classificações, auxiliando o Médico do Trabalho a estabelecer o nexo causal e a aplicar as regulamentações pertinentes. É crucial compreender as nuances legais para uma atuação precisa e eficaz.
A doença do trabalho, conforme o Decreto 3.048/99, art. 20, II, é aquela adquirida ou desencadeada por condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. Isso significa que o ambiente e a forma como a atividade laboral é executada são determinantes para o surgimento ou agravamento da enfermidade.
É importante ressaltar que não são consideradas doenças do trabalho:
Para clarear a distinção entre os tipos de doenças e o nexo causal, veja a seguir:
Também conhecida como tecnopatia ou ergopatia, é aquela peculiar a determinadas atividades ou profissões. É causada de forma direta e quase exclusiva pela exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos, ou a condições inerentes a um trabalho específico, e geralmente está listada na legislação (ex: LER/DORT em certas atividades).
É a enfermidade adquirida ou desencadeada em função de condições especiais ou incomuns em que o trabalho é realizado, ou do modo como o trabalho é executado, atuando como fator contributivo ou desencadeante. Não é exclusiva de uma profissão, mas sim das circunstâncias em que o labor acontece, agravando ou provocando condições em indivíduos.
Refere-se à relação de causa e efeito estabelecida entre a doença apresentada pelo trabalhador e as atividades ou o ambiente de trabalho. A comprovação do nexo é fundamental para a caracterização do agravo como doença profissional ou do trabalho, garantindo direitos previdenciários e assistenciais, além de direcionar medidas de prevenção.
São as condições de saúde que não possuem relação causal comprovada com a atividade profissional. Incluem endemias ou epidemias sem nexo, doenças degenerativas inerentes ao envelhecimento natural e condições ligadas à faixa etária ou constituição orgânica individual, que não foram agravadas pelo trabalho.
Takeaway Essencial: A doença do trabalho está intrinsecamente ligada às condições especiais do ambiente e da forma de execução do trabalho. Lembre-se de excluir as doenças degenerativas, as inerentes à faixa etária e as endemias sem nexo causal comprovado com a ocupação. Já a doença profissional decorre de agentes ou atividades específicas, listadas em legislação.
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Questão Prática
Disciplina: MedWork – Patologia Geral
Assunto: Definições
ID: A.W.S, 50 anos, masculino, pardo, casado, natural de Goiás, mora e trabalha na periferia de Goiânia. Ensino médio incompleto, pedreiro, católico não praticante. QP: palpitações e cansaço há um mês. HDA: trabalhador relata que há aproximadamente um mês vem apresentando episódios esporádicos de palpitações e cansaço, não relacionados a esforço físico intenso. Refere que há quatro dias os sintomas se intensificaram com fadiga acentuada, piorando após a ingestão irrestrita de bebidas alcoólicas, durante reunião familiar no dia anterior à consulta. Referiu ainda lombalgia recorrente, o que o faz utilizar antiinflamatórios não esteroidais de forma indiscriminada, sem prescrição médica. Apresenta tosse produtiva matinal frequente, associada à secreção mucosa, e não refere febre. Já apresentou cansaço em outras ocasiões, sem melhora significativa, mesmo em repouso. Trabalha com o uso frequente de britadeira, manipulando cimento, exposto a ruído intenso e a radiação solar direta. Em seu histórico constava que, no último exame médico periódico, foi orientado a atualizar a vacinação e recebeu orientações gerais de saúde, inclusive de retorno caso necessário, pois na ocasião havia mencionado fadiga. Como houve melhora temporária, não seguiu as recomendações médicas e, não retornou para reavaliação.História Patológica Pregressa: refere varicela e sarampo na infância. Nega patologias respiratórias prévias. Nega hepatite, diabetes, alergias, cirurgias ou transfusões sanguíneas. É portador de hipertensão arterial sistêmica há cerca de 10 anos, em tratamento com Captopril 25 mg, 3 vezes ao dia.Histórico familiar: Desconhece. Hábitos de vida: Etilista de uma lata de cerveja diariamente. Tabagista de 01 maço/dia a 30 anos. Mora em casa com boas instalações sanitárias, com esposa e quatro filhos. Refere alimentar-se à base de carboidratos, e com pouca carne devido à precária condição financeira. Exame físico: Regular estado geral, sem alterações neurológicas focais, hipocorado +++/4+, desidratado +/4+, afebril, acianótico, anictérico, enchimento capilar normal. Escala de Glasgow = 15, Sat %O2 = 99%. PA = 130 X 90 mmHg. FC = 88 bpm. FR = 20 irpm Tax = 36,2°C. Orofaringe sem alterações. Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares Universais presentes, presença de roncos esparsos em bases pulmonares. Ap. cardiovascular: RCR em 2t, sopro sistólico, intensidade 3+/6+ de Levine, pancárdico. Abdome flácido, doloroso a palpação profunda em região epigástrica, sem irritação peritoneal. Sem visceromegalias ou massas palpáveis. Peristalse presente e fisiológica. Membros inferiores com edema 1+/4+ perimaleolar, pulsos periféricos palpáveis; panturrilhas sem sinais de empastameH. Ocupacional: Pedreiro e auxiliar de pedreiro desde os 14 anos até os dias atuais, alternando trabalhos informais com carteira assinada.
Tendo como base o caso clínico apresentado acima, responda as questões a seguir.
Qual seria a conduta médica ocupacional mais adequada? Marque a alternativa CORRETA:
A) O Médico do Trabalho deverá solicitar exames complementares, prescrever hidratação oral, um xarope para tosse e liberar o empregado para suas atividades laborais, orientando-o que retorne para reavaliação médica ocupacional quando estiver com os resultados dos exames.
B) O Médico do Trabalho deverá explicar ao trabalhador suas principais hipóteses diagnósticas, solicitar exames de sangue e encaminhar ao cardiologista. O empregado deverá trabalhar de forma restrita para atividades críticas como Trabalho em altura por tempo indeterminado, devendo-se ainda comunicar a situação clínica do trabalhador (sinais, sintomas e exame físico, por exemplo) aos gestores, justificando-se assim as restrições laborais do empregado.
C) O Médico do Trabalho deverá explicar ao trabalhador suas principais hipóteses diagnósticas, orientar o trabalhador sobre suas recomendações, devendo liberar o empregado para o Trabalho de forma restrita até conclusão da investigação clínica, quando deverá ser reavaliado ocupacionalmente. Informar aos gestores do empregado a restrição única para execução de atividades em período noturno.
D) O Médico do Trabalho deverá explicar ao trabalhador suas suspeitas diagnósticas e informar os próximos passos na investigação clínica. Deverá solicitar exames complementares e afastar o empregado de suas atividades no trabalho até conclusão de sua investigação, devendo retornar para reavaliação ocupacional com resultado dos exames e conduta definitiva em relação ao seu retorno ao trabalho.
A alternativa CORRETA é a LETRA D.
Prevê comunicação adequada, investigação complementar, afastamento temporário e reavaliação ocupacional com resultados para decisão de retorno. Conduta segura em trabalhador sintomático com achados cardiopulmonares: comunicar hipóteses, solicitar investigação complementar e afastar temporariamente de atividades laborais (sobretudo críticas) até a conclusão diagnóstica, com reavaliação ocupacional para decisão de retorno. Liberar para trabalhar antes do diagnóstico pode aumentar o risco individual e de terceiros; impor restrições genéricas ou compartilhar detalhes clínicos com gestores fere princípios éticos e a confidencialidade.
Referências: Goldman-Cecil Medicine (26ª ed.); Torloni & Vieira, Manual de Proteção Respiratória (2ª ed.).
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O Grupo III da Classificação de Schilling abrange doenças onde o trabalho atua como um fator contribuinte ou desencadeante, mas não é a única causa. Geralmente, estas condições possuem múltiplas etiologias, incluindo predisposições individuais ou outras causas associadas.
Alternativa B: CORRETA. As doenças do Grupo III de Schilling são aquelas em que o trabalho atua como fator contribuinte, mas não exclusivo, havendo também predisposição individual ou outras causas associadas. Exemplos clássicos incluem asma ocupacional, rinite alérgica, dermatite de contato e outras doenças alérgicas respiratórias e cutâneas. Referência: Ministério da Saúde – Doenças Relacionadas ao Trabalho, 2001.
Outras Alternativas
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Segundo a legislação em vigor, são consideradas DOENÇAS DO TRABALHO:
Alternativa C: CORRETA. Define exatamente o que é uma doença do trabalho conforme o art. 20, inciso II do Decreto nº 3.048/99: são aquelas adquiridas ou desencadeadas em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacionem diretamente. Referência: Decreto nº 3.048/99, art. 20, II.
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Esta apostila é um guia abrangente e essencial, desenvolvido especificamente para profissionais de saúde que atuam na área da ortopedia ocupacional. Ela aborda de forma integrada o diagnóstico, tratamento e reabilitação de condições musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho, incorporando as mais recentes pesquisas e diretrizes clínicas, oferecendo assim uma perspectiva completa e atualizada para a prática diária.
Elaborado para médicos do trabalho, fisioterapeutas, ergonomistas e outros profissionais de saúde que lidam com a saúde do trabalhador, este material foca em uma abordagem prática e baseada em evidências. Ele explora o diagnóstico clínico preciso, com estudos de caso e exemplos reais para facilitar a compreensão, as mais recentes estratégias de prevenção e as diretrizes para um retorno seguro e eficaz ao ambiente de trabalho.
Compreender os distúrbios musculoesqueléticos no local de trabalho é crucial para a manutenção da saúde e produtividade dos colaboradores, além de garantir a conformidade legal e o bem-estar geral dos funcionários. Esta apostila fornece o conhecimento necessário para enfrentar esses desafios, promovendo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis para todos.

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Alta prevalência, impacto em incapacidade/absenteísmo, fatores modificáveis no trabalho, decisões de aptidão/restrição exigem método.
Ergonomia (posturas, vibração, AET), patologias específicas (STC, impacto no ombro), testes físicos-chave (Lasègue, Phalen, Neer), retorno ao trabalho (tratamento funcional + ajustes de tarefa).
História ocupacional detalhada, testes clínicos direcionados, imagem/ENMG como complemento.
Eliminar/substituir riscos, engenharia, administração (pausas), EPI.
Relação temporal, plausibilidade biomecânica, evidência de sobrecarga.
Dor/funcionalidade, restrições efetivas, readequação, recidiva, tempo até RTW.
Do reconhecimento do risco à decisão prática de tarefa segura — com testes clínicos demonstrados em vídeo e casos breves.
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Entender e reconhecer combinações perigosas é fundamental para reduzir o risco de lesões na coluna, especialmente a hérnia discal, no ambiente de trabalho. A prevenção começa com a identificação dos movimentos e posturas mais lesivos.
Levantar ou movimentar objetos pesados mantendo-os longe do corpo, aumentando a alavanca e a tensão sobre a coluna.
A combinação de curvar-se para frente e torcer o tronco é extremamente danosa, potencializando a pressão nos discos intervertebrais.
Exposição prolongada a vibrações (como operar máquinas ou veículos) pode comprometer a integridade da coluna.
Objetos grandes ou sem pontos de apoio adequados forçam posturas inadequadas durante o manuseio.
Como Evitar: Ao levantar peso: Em vez de flexionar e girar o tronco, gire todo o corpo com os pés, mantendo a coluna alinhada.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: MedWork – Doenças Ortopédicas
Assunto: Ergonomia
As lesões do sistema osteomuscular podem gerar incapacidade, absenteísmo, além de um elevado número de ações trabalhistas. Neste cenário, a Ergonomia encontra sua maior aplicação. Analise as assertivas abaixo em relação ao tema.
I) As atividades relacionadas à manutenção estão entre aquelas de maior exigência ergonômica, em grande parte causada pelas posturas forçadas e esforços intensos.
II) Na existência de esforço anaeróbico, o trabalhador se cansa precocemente, pois, exceto em circunstâncias especiais, o oxigênio será enviado ao fígado, ficando a atividade física em prejuízo.
III) Trabalhadores idosos, portadores de Diabetes Mellitus, usuários de medicamentos tranquilizantes, toleram mal o trabalho em ambientes de baixas temperaturas.
IV) A fadiga física por desidratação e perda de eletrólitos, é mais comum em atividades onde existe pouca flexibilidade muscular.
Está CORRETO o que se afirma nas afirmativas:
A) II e IV.
B) II, III e IV.
C) I e IV.
D) I, II e III.
A alternativa CORRETA é a letra LETRA D..
Referências: Couto, H.A., Ergonomia 4.0 – Dos Conceitos Básicos à 4ª Revolução Industrial (Ed. Ergo, 2020); Lawry, G.V., Exame Musculoesquelético Sistemático (Artmed, 2012).
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: MedWork – Doenças Ortopédicas
Assunto: Ergonomia
O corpo humano tem 40% do seu peso atribuído ao sistema muscular. A contração muscular estática tem impacto importante do ponto de vista ergonômico. O conceito de trabalho muscular com maior componente estático envolve os seguintes casos, EXCETO:
A) Um esforço grande mantido por 10 segundos ou mais.
B) Um esforço moderado mantido por um minuto ou mais.
C) Um esforço leve (de cerca de 1/3 da força máxima) dura cinco minutos ou mais.
D) Os dedos das mãos durante o esforço de digitação.
A alternativa CORRETA é a LETRA D.
A digitação é principalmente atividade dinâmica e intermitente dos dedos, sem contração isométrica sustentada de grande duração; portanto não representa “maior componente estático”. Trabalho muscular com maior componente estático é caracterizado por contração mantida (isométrica) por tempo suficiente para provocar isquemia muscular e fadiga, mesmo com cargas leves: esforços grandes ≥10 s, moderados ≥1 min e leves (~1/3 da força máxima) ≥5 min são exemplos clássicos.
Referências: Couto, H.A., Ergonomia 4.0 – Dos Conceitos Básicos à 4ª Revolução Industrial (Ed. Ergo); Lawry, G.V., Exame Musculoesquelético Sistemático (Artmed).
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ANAMT 2023 - Lombalgia é definida como dor na região posterior do tronco inferior, do final das costelas até a prega glútea. A Lombalgia Ocupacional pode ser causada por situações críticas de trabalho para a coluna vertebral. Analise as situações abaixo descritas: I. Levantamento de peso acima de 23 quilos. II. Manusear cargas distantes do corpo. III. Manusear cargas com torção e flexão de coluna. IV. Vibrações de corpo inteiro. V. Manusear cargas volumosas com quinas cortantes e dificuldade de pega. Identifique nas afirmativas acima quais são consideradas como situações críticas para a coluna vertebral, e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativa C: CORRETA. As situações críticas para a coluna lombar são aquelas que aumentam a sobrecarga mecânica, a instabilidade ou o risco de lesão discal. Estão bem estabelecidos os riscos relacionados a: manuseio de cargas distantes do corpo (II), torção e flexão de coluna (III), vibração de corpo inteiro (IV) e manuseio de cargas volumosas ou de difícil pega (V).
O limite de 23 kg para levantamento de peso (I), embora utilizado como referência em algumas normativas, não é um fator absoluto que por si só caracterize uma situação crítica em todas as diretrizes, podendo variar conforme o contexto ergonômico e individual.
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Entre todos os riscos posturais no ambiente de trabalho, a combinação de uma postura estática (especialmente encurvada/flexionada para frente) mantida por períodos prolongados representa o cenário mais prejudicial para os trabalhadores. Isso se deve aos mecanismos fisiológicos de fadiga muscular e isquemia que se desenvolvem durante contrações isométricas sustentadas, comprometendo a saúde musculoesquelética a longo prazo.
O gráfico abaixo ilustra a relação direta entre o tempo em uma postura estática e o aumento do nível de desconforto:
Com o tempo em posição estática, a capacidade do corpo de manter o conforto diminui drasticamente, evidenciando a necessidade de pausas ativas e mudanças posturais.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: MedWork – Doenças Ortopédicas
Assunto: Ergonomia
A ergonomia, ciência que objetiva adaptar o trabalho ao homem tem realizado inúmeros estudos em relação a posturas e pressão nos discos intervertebrais. Identifique dentre as alternativas abaixo, a sequência CORRETA, que representa a postura de maior a menor pressão nos discos intervertebrais.
A) Sentado com tronco ereto - sentado com o tronco flexionado para frente - em pé com tronco ereto - deitado.
B) Sentado com o tronco flexionado para frente - deitado - em pé com tronco ereto - sentado com o tronco ereto.
C) Deitado - sentado com o tronco ereto - sentado com o tronco flexionado para frente - em pé com tronco ereto.
D) Sentado com tronco flexionado para frente - sentado com o tronco ereto - em pé com tronco ereto - deitado.
A alternativa CORRETA é a LETRA D.
A sequência correta é baseada em medições clássicas de pressão intradiscal (como os estudos de Nachemson) e compilações ergonômicas. A maior pressão ocorre quando o indivíduo está sentado com o tronco flexionado para frente, seguido por sentado com o tronco ereto. Em seguida, a pressão diminui quando está em pé com o tronco ereto, e a menor pressão é registrada na posição deitado.
Referências: Couto, H.A., Ergonomia 4.0 – Dos Conceitos Básicos à 4ª Revolução Industrial (Ed. Ergo); Lawry, G.V., Exame Musculoesquelético Sistemático (Artmed); Estudos de Nachemson sobre pressão intradiscal.
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Um trabalhador que labora no Setor de Cargas e descarga em um depósito, foi diagnosticado com hérnia de disco na região lombar. Identifique abaixo, a alternativa CORRETA, em relação ao desenvolvimento da patologia citada:
Alternativa A: CORRETA. A relação entre sobrecarga biomecânica — especialmente cargas pesadas e movimentações repetitivas — e o risco de hérnia discal lombar está bem estabelecida. A magnitude e frequência do levantamento são fatores cruciais. Referência: NR-17; Fundacentro; NIOSH Lifting Equation.
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O Teste da Gaveta Anterior é uma manobra clínica fundamental para médicos do trabalho, essencial para o diagnóstico de lesões do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Tais lesões são comuns em ambientes laborais que envolvem esforço físico, movimentos bruscos ou acidentes. Um diagnóstico precoce e preciso é crucial para o planejamento adequado do tratamento e para a tomada de decisões sobre o retorno do trabalhador às suas atividades.
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Ao examinar um trabalhador que sofreu uma lesão no joelho direito, o médico do trabalho realiza o Teste da Gaveta Anterior, que consiste em posicionar o paciente em decúbito dorsal, joelho em 90º de flexão, o examinador senta sobre o pé do paciente e com as duas mãos apoiadas na região posterior do terço superior da tíbia traciona-a anteriormente. Quando positivo, este teste é indicativo de:
Alternativa C: CORRETA. O Teste da Gaveta Anterior é um exame clínico específico para avaliar a integridade do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). Quando positivo, demonstra instabilidade anterior do joelho pela frouxidão ligamentar. É um dos principais testes semiológicos na suspeita de ruptura do LCA, condição comum em traumas esportivos e ocupacionais. Referência: Netter FH. Atlas de Anatomia Humana, 7ª ed.
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A Manobra de Lasègue (ou Teste de Elevação da Perna Reta) é uma das ferramentas clínicas mais importantes para o médico do trabalho para diferenciar entre dor lombar mecânica e dor radicular causada por compressão de raiz nervosa. Essa distinção é crucial para determinar a capacidade de trabalho, planejar o tratamento adequado e estabelecer o nexo causal ocupacional em trabalhadores expostos a sobrecarga da coluna vertebral.

Dor Mecânica (Não Radicular):
Dor Radicular (Compressão de Raiz Nervosa):
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A dor é o sintoma osteomuscular mais frequente nos diversos ambientes de trabalho. O Médico do Trabalho deve conduzir a anamnese com dados relacionados a início, intensidade, localização, irradiação, sinais flogísticos, dentre outros. Ao executar a Manobra de Lasègue, com resultado positivo, o médico espera encontrar:
Alternativa D: CORRETA. A Manobra de Lasègue é considerada positiva quando a elevação passiva da perna reta desencadeia dor radicular (não apenas tensão muscular) entre 30° e 70°, com irradiação para os dermátomos de L4, L5 ou S1. Este achado é um forte indicativo de compressão ou irritação de uma raiz nervosa lombar.
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O diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é primordialmente clínico, com a combinação da história do paciente e testes específicos, mesmo em contextos ocupacionais. O objetivo é consolidar o quadro clínico e os testes chave para esta condição.

Teste de Phalen: Mantendo os punhos em flexão máxima por 60 segundos, a positividade é indicada pelo surgimento ou exacerbação de parestesias na distribuição do nervo mediano.

Teste de Tinel: A percussão suave sobre o nervo mediano no túnel do carpo, logo distal ao sulco de flexão do punho, provoca formigamento ou parestesias na distribuição do nervo.

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ANAMT 2023 - A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma Neuropatia resultante de compressão nervosa no Túnel do Carpo. Gestantes, Pessoas com Diabetes, Amiloidose e Artrite Reumatoide têm risco aumentado para o desenvolvimento desta Síndrome, bem como algumas atividades laborais. Em relação aos critérios diagnósticos, utilizados na Síndrome do Túnel do Carpo, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativa E: CORRETA. A alternativa E descreve com precisão os critérios diagnósticos clássicos da Síndrome do Túnel do Carpo, incluindo parestesias noturnas nos primeiros três dedos da mão, fraqueza muscular, além dos testes clínicos característicos como Phalen Invertido e Tinel. Referência: MARTINS, W. R. Ortopedia Ocupacional. In: ROCHA, L. E. Medicina do Trabalho. Atheneu, 2021.
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O objetivo é diferenciar a tenossinovite de De Quervain da rizartrose, duas condições comuns que afetam a base do polegar e o punho, frequentemente confundidas devido à proximidade dos sintomas.

Assista ao vídeo para uma demonstração clara de como realizar e interpretar o Teste de Finkelstein, crucial para o diagnóstico da Tenossinovite de De Quervain:

01:01
YouTube
Como é a tendinite de De Quervain?
Como é a tendinite de De Quervain? Essa semana me perguntaram sobre essa tendinite. A característica principal que eu percebo nas pessoas que tem essa tendinite é o surgimento repentino, fraqueza em conseguir segurar um copo com a mão e muita dor ao abrir o polegar ou segurar algo! Se esse é o seu caso, assista e entenda o q acontece.

Para ambas as condições, a prevenção e o manejo envolvem evitar desvios ulnar/radial repetidos com força e movimentos de pinça ou torção excessivos. A educação do paciente sobre posturas adequadas e o uso de órteses podem ser benéficos.
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A Rizartrose é um importante diagnóstico diferencial quando estamos avaliando uma possível:
Alternativa C: CORRETA. A Rizartrose (artrose da articulação trapézio-metacarpiana) causa dor na base do polegar, semelhante ao quadro clínico da Tendinite de DeQuervain. Por isso, deve sempre ser considerada como diagnóstico diferencial. Referências: American College of Rheumatology (2021); ANAMT 2023 – Doenças Ortopédicas Ocupacionais.
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A epicondilite lateral, popularmente conhecida como "cotovelo de tenista", é uma condição musculoesquelética frequentemente associada a atividades ocupacionais repetitivas. Compreender seu diagnóstico e os fatores de risco no trabalho é crucial para a saúde do trabalhador.
O teste provoca estresse nos tendões extensores do punho e dedos que se inserem no epicôndilo lateral, reproduzindo a dor característica da inflamação.


Ilustração do Teste de Cozen: médico avaliando o epicôndilo lateral.
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A epicondilite lateral, popularmente conhecida como "cotovelo de tenista", é uma condição comum em ambientes ocupacionais, especialmente em trabalhos que envolvem movimentos repetitivos do punho e antebraço. O Teste de Cozen é uma manobra clínica essencial para seu diagnóstico.
ANAMT 2023 - O Médico do Trabalho, ao suspeitar de epicondilite lateral em trabalhador do setor de montagem, realiza o Teste de Cozen no exame físico. Esse teste é executado da seguinte forma:
Alternativa C: CORRETA. O Teste de Cozen é clássico para diagnóstico de epicondilite lateral. O paciente é orientado a realizar extensão ativa do punho contra resistência com cotovelo a 90° e antebraço em pronação. Dor sobre o epicôndilo lateral é sugestiva de epicondilite lateral. Referência: Semiologia ortopédica (Hoppenfeld).
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A Síndrome do Impacto do Ombro é uma condição comum no ambiente de trabalho, caracterizada pela compressão dos tendões do manguito rotador e da bursa subacromial contra o acrômio. Entender seus fatores etiológicos, diagnóstico e estratégias de prevenção é crucial para a saúde ocupacional.

A etiologia multifatorial da Síndrome do Impacto do Ombro no contexto ocupacional destaca a necessidade de uma abordagem integrada. Fatores como movimentos repetitivos acima da cabeça, posturas inadequadas, levantamento de peso e falta de tempo para recuperação podem contribuir para o desenvolvimento e agravamento da condição. O diagnóstico precoce, baseado na história clínica e exame físico detalhado, é fundamental para um manejo eficaz e para evitar a progressão para quadros mais complexos, como rupturas do manguito rotador.
As estratégias de prevenção e gestão ocupacional devem incluir avaliações ergonômicas do posto de trabalho, programas de fortalecimento muscular, pausas regulares e educação sobre técnicas de levantamento e movimentação seguras. A fisioterapia desempenha um papel primordial no tratamento conservador, visando restaurar a função e reduzir a dor, permitindo um retorno seguro e sustentável ao trabalho.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Ortopédicas
Assunto: Ombro
Identificação e histórico ocupacional: B.I.E., 55 anos, masculino, pardo, casado, exerce a função de auxiliar de mecânico de refrigeração em uma indústria alimentícia há quatro anos. Apresenta longo histórico laboral: trabalhou em atividades diversas (lavador de carros, carga/descarga, servente de pedreiro) e posteriormente atuou por aproximadamente 25 anos na construção civil, majoritariamente como pedreiro. Atualmente trabalha com manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado.
Queixa principal (QP): dor no ombro direito há cerca de quatro meses.
História da doença atual (HDA): trabalhador relata dor contínua em ombro direito, de início insidioso, com piora progressiva nos últimos meses. Refere exacerbação ao elevar o braço acima da cabeça e ao deitar-se sobre o lado acometido. Relata melhora parcial aos finais de semana. Não procurou assistência médica até o momento. Refere episódios ocasionais de edema local.
Antecedentes pessoais: nega cirurgias prévias, acidentes ou hipertensão arterial sistêmica. Refere Diabetes Mellitus, em tratamento regular.
Exame físico geral: bom estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico. Sinais vitais estáveis (PA 130x80 mmHg, FC 78 bpm, FR 17 ir.p.m, SpO2 99%). IMC 37 (obesidade grau II). Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações.
Exame ortopédico: à inspeção sem deformidades estruturais, porém discreto edema em ombro direito. Não havia atrofia muscular. À palpação, dor e aumento da temperatura local. Limitação dolorosa de amplitude de movimento. Apresentava dor intensa ao elevar e abaixar lentamente o braço acima da cabeça. Teste de elevação passiva do braço a 90° com rotação interna, reproduziu dor importante na região anterior do ombro direito.
Programa de Gerenciamento de Risco da empresa (PGR):
DESCRIÇÃO DO PROCESSO: Manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado; montar e desmontar aparelhos de ar-condicionado; limpeza, lavagem e conservação do ar-condicionado; abastecer o compressor do ar-condicionado com gás fréon r-22, r-134a e r-410a; realizar trabalho em altura superior a 2 metros.
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Realizar inspeções periódicas em equipamentos de refrigeração; auxiliar na montagem de componentes de sistemas de refrigeração; realizar testes de funcionamento de sistemas de refrigeração; limpar e trocar filtros de sistemas de refrigeração; carregar e recarregar gás refrigerante; auxiliar na desmontagem e montagem de compressores, condensadores e evaporadores; registrar atividades realizadas; identificar melhorias e soluções para problemas recorrentes nos sistemas de refrigeração.
Jornada de trabalho: 44 horas/sema
Tendo como base os dados acima, responda as questões a seguir:
Do ponto de vista biomecânico, assinale dentre as alternativas abaixo, a alternativa CORRETA em relação ao mecanismo articular que está ocasionando o quadro doloroso na região do ombro.
A) Conflito mecânico entre o tubérculo maior e o acrômio.
B) Conflito mecânico entre o tendão supraespinhal e o acrômio.
C) Conflito mecânico entre o processo coracóide e o tubérculo maior.
D) Conflito mecânico entre o processo coracóide e o supraespinhal.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
Quadro clínico típico de síndrome do impacto subacromial: dor ao elevar o braço acima da cabeça e teste de Hawkins-Kennedy positivo (elevação a 90° com rotação interna reproduzindo dor), que indica compressão do tendão do supraespinhal e bursa subacromial sob o acrômio. A biomecânica do impacto ocorre no espaço subacromial durante movimentos de elevação/rotação interna, comuns em atividades acima da cabeça.
Referências: Couto HA. Ergonomia 4.0 – Dos Conceitos Básicos à 4ª Revolução Industrial, Ed. Ergo, 2020; Lawry GV. Exame Musculoesquelético Sistematizado, Artmed, 2012.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Ortopédicas
Assunto: Ombro
Identificação e histórico ocupacional: B.I.E., 55 anos, masculino, pardo, casado, exerce a função de auxiliar de mecânico de refrigeração em uma indústria alimentícia há quatro anos. Apresenta longo histórico laboral: trabalhou em atividades diversas (lavador de carros, carga/descarga, servente de pedreiro) e posteriormente atuou por aproximadamente 25 anos na construção civil, majoritariamente como pedreiro. Atualmente trabalha com manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado.
Queixa principal (QP): dor no ombro direito há cerca de quatro meses.
História da doença atual (HDA): trabalhador relata dor contínua em ombro direito, de início insidioso, com piora progressiva nos últimos meses. Refere exacerbação ao elevar o braço acima da cabeça e ao deitar-se sobre o lado acometido. Relata melhora parcial aos finais de semana. Não procurou assistência médica até o momento. Refere episódios ocasionais de edema local.
Antecedentes pessoais: nega cirurgias prévias, acidentes ou hipertensão arterial sistêmica. Refere Diabetes Mellitus, em tratamento regular.
Exame físico geral: bom estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico. Sinais vitais estáveis (PA 130x80 mmHg, FC 78 bpm, FR 17 ir.p.m, SpO2 99%). IMC 37 (obesidade grau II). Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações.
Exame ortopédico: à inspeção sem deformidades estruturais, porém discreto edema em ombro direito. Não havia atrofia muscular. À palpação, dor e aumento da temperatura local. Limitação dolorosa de amplitude de movimento. Apresentava dor intensa ao elevar e abaixar lentamente o braço acima da cabeça. Teste de elevação passiva do braço a 90° com rotação interna, reproduziu dor importante na região anterior do ombro direito.
Programa de Gerenciamento de Risco da empresa (PGR):
DESCRIÇÃO DO PROCESSO: Manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado; montar e desmontar aparelhos de ar-condicionado; limpeza, lavagem e conservação do ar-condicionado; abastecer o compressor do ar-condicionado com gás fréon r-22, r-134a e r-410a; realizar trabalho em altura superior a 2 metros.
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Realizar inspeções periódicas em equipamentos de refrigeração; auxiliar na montagem de componentes de sistemas de refrigeração; realizar testes de funcionamento de sistemas de refrigeração; limpar e trocar filtros de sistemas de refrigeração; carregar e recarregar gás refrigerante; auxiliar na desmontagem e montagem de compressores, condensadores e evaporadores; registrar atividades realizadas; identificar melhorias e soluções para problemas recorrentes nos sistemas de refrigeração. Jornada de trabalho: 44 horas/semana.
Tendo como base os dados acima, responda as questões a seguir:
Levando-se em consideração os dados clínicos e o exame físico, assinale a dentre as alternativas abaixo, a CORRETA em relação a hipótese diagnóstica para este caso.
A) Síndrome do Impacto do ombro.
B) Capsulite adesiva.
C) Radiculopatia cervical.
D) Artrite acromioclavicular.
A alternativa CORRETA é a LETRA A.
A clínica e o exame apontam para síndrome do impacto subacromial: dor progressiva ao elevar o braço acima da cabeça e teste de Hawkins-Kennedy (elevação a 90° com rotação interna) reproduzindo dor anterior — achados clássicos de compressão do tendão do supraespinhal/bursa sob o acrômio. Ausência de rigidez global passiva afasta capsulite adesiva; não há sinais neurológicos cervicais para radiculopatia; e a dor não é focal na articulação acromioclavicular nem há teste de adução cruzada positivo.
Referências: Couto HA, Ergonomia 4.0, 2020; Lawry GV, Exame Musculoesquelético Sistematizado, 2012.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Ortopédicas
Assunto: Ombro
Identificação e histórico ocupacional: B.I.E., 55 anos, masculino, pardo, casado, exerce a função de auxiliar de mecânico de refrigeração em uma indústria alimentícia há quatro anos. Apresenta longo histórico laboral: trabalhou em atividades diversas (lavador de carros, carga/descarga, servente de pedreiro) e posteriormente atuou por aproximadamente 25 anos na construção civil, majoritariamente como pedreiro. Atualmente trabalha com manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado.
Queixa principal (QP): dor no ombro direito há cerca de quatro meses.
História da doença atual (HDA): trabalhador relata dor contínua em ombro direito, de início insidioso, com piora progressiva nos últimos meses. Refere exacerbação ao elevar o braço acima da cabeça e ao deitar-se sobre o lado acometido. Relata melhora parcial aos finais de semana. Não procurou assistência médica até o momento. Refere episódios ocasionais de edema local.
Antecedentes pessoais: nega cirurgias prévias, acidentes ou hipertensão arterial sistêmica. Refere Diabetes Mellitus, em tratamento regular.
Exame físico geral: bom estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico. Sinais vitais estáveis (PA 130x80 mmHg, FC 78 bpm, FR 17 ir.p.m, SpO2 99%). IMC 37 (obesidade grau II). Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações.
Exame ortopédico: à inspeção sem deformidades estruturais, porém discreto edema em ombro direito. Não havia atrofia muscular. À palpação, dor e aumento da temperatura local. Limitação dolorosa de amplitude de movimento. Apresentava dor intensa ao elevar e abaixar lentamente o braço acima da cabeça. Teste de elevação passiva do braço a 90° com rotação interna, reproduziu dor importante na região anterior do ombro direito.
Programa de Gerenciamento de Risco da empresa (PGR):
DESCRIÇÃO DO PROCESSO: Manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado; montar e desmontar aparelhos de ar-condicionado; limpeza, lavagem e conservação do ar-condicionado; abastecer o compressor do ar-condicionado com gás fréon r-22, r-134a e r-410a; realizar trabalho em altura superior a 2 metros.
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Realizar inspeções periódicas em equipamentos de refrigeração; auxiliar na montagem de componentes de sistemas de refrigeração; realizar testes de funcionamento de sistemas de refrigeração; limpar e trocar filtros de sistemas de refrigeração; carregar e recarregar gás refrigerante; auxiliar na desmontagem e montagem de compressores, condensadores e evaporadores; registrar atividades realizadas; identificar melhorias e soluções para problemas recorrentes nos sistemas de refrigeração. Jornada de trabalho: 44 horas/semana.
Tendo como base os dados acima, responda as questões a seguir:
Após a análise do histórico clínico detalhado, do exame físico onde foi avaliada a dor e a mobilidade da articulação, a hipótese diagnóstica foi de Síndrome do Impacto do ombro. Leia as assertivas abaixo sobre o tema.
I. O tratamento conservador da Síndrome do Impacto no Ombro é amplamente utilizado na prática clínica, tendo a fisioterapia como abordagem terapêutica primordial.
II. Dor e sensibilidade na parte frontal e posterior do ombro com irradiação para a face medial do braço é um sintoma frequente desta síndrome.
III. A história clínica e o exame físico, para avaliação biomecânica do ombro é de grande importância para o diagnóstico.
IV. Não há evidências de que medidas preventivas em relação à correção de postura, mudança de estilo de vida e outras, contribuam com a melhora do quadro doloroso do trabalhador.
V. Exames de imagem ajudam no diagnóstico diferencial e para avaliar se há alguma calcificação na região subacromial.
Estão INCORRETAS as afirmativas:
A) I e II.
B) II e IV.
C) I, II e III.
D) I e IV.
A alternativa INCORRETA é a LETRA B.
Identifica corretamente como INCORRETAS as assertivas II (descrição do padrão doloroso para face medial) e IV (nega benefício de medidas preventivas). Na síndrome do impacto subacromial, a dor típica é anterolateral com irradiação para a face LATERAL do braço (não para a face medial), e há ampla evidência de benefício de medidas preventivo-terapêuticas (fisioterapia, correção postural, modificação de atividades, fortalecimento do manguito, educação ergonômica) na melhora da dor e função. As demais assertivas (I, III e V) estão corretas: abordagem conservadora com fisioterapia é padrão inicial; história e exame biomecânico são centrais; exames de imagem auxiliam no diferencial e na pesquisa de calcificações subacromiais.
Referências: Couto HA, Ergonomia 4.0, 2020; Lawry GV, Exame Musculoesquelético Sistematizado, 2012.
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Módulo: Leis e Normas Regulamentadoras
Disciplina: Normas Regulamentadoras (NR-07)
Assunto: NR-07
Identificação e histórico ocupacional: B.I.E., 55 anos, masculino, pardo, casado, exerce a função de auxiliar de mecânico de refrigeração em uma indústria alimentícia há quatro anos. Apresenta longo histórico laboral: trabalhou em atividades diversas (lavador de carros, carga/descarga, servente de pedreiro) e posteriormente atuou por aproximadamente 25 anos na construção civil, majoritariamente como pedreiro. Atualmente trabalha com manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado.
Queixa principal (QP): dor no ombro direito há cerca de quatro meses.
História da doença atual (HDA): trabalhador relata dor contínua em ombro direito, de início insidioso, com piora progressiva nos últimos meses. Refere exacerbação ao elevar o braço acima da cabeça e ao deitar-se sobre o lado acometido. Relata melhora parcial aos finais de semana. Não procurou assistência médica até o momento. Refere episódios ocasionais de edema local.
Antecedentes pessoais: nega cirurgias prévias, acidentes ou hipertensão arterial sistêmica. Refere Diabetes Mellitus, em tratamento regular.
Exame físico geral: bom estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico. Sinais vitais estáveis (PA 130x80 mmHg, FC 78 bpm, FR 17 ir.p.m, SpO2 99%). IMC 37 (obesidade grau II). Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações.
Exame ortopédico: à inspeção sem deformidades estruturais, porém discreto edema em ombro direito. Não havia atrofia muscular. À palpação, dor e aumento da temperatura local. Limitação dolorosa de amplitude de movimento. Apresentava dor intensa ao elevar e abaixar lentamente o braço acima da cabeça. Teste de elevação passiva do braço a 90° com rotação interna, reproduziu dor importante na região anterior do ombro direito.
Programa de Gerenciamento de Risco da empresa (PGR):
DESCRIÇÃO DO PROCESSO: Manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado; montar e desmontar aparelhos de ar-condicionado; limpeza, lavagem e conservação do ar-condicionado; abastecer o compressor do ar-condicionado com gás fréon r-22, r-134a e r-410a; realizar trabalho em altura superior a 2 metros.
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Realizar inspeções periódicas em equipamentos de refrigeração; auxiliar na montagem de componentes de sistemas de refrigeração; realizar testes de funcionamento de sistemas de refrigeração; limpar e trocar filtros de sistemas de refrigeração; carregar e recarregar gás refrigerante; auxiliar na desmontagem e montagem de compressores, condensadores e evaporadores; registrar atividades realizadas; identificar melhorias e soluções para problemas recorrentes nos sistemas de refrigeração. Jornada de trabalho: 44 horas/semana.
Após o estabelecimento do diagnóstico, assinale a alternativa CORRETA em relação a conduta do Médico do Trabalho.
A) Afastar o Trabalhador e encaminhar para tratamento fisioterápico.
B) Afastar o Trabalhador por 30 dias, encaminhar para tratamento fisioterápico e emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT).
C) Afastar o Trabalhador, acompanhar o tratamento fisioterápico, emitir a comunicação de acidente de trabalho (CAT) e notificar ao Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN).
D) Aguardar o retorno do trabalhador, após o atestado, para decidir se há nexo causal, e definir a emissão da CAT.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
Conduta ocupacional: na suspeita de agravo relacionado ao trabalho, o médico do trabalho deve afastar se necessário e acompanhar o tratamento, emitir a CAT imediatamente (independe de tempo de afastamento) e realizar a notificação ao SINAN para agravos relacionados ao trabalho (p.ex., DORT/lesões por esforço). Isso garante vigilância, direitos previdenciários e medidas de prevenção na empresa.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Normas Regulamentadoras (NR-07)
Assunto: NR-07
Identificação e histórico ocupacional: B.I.E., 55 anos, masculino, pardo, casado, exerce a função de auxiliar de mecânico de refrigeração em uma indústria alimentícia há quatro anos. Apresenta longo histórico laboral: trabalhou em atividades diversas (lavador de carros, carga/descarga, servente de pedreiro) e posteriormente atuou por aproximadamente 25 anos na construção civil, majoritariamente como pedreiro. Atualmente trabalha com manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado.
Queixa principal (QP): dor no ombro direito há cerca de quatro meses.
História da doença atual (HDA): trabalhador relata dor contínua em ombro direito, de início insidioso, com piora progressiva nos últimos meses. Refere exacerbação ao elevar o braço acima da cabeça e ao deitar-se sobre o lado acometido. Relata melhora parcial aos finais de semana. Não procurou assistência médica até o momento. Refere episódios ocasionais de edema local.
Antecedentes pessoais: nega cirurgias prévias, acidentes ou hipertensão arterial sistêmica. Refere Diabetes Mellitus, em tratamento regular.
Exame físico geral: bom estado geral, hidratado, afebril, acianótico, anictérico. Sinais vitais estáveis (PA 130x80 mmHg, FC 78 bpm, FR 17 ir.p.m, SpO2 99%). IMC 37 (obesidade grau II). Ausculta cardiopulmonar e exame abdominal sem alterações.
Exame ortopédico: à inspeção sem deformidades estruturais, porém discreto edema em ombro direito. Não havia atrofia muscular. À palpação, dor e aumento da temperatura local. Limitação dolorosa de amplitude de movimento. Apresentava dor intensa ao elevar e abaixar lentamente o braço acima da cabeça. Teste de elevação passiva do braço a 90° com rotação interna, reproduziu dor importante na região anterior do ombro direito.
Programa de Gerenciamento de Risco da empresa (PGR):
DESCRIÇÃO DO PROCESSO: Manutenção corretiva e preventiva em central de ar-condicionado; montar e desmontar aparelhos de ar-condicionado; limpeza, lavagem e conservação do ar-condicionado; abastecer o compressor do ar-condicionado com gás fréon r-22, r-134a e r-410a; realizar trabalho em altura superior a 2 metros.
DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: Realizar inspeções periódicas em equipamentos de refrigeração; auxiliar na montagem de componentes de sistemas de refrigeração; realizar testes de funcionamento de sistemas de refrigeração; limpar e trocar filtros de sistemas de refrigeração; carregar e recarregar gás refrigerante; auxiliar na desmontagem e montagem de compressores, condensadores e evaporadores; registrar atividades realizadas; identificar melhorias e soluções para problemas recorrentes nos sistemas de refrigeração. Jornada de trabalho: 44 horas/semana.
Tendo como base os dados acima, responda as questões a seguir: No intuito de desenvolver ações de prevenção ativa, conforme a Norma Regulamentadora 7 (NR 7), qual a medida deve ser priorizada, para evitar a progressão e recorrência do quadro?
A) Afastamento definitivo das atividades com incapacidade laboral permanente.
B) Readequação ergonômica das tarefas, proibindo elevação repetitiva dos braços acima da cabeça.
C) Inserir rotina de pausas compensatórias durante a jornada de trabalho e rodízio de atividades, limitando atividades críticas para a articulação do ombro.
D) Disponibilizar analgésicos no ambulatório da empresa para os empregados que apresentarem quadro doloroso.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
Medida de prioridade em prevenção ativa segundo princípios do PCMSO/NR-7 e ergonomia: intervenções organizacionais (pausas compensatórias e rodízio) reduzem a exposição cumulativa e permitem recuperação tecidual, evitando progressão/recorrência de tendinopatias do manguito. Reforça-se também a limitação de tarefas críticas como parte do plano de ação.
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O objetivo é enquadrar a síndrome do ombro doloroso no contexto ocupacional, enfatizando a importância de uma abordagem clínico-funcional que transcende a mera leitura de exames de imagem.
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O estabelecimento do diagnóstico correto da síndrome do ombro doloroso e sua possível correlação com atividades profissionais são importantes na prática da Medicina do Trabalho. Analise atentamente as afirmativas abaixo:
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativa A: CORRETA. As afirmativas I e II estão corretas e refletem achados epidemiológicos e clínicos relacionados à síndrome do ombro doloroso ocupacional. A afirmativa III está incorreta, pois exames complementares como a ultrassonografia devem ser interpretados junto com a avaliação clínica e funcional, não sendo suficientes isoladamente para decisões de afastamento laboral.
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Para o Médico do Trabalho, o diagnóstico preciso de condições do manguito rotador é fundamental. A tríade de testes de Neer, Hawkins-Kennedy e Jobe são ferramentas clínicas essenciais para avaliar impacto subacromial e a força do supraespinhal, frequentemente afetados em atividades ocupacionais com movimentos repetitivos acima da cabeça.

A dor na elevação ativa do ombro, especialmente em arcos dolorosos específicos, e a frequente exposição ao impacto subacromial em trabalhos que exigem elevação constante dos braços, reforçam a necessidade de uma avaliação detalhada utilizando esses testes.
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M.M.C., Masculino, 34 anos, comparece ao setor Médico para avaliação de retorno ao trabalho, após afastamento previdenciário. Foi submetido à cirurgia, em decorrência de ruptura de Tendão Supraespinhoso à direita. Ficou afastado de suas atividades laborais por 45 dias. Iniciou sessões de fisioterapia neste período.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as manobras necessárias neste atendimento clínico, que avaliam a condição do tendão supraespinhal?
A) Manobra de Neer, Jobe e Hawkins-Kennedy.
B) Teste de Patte e Gerber.
C) Teste de Finkelstein e Tinel.
D) Teste de Benedicten e Phalen.
E) Teste de Apley e Lanchman.
Alternativa A: CORRETA. O tendão supraespinhal está frequentemente relacionado às síndromes dolorosas do ombro e pode ser avaliado por testes específicos como Neer (impacto subacromial), Jobe (força do supraespinhal) e Hawkins-Kennedy (impacto). Esses testes auxiliam na avaliação funcional após ruptura ou cirurgia. Referências: Magee DJ, Orthopedic Physical Assessment; Hoppenfeld, Exame físico das articulações.
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Objetivo: Diferenciar a dor na articulação acromioclavicular (AC) do impacto subacromial, condições que podem ter apresentações clínicas semelhantes e são frequentemente exacerbadas por atividades ocupacionais.
Este teste é fundamental para orientar restrições de atividades que envolvam elevação frontal e abdução do ombro, ajudando a planejar um retorno seguro ao trabalho.

ANAMT - 2015 - O paciente coloca a mão sobre o ombro oposto e procura fletir o braço elevando ativamente o cotovelo, sem elevar o cíngulo escapular. Este teste, útil no exame de lesão acromioclavicular é conhecido como:
A) Teste do Impacto de Neer
B) Teste de Hawkins-Kennedy
C) Teste do Impacto de Yokum
D) Teste de Patte
Alternativa C: CORRETA. O teste descrito é o Impacto de Yokum, que avalia lesão da articulação acromioclavicular, provocando dor local ao elevar o cotovelo sobre o ombro oposto. É um teste específico para identificar sobrecarga ou lesão nesta articulação. Referências: Magee DJ, Orthopedic Physical Assessment, 7ª ed; Hoppenfeld, Exame físico das articulações.
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Objetivo: Lembrar o nexo típico da necrose do semilunar.

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Um trabalhador que opera equipamento vibratório que requer força sobre a palma da mão (martelete pneumático) procura o serviço de Medicina do Trabalho por apresentar episódios de dor nos punhos, localizada mais na região do osso semilunar do carpo. Nega ocorrência de trauma. Com esta descrição, o principal diagnóstico a ser investigado é:
Alternativa C: CORRETA. A Doença de Kienböck é caracterizada por necrose avascular do osso semilunar, geralmente relacionada a sobrecarga e microtraumas repetitivos, como ocorre em trabalhadores que utilizam ferramentas vibratórias. A localização da dor no semilunar sem trauma reforça este diagnóstico.
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Objetivo: Reforçar as medidas eficazes da NR-17 e evitar equívocos comuns na aplicação da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
A chave para uma AET eficaz reside na participação ativa do trabalhador na identificação dos riscos e na proposição de soluções ergonômicas, garantindo que as adaptações sejam práticas, aceitáveis e realmente contribuam para um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

A Análise Ergonômica do Trabalho (AET) serve para avaliar a adaptação das condições de trabalho, às características psicofisiológicas do trabalhador, visando a integridade física, analisando os fatores ergonômicos da atividade desenvolvida. Identifique abaixo a alternativa INCORRETA, em relação às medidas de melhoria ergonômica.
Alternativa E: INCORRETA. A alternância de tarefas é uma medida RECOMENDADA pela ergonomia para reduzir a sobrecarga muscular e a monotonia, promovendo variação postural e descanso relativo. Portanto, "evitar" essa prática é o que está incorreto na afirmação.
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Objetivo: Desmistificar e focar nos pilares de um plano terapêutico eficaz para LER/DORT, orientando o Médico do Trabalho na conduta sem equívocos.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Ortopédicas
Assunto: LER
A possibilidade de surgimento de Lesões por Esforços Repetitivos (LER) / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) tem sido uma preocupação prioritária nas organizações onde o trabalho manual é necessário. Identifique dentre as alternativas abaixo, a CORRETA em relação a situações mais críticas, e que causam sobrecarga biomecânica no trabalho.
A) Esforço dinâmico no trabalho.
B) Levantamento de peso que se encontra próximo ao corpo.
C) Realização de esforço muscular lento sob controle.
D) Realização de esforços simétricos, gerando danos a coluna vertebral.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
Crítico para sobrecarga biomecânica é o esforço muscular lento/estático sob controle, pois a contração mantida aumenta a pressão intramuscular, reduz o fluxo sanguíneo (isquemia), acumula metabólitos e acelera a fadiga, elevando o risco de LER/DORT; já o trabalho dinâmico com variação e pausas tende a ter menor carga estática, e segurar cargas próximas ao corpo reduz o braço de alavanca e o torque sobre a coluna. Esforços simétricos geralmente diminuem assimetrias e não são, por si, mais danosos que assimétricos.
Referências: Couto, H.A., Ergonomia 4.0 – Dos Conceitos Básicos à 4ª Revolução Industrial; Lawry, G.V., Exame Musculoesquelético Sistemático, Artmed.
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O plano terapêutico de um quadro osteomuscular relacionado ao trabalho pode envolver, EXCETO:
Alternativa C: CORRETA. A redução permanente da amplitude de movimentos dos membros superiores não faz parte do plano terapêutico, sendo prejudicial à reabilitação. O objetivo é restaurar a função e a mobilidade, não limitá-las.
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Objetivo: Dar contexto de prevalência e incapacidade para reforçar a prevenção.
A dor musculoesquelética crônica é definida como dor persistente por mais de 3 meses. A lombalgia e a cervicalgia estão entre as condições mais incapacitantes, afetando milhões globalmente e gerando altos custos sociais e econômicos.
Identificar e tratar sintomas agudos para evitar a cronificação da dor, utilizando um plano terapêutico adequado.
Implementar ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho e educar sobre posturas corretas e pausas ativas.
Capacitar o trabalhador com ferramentas para gerenciar a dor, incluindo exercícios e técnicas de relaxamento.
Desenvolver um plano de retorno ao trabalho gradual e adaptado às capacidades do indivíduo.

Para um diagnóstico preciso de distúrbios osteomusculares ocupacionais, o Médico do Trabalho deve dominar a execução e interpretação dos principais testes semiológicos. A seguir, um resumo dos testes abordados:
A correta aplicação e interpretação desses testes são cruciais para um diagnóstico diferencial preciso e o encaminhamento terapêutico adequado.
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Os Distúrbios Osteomusculares representam uma das principais causas de morbidade entre os trabalhadores. O correto diagnóstico deve considerar manobras semiológicas para avaliação clínica. Assinale a INCORRETA:
Alternativa C: INCORRETA. A descrição do Teste de Mill está incorreta. Ele é realizado com o cotovelo em extensão, não em flexão, para avaliar a epicondilite lateral (cotovelo de tenista). A descrição errada do teste faz com que esta seja a alternativa incorreta a ser assinalada.
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Objetivo: Reconhecer o quadro clínico e a conduta inicial frente a essa lesão ocupacional, comum em trabalhadores que realizam movimentos repetitivos de elevação ou força.

Ao longo desta apostila, você mergulhou nas nuances das doenças ortopédicas ocupacionais, adquirindo as ferramentas essenciais para um diagnóstico preciso e uma gestão eficaz – conhecimentos cruciais para a prova da ANAMT. Desde a lombalgia ocupacional até as síndromes de compressão nervosa e lesões do manguito rotador, cada seção foi estrategicamente elaborada para aprofundar seu conhecimento e capacidade de responder às questões do exame.
A compreensão aprofundada dos testes semiológicos e a interpretação de quadros clínicos específicos, tal como apresentados em formato de questões do exame, são pilares para a sua aprovação. Este material serve como um guia prático para enfrentar os desafios da saúde ocupacional, garantindo que você aborde as perguntas de ortopedia da ANAMT com confiança e expertise.
Utilize os conhecimentos e testes semiológicos apresentados para resolver as questões da ANAMT com assertividade e precisão, otimizando sua performance no exame.
Mantenha-se focado na aplicação dos conceitos para o exame, revisando as diretrizes e os casos clínicos que frequentemente aparecem nas provas anteriores da ANAMT.
Sua expertise, construída com este material, é fundamental para abordar as questões de ortopedia da ANAMT com total segurança e garantir sua aprovação.
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Uma visão abrangente das principais pneumoconioses, como silicose e asbestose, e de outras afecções respiratórias diretamente relacionadas ao ambiente de trabalho. Esta seção aprofundará no estudo dos agentes etiológicos mais comuns, incluindo poeiras minerais (sílica, amianto), poeiras orgânicas (algodão, grãos), gases e vapores irritantes, e sensibilizantes químicos. Abordaremos a fisiopatologia dessas condições, explicando como a exposição a esses agentes provoca alterações inflamatórias e fibróticas no pulmão, comprometendo sua função. Além disso, detalharemos os métodos de diagnóstico, que incluem uma anamnese ocupacional detalhada, exames de imagem (radiografia de tórax, tomografia computadorizada de alta resolução) e provas de função pulmonar, essenciais para a identificação precoce e manejo adequado.
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A asma ocupacional representa um desafio significativo na medicina do trabalho, sendo uma doença respiratória comum induzida ou agravada por agentes presentes no ambiente laboral. Caracteriza-se por limitação variável do fluxo aéreo e hiperresponsividade brônquica, diretamente relacionadas à exposição a sensibilizantes ou irritantes no local de trabalho. O reconhecimento precoce e a identificação dos fatores desencadeantes são cruciais para a prevenção de danos pulmonares permanentes e para a gestão eficaz da saúde do trabalhador.
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A Asma Ocupacional (AO) e a Asma Exacerbada no Trabalho (AET) são condições respiratórias de grande relevância na medicina do trabalho. Enquanto a AO é a asma causada ou induzida diretamente por fatores do ambiente de trabalho, a AET refere-se à piora de uma asma pré-existente devido à exposição a irritantes ou alérgenos no local de trabalho. Ambas exigem um diagnóstico preciso e uma gestão eficaz, fundamentadas na compreensão da correlação temporal entre os sintomas e o ambiente laboral, como destacado nas discussões anteriores sobre hipersensibilidade e diagnóstico de ART.
O monitoramento com o Peak Expiratory Flow (PEF), ou Pico de Fluxo Expiratório, desempenha um papel crucial no diagnóstico e acompanhamento dessas condições. Este exame simples, realizado pelo próprio paciente, permite medir a velocidade máxima do ar exalado dos pulmões. A avaliação seriada do PEF, com medições realizadas tanto no ambiente de trabalho quanto fora dele (por exemplo, em dias de folga), é fundamental para demonstrar a variabilidade do fluxo aéreo e estabelecer a ligação entre a exposição ocupacional e a alteração da função pulmonar. Uma queda significativa no PEF durante os períodos de trabalho e melhora fora dele sugere fortemente a influência ocupacional.
A monitorização seriada do PEF (2-4 vezes ao dia, por 2-4 semanas, dentro e fora do trabalho) é uma ferramenta essencial para identificar a variabilidade diurna e a deterioração da função pulmonar relacionada à jornada de trabalho, auxiliando no diagnóstico diferencial entre AO e AET.
A AET, embora não seja uma asma induzida pelo trabalho, representa um agravamento significativo de uma condição preexistente. Fatores como irritantes, temperaturas extremas, exercícios físicos intensos ou mesmo estresse ocupacional podem desencadear crises em indivíduos asmáticos, exigindo adaptações no ambiente de trabalho e plano de manejo individualizado.
Embora o PEF seja valioso, a espirometria (com e sem broncodilatador) e o teste de broncoprovocação (com metacolina ou agente específico) continuam sendo exames complementares de referência para confirmar a hiper-responsividade brônquica e a reversibilidade da obstrução, elementos chave para o diagnóstico definitivo.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Asma
Assunto: Asma Ocupacional
Os distúrbios ocupacionais por hipersensibilidade imune dependem do hospedeiro, da duração, do grau e do tipo de sensibilização e do antígeno. Agentes que induzem distúrbios de hipersensibilidade imune relacionados ao trabalho podem ser de origem animal, vegetal ou química. O manejo destas doenças deve incluir tanto o diagnóstico da hipersensibilidade, quanto o estabelecimento de uma relação entre estas e o ambiente de trabalho. Assinale a alternativa CORRETA em relação às reações anafiláticas ou de hipersensibilidade imediata tipo I:
A) São reações iniciadas pela interação do antígeno com anticorpos IgE específicos.
B) Não apresentam liberação subsequente de mediadores inflamatórios.
C) A rinite e a asma alérgicas observadas em padeiros e tratadores de animais, não estão incluídas nas Reações do Tipo I.
D) A terapia anti-inflamatória direcionada para a resposta de fase tardia, não traz resposta satisfatória nos quadros de rinite e asma alérgicas.
A alternativa CORRETA é a LETRA A.
A Hipersensibilidade Tipo I é mediada por IgE ligado a mastócitos/basófilos; a reexposição ao antígeno provoca degranulação imediata (histamina, triptase, prostaglandinas, leucotrienos) e, horas depois, fase tardia com infiltração eosinofílica e citocinas. Exemplos ocupacionais clássicos incluem rinite e asma alérgicas em padeiros (farinhas/enzimas) e tratadores de animais (epitélios/urina/soros), enquadradas como reações Tipo I. Corticoides inalados/sistêmicos e anti-inflamatórios modulam a fase tardia e melhoram sintomas.
Referências: Ladou & Harrison. CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental; Torloni M.; Vieira A.V. (citados na bibliografia do item).
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Asma
Assunto: Asma Ocupacional
No diagnóstico da Asma relacionada ao trabalho (ART), vários aspectos clínicos são importantes tais como, o histórico ocupacional, a característica e periodicidade dos sintomas, uso de medicamentos dentre outros. Neste contexto, alguns exames são essenciais para o diagnóstico de asma e podem ser úteis para auxiliar na comprovação do efeito do trabalho na função pulmonar. Identifique abaixo a alternativa CORRETA em relação ao tema:
A) Resultados de espirometria dentro da normalidade em trabalhadores afastados da exposição são suficientes para excluir o diagnóstico.
B) Se todos os exames complementares possíveis para avaliação desta condição respiratória forem normais para os trabalhadores sintomáticos e expostos ao ambiente ou agente causador suspeito, haverá praticamente a exclusão do diagnóstico de ART, devendo-se investigar o uso sazonal de produtos em ambientes de trabalho.
C) Os testes imunológicos podem ser utilizados como exame complementar para a avaliação e decisão de aptidão do trabalhador no exame pré-admissional.
D) O teste de bronco provocação específica não tem resultados satisfatórios para a investigação da Asma Ocupacional (AO).
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
O diagnóstico de ART exige correlação temporal entre sintomas e trabalho e demonstração de variabilidade do fluxo aéreo/hiper-responsividade brônquica (espirometria com reversibilidade, variabilidade seriada do PFE/VEF1 no trabalho vs. fora, teste de metacolina, e quando disponível broncoprovocação específica). Se, durante exposição ou logo após, todos os exames objetivos forem normais em trabalhador sintomático, a probabilidade de ART torna-se muito baixa, devendo-se buscar outros desencadeantes (p. ex., uso sazonal de agentes no ambiente).
Referências: SANTOS, U.P., Pneumologia Ocupacional, Atheneu, 2013; diretrizes ERS/ATS para asma ocupacional; material ANAMT “Alergia e Asma Ocupacionais”.
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Para entender a ART, vamos abordar seus tipos, fisiopatologia e os métodos diagnósticos cruciais.
Obstrução brônquica reversível, hiper-reatividade e inflamação das vias aéreas ligadas à exposição no trabalho.
Sensibilização a alérgenos (HPM). Reexposição ativa IgE, mastócitos e citocinas (IL-4/5/13), levando a broncoconstrição e hiper-reatividade.
Resposta inespecífica a altas doses de irritantes no ambiente de trabalho, sem envolvimento de IgE.
Asma preexistente que piora no trabalho (por demandas físicas, irritantes, frio ou esforço) e melhora fora dele.
Método principal para nexo causal. Medidas múltiplas diárias (acordar, durante turno, fim do turno, noite) por ≥2-3 semanas, comparando dias de trabalho vs. folga. Queda sistemática nos dias trabalhados indica AO.
Padrão obstrutivo (VEF1/CVF reduzido) com reversibilidade pós-broncodilatador. Confirma a obstrução das vias aéreas.
Padrão-ouro para confirmar AO imunológica (em centros de referência). Critérios de sensibilidade e especificidade são cruciais para um resultado preciso.
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ANAMT 2023 - A Asma Ocupacional é considerada a principal doença respiratória relacionada ao trabalho, de alta prevalência e potencial incapacitante.
Observe as afirmativas abaixo:
I. Na Asma Ocupacional, não se identifica a hiper-reatividade brônquica, a inflamação das vias aéreas e a obstrução do fluxo aéreo.
II. Na Asma Exacerbada pelo Trabalho, existe um quadro prévio que não foi identificado antes do início de suas atividades laborais.
III. A alteração típica da espirometria nos casos de Asma é o padrão obstrutivo de grau variável.
Identifique as afirmativas CORRETAS e assinale a alternativa correspondente:
Alternativa C: C: CORRETA. As afirmativas II e III são verdadeiras. A Asma Exacerbada pelo Trabalho é um agravamento de asma preexistente, e o padrão espirométrico é classicamente obstrutivo.
A afirmativa I está incorreta, pois na Asma Ocupacional há sim hiper-reatividade brônquica, inflamação das vias aéreas e obstrução do fluxo aéreo.
Referência: ROMANO, C.A.; NUNES, M. Asma Ocupacional. In: Mendes, R. Patologia do Trabalho. 4ª ed.
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ANAMT 2023 - Um trabalhador de uma Indústria Química apresentou queixas de dispneia, que piora no ambiente de trabalho e melhora nos finais de semana e feriados. Estes sintomas foram antecedidos de rinite ocupacional. Após investigação pelo Médico do Trabalho, o Trabalhador foi diagnosticado como portador de Asma Ocupacional (AO).
Identifique nas alternativas abaixo, a INCORRETA em relação à fisiopatologia da AO.
Alternativa D: INCORRETA. A afirmativa "Não ocorre geração de citocinas" é fisiopatologicamente INCORRETA. Na Asma Ocupacional, ocorre a liberação de citocinas pró-inflamatórias, como IL-4, IL-5 e IL-13, que são cruciais para a cascata alérgica e o recrutamento de eosinófilos. A ausência de geração de citocinas comprometeria a resposta imune típica da AO.
Referência: Ministério da Saúde – Doenças Respiratórias Relacionadas ao Trabalho; Manual de Condutas em Doenças Ocupacionais Respiratórias.
Outras Alternativas
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ANAMT 2024 - A Asma Relacionada ao Trabalho (ART) se caracteriza por obstrução reversível do fluxo aéreo, hiperreatividade brônquica e inflamação das vias aéreas, podendo ser mediada por reação imunológica ou não imunológica, e decorre de condições atribuíveis a um determinado fator etiológico em ambiente de trabalho. Em relação a métodos de diagnósticos para ART, cita-se medida seriada do Peakflow. Analise as alternativas abaixo e identifique a CORRETA.
Alternativa A: CORRETA. A medida seriada do pico de fluxo expiratório (Peakflow) é fundamental para avaliar as variações do fluxo aéreo ao longo da jornada de trabalho e nos períodos de afastamento. Essa comparação permite estabelecer a relação entre a exposição ocupacional e os sintomas de asma, sendo um método diagnóstico essencial para a Asma Relacionada ao Trabalho (ART).
Referência: Domingos Neto et al., Asma e Trabalho.
Outras Alternativas
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Visa fixar os mecanismos, a importância da fração respirável, a distinção entre grupos fibrogênicos e orgânicos, e a tríade diagnóstica essencial para a compreensão das pneumoconioses, temas frequentemente abordados em provas da ANAMT.
Doença pulmonar causada pela inalação crônica de poeiras minerais, resultando em depósito alveolar e subsequente fibrose.
Partículas com menos de 5 µm de diâmetro alcançam os bronquíolos terminais e alvéolos, sendo a principal causa das pneumoconioses.
Na silicose, a radiologia frequentemente precede os sintomas (uma pegadinha comum em exames).
Inalação → macrófagos alveolares → liberação de mediadores inflamatórios → deposição de colágeno e fibrose.
Takeaway Essencial: Dominar a importância da fração respirável (< 5 µm), a tríade diagnóstica e a classificação entre agentes fibrogênicos e orgânicos é fundamental para eliminar as pegadinhas mais comuns sobre pneumoconioses.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Pulmonares Ocupacionais
Assunto: Pneumoconioses
ID: A.W.S, 50 anos, masculino, pardo, casado, natural de Goiás, mora e trabalha na periferia de Goiânia. Ensino médio incompleto, pedreiro, católico não praticante.
QP: palpitações e cansaço há um mês.
HDA: trabalhador relata que há aproximadamente um mês vem apresentando episódios esporádicos de palpitações e cansaço, não relacionados a esforço físico intenso. Refere que há quatro dias os sintomas se intensificaram com fadiga acentuada, piorando após a ingestão irrestrita de bebidas alcoólicas, durante reunião familiar no dia anterior à consulta. Referiu ainda lombalgia recorrente, o que o faz utilizar antiinflamatórios não esteroidais de forma indiscriminada, sem prescrição médica. Apresenta tosse produtiva matinal frequente, associada à secreção mucosa, e não refere febre. Já apresentou cansaço em outras ocasiões, sem melhora significativa, mesmo em repouso. Trabalha com o uso frequente de britadeira, manipulando cimento, exposto a ruído intenso e a radiação solar direta. Em seu histórico constava que, no último exame médico periódico, foi orientado a atualizar a vacinação e recebeu orientações gerais de saúde, inclusive de retorno caso necessário, pois na ocasião havia mencionado fadiga. Como houve melhora temporária, não seguiu as recomendações médicas e, não retornou para reavaliação.
História Patológica Pregressa: refere varicela e sarampo na infância. Nega patologias respiratórias prévias. Nega hepatite, diabetes, alergias, cirurgias ou transfusões sanguíneas. É portador de hipertensão arterial sistêmica há cerca de 10 anos, em tratamento com Captopril 25 mg, 3 vezes ao dia. Histórico familiar: Desconhece.
Hábitos de vida: Etilista de uma lata de cerveja diariamente. Tabagista de 01 maço/dia a 30 anos. Mora em casa com boas instalações sanitárias, com esposa e quatro filhos. Refere alimentar-se à base de carboidratos, e com pouca carne devido à precária condição financeira.
Exame físico: Regular estado geral, sem alterações neurológicas focais, hipocorado +++/4+, desidratado +/4+, afebril, acianótico, anictérico, enchimento capilar normal. Escala de Glasgow = 15, Sat %O2 = 99%. PA = 130 X 90 mmHg. FC = 88 bpm. FR = 20 irpm Tax = 36,2ºC. Orofaringe sem alterações. Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares Universais presentes, presença de roncos esparsos em bases pulmonares. Ap. cardiovascular: RCR em 2t, sopro sistólico, intensidade 3+/6+ de Levine, pancardíaco. Abdome flácido, doloroso a palpação profunda em região epigástrica, sem irritação peritoneal. Sem visceromegalias ou massas palpáveis. Peristalse presente e fisiológica. Membros inferiores com edema 1+/4+ perimaleolar, pulsos periféricos palpáveis; panturrilhas sem sinais de empastamento
H. Ocupacional: Pedreiro e auxiliar de pedreiro desde os 14 anos até os dias atuais, alternando trabalhos informais com carteira assinada.
Tendo como base o caso clínico apresentado acima, responda as questões a seguir.
Após o Médico do trabalho ter conversado com o trabalhador sobre suas queixas, solicitou exames complementares e o afastou de suas atividades para investigação. Na reavaliação, o trabalhador trouxe os exames solicitados e, dispostos nas imagens acima. Tendo como base o caso clínico apresentado e os exames complementares, leia as assertivas abaixo:
I – O resultado encontrado no Hemograma é de uma anemia microcítica e hipocrômica. Isso permite ao Médico do Trabalho concluir que o paciente encontra-se com Anemia Ferropriva.
II – A espirometria apresenta um distúrbio ventilatório restritivo, contribuindo para fortalecer a hipótese de Pneumoconiose.
III – A radiografia de tórax apresenta um padrão normal, porém, isoladamente não afasta a possibilidade de Pneumoconiose.
IV – O Ecocardiograma mostra fração de ejeção baixa, concluindo-se que o paciente apresenta Insuficiência Cardíaca Congestiva, sendo essa a causa do cansaço apresentado na queixa principal.
V - A interpretação correta dos exames complementares apresentados juntamente com a anamnese e exame físico do empregado permite ao Médico do Trabalho concluir que estamos diante de um quadro de anemia sem relação de nexo causal com o trabalho.
Marque a alternativa que contem itens CORRETOS:
A) I e II.
B) I e IV.
C) III e V.
D) IV e V.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
Os itens corretos são III e V.
(III) Radiografia de tórax normal não exclui pneumoconiose, pois a doença pode estar ausente radiologicamente em fases iniciais ou apresentar alterações sutis; a avaliação requer conjunto clínico-ocupacional e, se indicado, tomografia de alta resolução.
(V) Integração de anamnese (dieta pobre, AINEs, etilismo), exame físico (palidez, sopro, edema discreto) e exames laboratoriais compatíveis com anemia microcítica/hipocrômica sustentam anemia provavelmente ferropriva sem nexo ocupacional direto com a atividade de pedreiro.
Referências: Mendes R. Patologia do Trabalho. 4ª ed.; Torloni M, Vieira AV. Manual de Proteção Respiratória, 2019; Diretrizes SBPT sobre espirometria (2019); Goldman L, Ausiello D. Cecil Medicina Interna, 26ª ed.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Pulmonares Ocupacionais
Assunto: Pneumoconioses
O sistema respiratório é um sítio importante de lesão oriunda das exposições ocupacionais. Materiais potencialmente tóxicos presentes no ambiente ocupacional representam um risco para as vias respiratórias e parênquima pulmonar. Analise as afirmativas abaixo.
I. A doença crônica do berílio é um distúrbio inflamatório granulomatoso que é muito semelhante à sarcoidose, com diversos graus de fibrose intersticial.
II. A inalação de concentrações relativamente altas de fumos de cádmio, cromo ou níquel ou de fumo de mercúrio pode causar Pneumonite Tóxica.
III. A mácula do carvão da Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão aparece e se desenvolve quando a doença se encontra na fase fibrótica progressiva ou complicada.
IV. Os sinais e sintomas persistentes da Rinite, após uma única exposição de alto nível à substância irritante, têm sido chamados de Síndrome de Disfunção Reativa das vias respiratórias superiores.
V. A diferenciação entre os processos restritivo e obstrutivo geralmente requer a avaliação de volumes pulmonares estáticos. Razão entre volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital (relação VEF1/CV) é importante para o diagnóstico de um distúrbio restritivo.
Estão INCORRETAS as afirmativas:
A) II e V.
B) III e V.
C) II e IV.
D) I e V.
LETRA B.
Referências: Santos, U.P. Pneumologia Ocupacional (Atheneu, 2013); Torloni, M.; Vieira, A.V. Manual de Proteção Respiratória (2ª ed., 2019); diretrizes ATS/ERS de espirometria (suporte para VEF1/CV e TLC).
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Um trabalhador apresentou quadro pulmonar com tosse seca e dispneia, evoluindo com sibilos. Laborou por mais de 20 anos em jateamento de areia, sendo diagnosticado com Pneumoconiose após investigação completa. Identifique a alternativa INCORRETA em relação ao mecanismo fisiopatológico da Pneumoconiose:
Alternativa A: INCORRETA. A fração respirável de poeiras associadas a pneumoconioses é composta por partículas com diâmetro aerodinâmico geralmente inferior a 5 µm (e não 50 µm). Somente partículas muito finas atingem os alvéolos pulmonares profundos e provocam o quadro característico. Referência: Fundacentro; Doenças Respiratórias Relacionadas ao Trabalho – Ministério da Saúde.
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São consideradas doenças pulmonares fibrogênicas:
Alternativa B: CORRETA. Beriliose, pneumoconiose do trabalhador do carvão, silicose e talcose são doenças pulmonares fibrogênicas, ou seja, que provocam fibrose pulmonar como consequência da inflamação crônica por exposição a poeiras minerais. Estas são as pneumoconioses causadas por poeiras inorgânicas fibrogênicas. A Bissinose e doenças por poeiras orgânicas (como bagaçose e pulmão do fazendeiro) não são fibrogênicas.
Referência: ROMANO, C.A.; NUNES, M. In: Mendes, R. Patologia do Trabalho. 4ª ed.
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Para dominar o que mais cai em provas: as formas de sílica, os desfechos clínicos associados e os achados diagnósticos chave.
As principais são quartzo, cristobalita e tridimita.
Silicose, tuberculose (risco ), DPOC/bronquite, doenças autoimunes e câncer de pulmão.
Aumenta significativamente com > 7,5% de quartzo na fração respirável.
Opacidades nodulares, predominando em regiões superiores/posteriores, podendo evoluir para FMP (Fibrose Maciça Progressiva).
Quantifica a incapacidade funcional, mas não fecha o diagnóstico isoladamente.
Em formas típicas, os sintomas costumam surgir depois dos achados radiológicos.
Takeaway Essencial: Guarde a trinca (quartzo/cristobalita/tridimita), o percentual de >7,5% de quartzo e o fato de que a radiografia precede os sintomas. Essa combinação é seu gabarito!
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A sílica é amplamente utilizada em diversos setores industriais como mineração, cerâmica, metalurgia e construção civil. Avalie as afirmações abaixo sobre a exposição à sílica e seus impactos na saúde:
Assinale a alternativa correta:
Alternativa C: CORRETA. As afirmativas I, II e IV são precisas conforme a literatura técnica. I) A exposição à sílica causa diversos agravos respiratórios e sistêmicos. II) Quartzo, cristobalita e tridimita são as principais formas naturais de sílica livre. IV) Nódulos silicóticos clássicos estão relacionados a poeiras respiráveis com mais de 7,5% de quartzo. A afirmativa III está INCORRETA, pois a doença não depende *unicamente* do tamanho da partícula; outros fatores como concentração e tempo de exposição também são cruciais.
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A exposição a poeiras de sílica pode resultar em uma forma de fibrose intersticial pulmonar conhecida como Silicose. Com relação a esta doença, é CORRETO afirmar:
Alternativa C: CORRETA. Existe forte associação entre silicose e tuberculose pulmonar, com risco aumentado em até 30 vezes. A sílica compromete a função dos macrófagos alveolares, facilitando a instalação e multiplicação do Mycobacterium tuberculosis. Por isso, a TB é muito mais prevalente entre silicóticos. Referências: Ministério da Saúde, WHO/ILO 2020.
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Vamos fixar o espectro de doenças relacionadas ao asbesto (envolvendo parênquima, pleura e câncer), as armadilhas comuns em exames e as ocupações de risco.
Principalmente serpentinas (crisotila) e anfibólios (ex.: crocidolita), cada um com diferentes riscos.
Início assintomático é comum, com longa latência entre a exposição e o desenvolvimento da doença.
Uma tomografia computadorizada pode revelar sinais importantes como placas pleurais, indicando exposição prévia ao asbesto.
Takeaway Essencial: Ao pensar em asbesto, lembre-se do tripé pulmão + pleura + câncer. Se o termo mesotelioma surgir, considere sempre pleura, peritônio e pericárdio como locais de manifestação.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Pulmonares Ocupacionais
Assunto: Asbestose
A Asbestose se refere a uma fibrose pulmonar intersticial difusa causada pela inalação de fibras de asbesto. Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao tema:
A) Ocorre uma resposta inflamatória peribronquiolar envolvendo a proliferação e a estimulação de fibroblastos, que eventualmente poderá levar à fibrose.
B) Existe relação dose-efeito entre a exposição ocupacional ao asbesto e indicadores clínicos, funcionais e radiológicos da doença.
C) Achado radiográfico de espessamento pleural bilateral, não ocorre normalmente nos casos de Asbestose.
D) Estudos de imagem considerados úteis na avaliação de pacientes expostos ao asbesto são a radiografia de tórax e a TCAR (Tomografia Computadorizada do Aparelho Respiratório).
A alternativa INCORRETA é a LETRA C.
Em expostos ao asbesto são frequentes alterações pleurais (placas/espessamento pleural, muitas vezes bilaterais) e também alterações intersticiais na asbestose; portanto, dizer que o “espessamento pleural bilateral não ocorre normalmente” é falso. Há ainda relação dose–efeito entre exposição e gravidade clínica/funcional/radiológica, e a radiografia de tórax e a TCAR (tomografia de alta resolução) são métodos úteis para avaliação de doença pleuro-parênquimatosa por asbesto.
Referências: Ladou & Harrison, CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental; Buschinelli J.T.P., Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020.
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O Amianto ou Asbesto é uma fibra mineral natural sedosa que, por suas propriedades físico-químicas (alta resistência mecânica e às altas temperaturas, incombustibilidade, boa qualidade isolante, durabilidade, flexibilidade, indestrutibilidade, resistente ao ataque de ácidos, álcalis e bactérias, facilidade de ser tecida), abundância na natureza e, principalmente, baixo custo tem sido largamente utilizado na indústria. É extraído fundamentalmente de rochas compostas de silicatos hidratados de magnésio, onde apenas de 5 a 10% se encontram em sua forma fibrosa de interesse comercial. Leia atentamente as afirmações abaixo:
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativa E: CORRETA. Todas as afirmativas estão corretas.
I) O asbesto está relacionado à asbestose e diversos tipos de câncer. A exposição ao amianto é um fator de risco bem estabelecido para diversas doenças, incluindo a asbestose e neoplasias como o câncer de pulmão e da pleura (mesotelioma).
II) O início da asbestose pode ser silencioso, com ausência de sintomas.
III) As alterações pleurais relacionadas ao asbesto são bem descritas na literatura.
IV) O mesotelioma pode afetar pleura, peritônio e pericárdio, sendo um câncer agressivo com forte associação ao asbesto.
Referência: Fundacentro; Doenças Respiratórias Relacionadas ao Trabalho – Ministério da Saúde.
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Para dominar o que mais cai em provas: as formas de sílica, os desfechos clínicos associados e os achados diagnósticos chave.
Principalmente em mineração de carvão betuminoso, incluindo perfuração, transporte e beneficiamento.
Depósito de poeira de carvão (com ou sem sílica) nos alvéolos, ativando macrófagos e desencadeando inflamação crônica e fibrose.
Geralmente assintomático no início, evoluindo para tosse, dispneia e piora com o tempo de exposição. O tabagismo potencializa a bronquite crônica.
Podem revelar padrão obstrutivo ou misto. São úteis para quantificar a incapacidade funcional, mas não são diagnósticas isoladamente.
Controle rigoroso da poeira respirável, afastamento ou realocação em caso de agravamento, cessação do tabagismo e acompanhamento médico periódico.
Takeaway Essencial: A Antracose é ligada à exposição ao carvão, com nódulos em ápices que podem evoluir para FMP. A espirometria quantifica a incapacidade, e o tabagismo agrava o quadro.
Imagem ilustrativa de radiografia de tórax, mostrando opacidades típicas da Antracose Simples e a evolução para Fibrose Maciça Progressiva (FMP).
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O carvão brasileiro betuminoso é rico em enxofre e destinado ao uso em termelétricas. Em relação à Antracose, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativa A: CORRETA. O diagnóstico da antracose é estabelecido pela história clínica de exposição a poeiras de carvão e por achados radiográficos característicos no RX de tórax. A presença de linfonodos calcificados "em casca de ovo" é um achado sugestivo, embora não exclusivo da antracose, sendo mais frequentemente associado à silicose. No entanto, é uma característica de calcificação em pneumoconioses que pode ser observada. Referência: Fundacentro; Doenças Respiratórias Relacionadas ao Trabalho – Ministério da Saúde.
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A PH envolve uma resposta imune tipo III e IV a alérgenos inalados, levando à alveolite linfocítica e pneumonite granulomatosa.
A chave é interromper a exposição precocemente para melhora. Corticosteroides podem acelerar a recuperação, mas não substituem o afastamento do antígeno.
Takeaway Essencial: Identifique o antígeno e interrompa a exposição cedo. Na TCAR, procure por vidro fosco, nódulos centrilobulares e air-trapping. A forma crônica eleva o risco de fibrose.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: MedWork – Doenças Otorrinolaringológicas
Assunto: Fisiopatologia
Empregados expostos a níveis de pressão sonora elevados devem ser submetidos a exames audiométricos de referência e sequenciais de acordo com o anexo II da Norma Regulamentadora 7. Em relação ao tema, analise as afirmativas abaixo:
I. Quando há alteração detectada no teste pela via aérea, não é necessária a realização por via óssea, nas frequências de 500, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 Hz, pois já se considera como Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
II. Na demissão pode ser aceito exame audiométrico realizado até 120 (cento e vinte) dias antes da data de finalização do contrato de trabalho.
III. O exame audiométrico sequencial que venha a demonstrar desencadeamento ou agravamento de PAINPSE passará a ser, a partir de então, o exame audiométrico de referência.
IV. São considerados sugestivos de agravamento da PAINPSE os casos já confirmados em exame audiométrico de referência e nos quais a comparação de exame audiométrico sequencial com o de referência mostra piora em uma frequência isolada iguala ou ultrapassa 15 (quinze) dB (NA).
V. São considerados dentro dos limites aceitáveis, de acordo com o anexo II, os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos maiores ou iguais a 25 (vinte e cinco) dB (NA) em todas as frequências examinadas.
Está INCORRETO o que se afirma em:
LETRA C
As assertivas I e V estão INCORRETAS.
Referência: NR-7, Portaria nº 3.214/1978, Anexo II – Controle Médico Ocupacional da Exposição a Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
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A pneumonite por hipersensibilidade é uma manifestação clínica característica de um grupo de doenças pulmonares, resultantes da sensibilização por exposição recorrente à inalação de partículas antigênicas derivada de material orgânico e de algumas substâncias químicas sintéticas. Assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativa A: INCORRETA. Os solventes das tintas não estão associados à pneumonite por hipersensibilidade, mas sim à toxicidade química pulmonar ou à síndrome tóxica do pó orgânico. A pneumonite por hipersensibilidade está ligada à exposição repetida a material orgânico, como mofo, fezes de aves, feno, etc.
Referência: ROMANO, C.A.; NUNES, M. In: Mendes, R. Patologia do Trabalho. 4ª ed.
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ANAMT 2023 - A Pneumonite por Hipersensibilidade (PH) é um distúrbio do trato respiratório baixo, relacionado a uma reação imunológica a alérgenos específicos de material orgânico como mofo e proteínas animais. Avalie as afirmações abaixo:
Estão CORRETAS as alternativas:
Alternativa D: CORRETA. Todas as afirmativas (I a IV) estão corretas, refletindo aspectos clínicos, etiológicos e ambientais cruciais da Pneumonite por Hipersensibilidade.
I - Os alérgenos específicos da reação imunológica são termofílicos, Actinomycetes e Aspergillus spp.
Correta. A PH é desencadeada por alérgenos inalados, sendo os Actinomycetes termofílicos (em feno mofado, bagaço, umidificadores contaminados) e Aspergillus spp. (associados a mofo) agentes etiológicos comuns. Actinomycetes termofílicos prosperam em ambientes quentes e úmidos, como sistemas de ventilação.
II - A principal característica é de uma Pneumonia Intersticial Linfocítica.
Correta. A PH envolve uma reação imunológica complexa nos pulmões, caracterizada por inflamação predominantemente linfocítica no interstício pulmonar. Observa-se infiltração de linfócitos, plasmócitos e macrófagos, frequentemente com formação de granulomas não caseosos e bronquiolite. Esta inflamação crônica pode levar à fibrose se a exposição persistir.
III - Contaminação dos sistemas de ar condicionado, umidificadores domésticos e banheiras de hidromassagem podem resultar em PH.
Correta. Sistemas de ar condicionado e umidificadores mal mantidos, e banheiras de hidromassagem não limpas adequadamente, podem ser reservatórios para fungos, bactérias (incluindo Actinomycetes termofílicos e Mycobacterium avium complex - MAC), que são causas conhecidas de PH.
IV - O afastamento da exposição resulta em melhora clínica.
Correta. A cessação da exposição ao agente causador é o pilar do tratamento e fundamental para a resolução da PH, especialmente nas formas aguda e subaguda. A remoção da fonte do alérgeno interrompe a inflamação, permitindo a recuperação pulmonar. A persistência da exposição, por outro lado, leva à cronicidade e fibrose pulmonar progressiva.
Referência: ROCHA, L. E. Doenças Respiratórias Ocupacionais. In: Medicina do Trabalho. Atheneu, 2021.
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Com relação à exposição às endotoxinas por trabalhadores de aviários, é correto afirmar:
Alternativa D: CORRETA. Diversos estudos ocupacionais mostram que trabalhadores em aviários têm alta exposição a endotoxinas bacterianas presentes em poeiras orgânicas suspensas, oriundas da cama de frango e material fecal. Essas endotoxinas podem desencadear reações respiratórias como a síndrome tóxica do pó orgânico e a pneumonite por hipersensibilidade.
Referência: ROMANO, C.A.; NUNES, M. In: Mendes, R. Patologia do Trabalho. 4ª ed.
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As doenças otorrinolaringológicas (ORL) ocupacionais representam um campo de estudo crucial na saúde do trabalhador, impactando significativamente a qualidade de vida e a capacidade laboral de indivíduos expostos a diversos agentes nocivos no ambiente de trabalho. A compreensão aprofundada destas patologias é fundamental para a atuação em medicina do trabalho.
As doenças ORL ocupacionais não apenas causam sofrimento físico e psicológico, mas também podem levar à incapacidade permanente, afastamento do trabalho, restrição de atividades laborais e, consequentemente, à perda de produtividade para as empresas e ao aumento dos custos previdenciários e de saúde.
A prevenção é a melhor estratégia, englobando medidas de controle ambiental (engenharia e administrativas), uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), programas de conservação auditiva, fonoterapia preventiva e educação em saúde. A vigilância em saúde ocupacional, com exames médicos periódicos (audiometrias, avaliações vocais), é essencial para o diagnóstico precoce e a intervenção adequada.
Nota para Concursos: As doenças otorrinolaringológicas ocupacionais, especialmente a PAIR, são temas recorrentes em provas da ANAMT e outros concursos na área de Medicina do Trabalho. É fundamental dominar seus aspectos etiológicos, clínicos, diagnósticos e de prevenção.
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A Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) é uma condição irreversível, mas totalmente evitável, que afeta milhares de trabalhadores anualmente. Compreender mecanismos e as estratégias de prevenção é fundamental.
Perda neurossensorial, bilateral e geralmente simétrica, causada por exposição ocupacional a ruído intenso. É irreversível.
Dano às células ciliadas externas no órgão de Corti, resultando em queda inicial nas altas frequências (3, 4 e 6 kHz).
Dificuldade para entender fala em ambiente ruidoso, acúfenos (zumbido) e sensação de ouvido "cheio". Exame físico geralmente normal no início.
Entalhe característico em 3–6 kHz, que pode se alargar para outras frequências com a progressão da exposição.
Takeaway Essencial: PAIR é irreversível, bilateral e começa nas altas frequências – prevenir é obrigatório.
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Sobre a perda auditiva induzida pelo ruído ocupacional, coloque VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) nas afirmações abaixo:
I. ( ) É sempre bilateral.
II. ( ) É irreversível.
III. ( ) Acomete as frequências baixas.
IV. ( ) O diagnóstico está baseado apenas na audiometria.
A sequência correta é:
Alternativa A: CORRETA. A sequência V - V - F - F reflete as características fundamentais da PAIR, conforme a legislação e as diretrizes de saúde ocupacional. A PAIR é uma condição neurossensorial, irreversível, e geralmente bilateral, afetando primariamente as frequências altas. O diagnóstico é multifatorial, não se restringindo apenas à audiometria.
I. É sempre bilateral. VERDADEIRO
A PAIR é classicamente bilateral e predominantemente simétrica, embora assimetrias leves possam ocorrer dependendo da natureza da exposição ao ruído.
II. É irreversível. VERDADEIRO
A perda auditiva neurossensorial induzida pelo ruído resulta em dano permanente às células ciliadas do ouvido interno, tornando-a irreversível. A prevenção é, portanto, crucial.
III. Acomete as frequências baixas. FALSO
A PAIR caracteriza-se por afetar, inicialmente e de forma mais acentuada, as frequências altas (tipicamente 3 kHz, 4 kHz e 6 kHz), com ênfase na entalhe audiométrico em 4 kHz. As frequências baixas são geralmente preservadas no início.
IV. O diagnóstico está baseado apenas na audiometria. FALSO
O diagnóstico da PAIR é complexo e exige uma avaliação completa que inclui anamnese detalhada (história clínica e ocupacional, exposição a ruído), exame físico, e a interpretação da audiometria em conjunto com outros dados clínicos e ocupacionais, como a ausência de outras causas para a perda auditiva.
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A Perda Auditiva Induzida por Nível de Pressão Sonora Elevado (PAINPSE) é um agravo à saúde auditiva que exige investigação e documentação cuidadosa de sua piora, conforme a NR-07. É a investigação de piora auditiva por níveis elevados de pressão sonora.
Utilize sempre a audiometria de referência. Na sua ausência, a audiometria admissional é o ponto de partida.
Assegure repouso acústico mínimo de 14 horas antes do exame para evitar o mascaramento de uma perda permanente por fadiga auditiva temporária.
Piora de ≥10 dB nas duas frequências (3 kHz, 4 kHz ou 6 kHz).
Piora de ≥15 dB em apenas uma dessas frequências (3 kHz, 4 kHz ou 6 kHz).
1) Checar repouso acústico: Confirmar as 14h de repouso antes da audiometria.
2) Comparar com referência: Confrontar o exame atual com a audiometria de referência.
3) Confirmar critério de ΔdB: Verificar se há piora de 10 dB em duas frequências ou 15 dB em uma (3, 4, 6 kHz).
4) Revisar exposição/EPI/coexposições: Investigar causas e fatores contribuintes, incluindo vibração, calor e agentes ototóxicos (solventes, metais, CO).
5) Registrar, notificar e ajustar: Documentar o caso, notificar internamente e implementar ajustes nos controles e monitoramento.
Takeaway Essencial: Sem referência não há comparação; gravou? 10 dB em 2 ou 15 dB em 1 (3–4–6 kHz).
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Otorrinolaringológicas
Assunto: Fisiopatologia
Empregados expostos a níveis de pressão sonora elevados devem ser submetidos a exames audiométricos de referência e sequenciais de acordo com o anexo II da Norma Regulamentadora 7. Em relação ao tema, analise as afirmativas abaixo:
I. Quando há alteração detectada no teste pela via aérea, não é necessária a realização por via óssea, nas frequências de 500, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 Hz, pois já se considera como Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
II. Na demissão pode ser aceito exame audiométrico realizado até 120 (cento e vinte) dias antes da data de finalização do contrato de trabalho.
III. O exame audiométrico sequencial que venha a demonstrar desencadeamento ou agravamento de PAINPSE passará a ser, a partir de então, o exame audiométrico de referência.
IV. São considerados sugestivos de agravamento da PAINPSE os casos já confirmados em exame audiométrico de referência e nos quais a comparação de exame audiométrico sequencial com o de referência mostra piora em uma frequência isolada iguala ou ultrapassa 15 (quinze) dB (NA).
V. São considerados dentro dos limites aceitáveis, de acordo com o anexo II, os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos maiores ou iguais a 25 (vinte e cinco) dB (NA) em todas as frequências examinadas.
Está INCORRETO o que se afirma em:
A) II e IV.
B) I e IV.
C) I e V.
D) IV e V.
A alternativa INCORRETA é a LETRA C.
I é INCORRETA: Quando há alteração na via aérea, a via óssea é crucial para diferenciar uma perda auditiva condutiva de uma neurossensorial. A conclusão de PAINPSE não pode ser feita apenas pela via aérea sem essa diferenciação.
V é INCORRETA: Os "limites aceitáveis" referem-se a limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB(NA) (≤ 25 dB) em todas as frequências, e não "maiores ou iguais a 25 dB".
Referência: NR-7, Portaria nº 3.214/1978, Anexo II – Controle Médico Ocupacional da Exposição a Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: MedWork – Doenças Otorrinolaringológicas
Assunto: Fisiopatologia
Empregados expostos a níveis de pressão sonora elevados devem ser submetidos a exames audiométricos de referência e sequenciais de acordo com o anexo II da Norma Regulamentadora 7. Em relação ao tema, analise as afirmativas abaixo:
I. Quando há alteração detectada no teste pela via aérea, não é necessária a realização por via óssea, nas frequências de 500, 1.000, 2.000, 3.000 e 4.000 Hz, pois já se considera como Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
II. Na demissão pode ser aceito exame audiométrico realizado até 120 (cento e vinte) dias antes da data de finalização do contrato de trabalho.
III. O exame audiométrico sequencial que venha a demonstrar desencadeamento ou agravamento de PAINPSE passará a ser, a partir de então, o exame audiométrico de referência.
IV. São considerados sugestivos de agravamento da PAINPSE os casos já confirmados em exame audiométrico de referência e nos quais a comparação de exame audiométrico sequencial com o de referência mostra piora em uma frequência isolada iguala ou ultrapassa 15 (quinze) dB (NA).
V. São considerados dentro dos limites aceitáveis, de acordo com o anexo II, os casos cujos audiogramas mostram limiares auditivos maiores ou iguais a 25 (vinte e cinco) dB (NA) em todas as frequências examinadas.
Está INCORRETO o que se afirma em:
A) II e IV.
B) I e IV.
C) I e V.
D) IV e V.
A alternativa INCORRETA é a LETRA C.
I: é INCORRETA: Quando há alteração na via aérea, a via óssea é crucial para diferenciar uma perda auditiva condutiva de uma neurossensorial. A conclusão de PAINPSE não pode ser feita apenas pela via aérea sem essa diferenciação.
V: é INCORRETA: Os "limites aceitáveis" referem-se a limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB(NA) (≤ 25 dB) em todas as frequências, e não "maiores ou iguais a 25 dB".
Referência: NR-7, Portaria nº 3.214/1978, Anexo II – Controle Médico Ocupacional da Exposição a Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE).
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Em relação aos empregados que foram identificados com perda auditiva sugestiva de PAINPSE, assinale a alternativa correta:
Alternativa A: CORRETA. A investigação da PAINPSE exige a análise de audiometrias de referência. Um exame sequencial só indicará agravo se houver alteração significativa (diferença de ≥10 dB em pelo menos duas das frequências de 3k, 4k ou 6kHz, ou ≥15 dB em uma delas) em comparação com o exame de referência. Na ausência de um exame prévio, a audiometria admissional deve ser considerada a de referência.
Referência: NR-07, Anexo I (2022); FUNDACENTRO – PAIR.
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O Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) é uma alteração vocal que se manifesta ou se agrava devido ao uso profissional da voz, em conjunto com condições ambientais e organizacionais do ambiente de trabalho. É um agravo insidioso que exige atenção.
É crucial diferenciar o DVRT de lesões induzidas por tabagismo, que possuem um padrão histológico distinto e não são diretamente equiparáveis às alterações causadas por abuso vocal.
Takeaway Essencial: DVRT tem instalação insidiosa e piora no expediente — o ajuste do ambiente de trabalho e o cuidado com a voz são fundamentais para evitar a cronificação.
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A atenção à voz como instrumento de trabalho é fundamental, já que cerca de um terço das profissões depende dela. A avaliação integral do trabalhador é crucial para o diagnóstico e estabelecimento do nexo causal do Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT).
Assinale a alternativa correta em relação ao DVRT:
I. O DVRT aparece de forma insidiosa e, geralmente, tem duração superior a 15 dias.
II. As lesões na laringe provocadas pelo tabagismo são semelhantes às lesões provocadas pelo abuso vocal crônico.
III. Os principais sintomas são rouquidão, esforço, cansaço e dor ao falar, que pioram no final do expediente.
Qual combinação de afirmações está correta?
Alternativa D: CORRETA. As afirmações I e III estão corretas. O Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) instala-se de forma insidiosa, persistindo por mais de 15 dias, e é marcado por sintomas como rouquidão, cansaço e dor vocal, que se agravam ao final da jornada e melhoram com o repouso. A avaliação da história ocupacional é fundamental.
Referência: FUNDACENTRO – DVRT; Ministério da Saúde – Doenças Relacionadas ao Trabalho, 2001.
Afirmação II: INCORRETA. As lesões laríngeas causadas pelo tabagismo (predominantemente inflamatórias e neoplásicas) possuem características histológicas distintas das lesões por abuso vocal crônico (como nódulos e pólipos, que são mais mecânicos).
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As doenças dermatológicas ocupacionais representam um desafio significativo na saúde do trabalhador e são uma área de foco essencial para a medicina do trabalho. Elas impactam diretamente a qualidade de vida dos colaboradores e a produtividade organizacional, além de gerarem custos de saúde. Compreender suas causas, como a exposição a agentes químicos (solventes, detergentes), físicos (radiação UV, calor), mecânicos (atrito) e biológicos (fungos, bactérias), bem como suas diversas manifestações clínicas, que podem variar de dermatites de contato (irritativas ou alérgicas) a urticárias e infecções, é crucial. A avaliação integral do ambiente de trabalho e do histórico ocupacional de cada indivíduo é fundamental para o diagnóstico correto e para o estabelecimento de estratégias de prevenção eficazes, visando ambientes de trabalho mais seguros e a proteção da saúde da pele dos trabalhadores.
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Compreender as diferenças entre Dermatite de Contato Irritativa (DCI) e Dermatite de Contato Alérgica (DAC) é fundamental para o diagnóstico e manejo corretos no ambiente de trabalho.
A forma mais comum. Reação inflamatória não imunológica, causada por contato direto e agressivo com irritantes químicos ou físicos.
Resposta imunológica de hipersensibilidade tardia (tipo IV), que se desenvolve após a sensibilização a um alérgeno específico.
Takeaway Essencial: DCI é dano direto por irritante; DAC é reação imunológica tipo IV a alérgeno. As mãos são frequentemente as mais afetadas em ambos os casos ocupacionais.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Dermatológicas
Assunto: Dermatite de contato alérgica (DAC)
A dermatite de contato é uma das doenças ocupacionais mais comuns em trabalhadores da construção civil, sendo causada pelo contato direto com substâncias irritantes ou alérgenos presentes nos materiais de construção. Sobre essa condição, assinale a alternativa CORRETA:
A) A dermatite de contato ocupacional ocorre apenas por contato direto com cimento úmido, não havendo risco com poeiras e resíduos secos.
B) O cromo hexavalente presente no cimento é um dos principais agentes causadores da dermatite de contato alérgica nos trabalhadores da construção civil.
C) O uso de luvas de borracha elimina completamente o risco de dermatite de contato em pedreiros e operários da construção civil.
D) A dermatite de contato ocupacional na construção civil é sempre reversível, independentemente da continuidade da exposição ao agente sensibilizante.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Dermatológicas
Assunto: Dermatite de contato alérgica (DC)
Trabalhador da construção civil, servente, admitido há cerca de 40 dias, procurou o ambulatório de Medicina do Trabalho, referindo que há cerca uma semana, após uma atividade de concretagem na obra, apresentou quadro de eritema em membros inferiores. Ao exame, apresentava descamação, fissuras, eczema, edema em tornozelos e pés, além de lesões bolhosas, algumas evoluindo para ulcerações. Nega quadro patológico semelhante. Além de outras doenças sistêmicas. Analise as afirmativas abaixo.
I. Trata-se de um caso de Dermatose aguda causada por Bicromato de potássio, sulfato de níquel e cloreto de potássio, presente na constituição do cimento, além da própria alcalinidade.
II. A exposição solar pode ter contribuído ao aparecimento do quadro, mesmo o trabalhador usando calças e calçados de segurança.
III. A conduta do Médico do Trabalho deve ser encaminhar ao tratamento dermatológico, solicitar a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), notificação ao SINAN e afastamento até a remissão do quadro.
IV. Deve-se afastar este trabalhador por sete dias, reavaliar no retorno às suas atividades e solicitar a emissão da CAT e notificação ao SINAN.
V. Não há necessidade de emissão da CAT ou notificação ao SINAN, visto que se trata de um quadro acutissimo.
Estão CORRETA as afirmativas:
A) I e IV.
B) II e IV.
C) I e III.
D) II e V.
A alternativa CORRETA é a LETRA C.
O quadro apresentado é típico de uma dermatite de contato causada pelo cimento, que pode ter componentes irritantes e/ou alérgicos. O cimento contém substâncias como bicromato de potássio (principal agente alergênico), sulfato de níquel e cloreto de potássio, além de ser alcalino, contribuindo para a irritação da pele. A conduta adequada do Médico do Trabalho inclui o encaminhamento ao dermatologista para tratamento específico, a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), pois se trata de uma doença relacionada ao trabalho, a notificação ao SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) conforme as listas de agravos relacionados ao trabalho, e o afastamento da exposição ao agente agressor até a remissão completa do quadro.
Referências: Salim A.A., Dermatoses Ocupacionais, Fundacentro; Mendes R., Patologia do Trabalho, 4ª ed.
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As dermatoses ocupacionais representam uma parcela ponderável das doenças profissionais. Sua prevalência é de avaliação difícil e complexa, e grande número destas dermatoses não chega sequer às estatísticas e ao conhecimento dos especialistas.
Assinale, dentre as alternativas abaixo, o que está INCORRETO em relação ao tema:
Alternativa D: INCORRETA. A dermatite de contato por irritantes (DCI) não é mediada por mecanismos imunológicos. Ela resulta de uma agressão direta do agente químico à pele, sendo uma reação inflamatória não imunológica. Portanto, a afirmação de que "requer sempre a intervenção de mecanismos imunológicos" está incorreta.
Referência: Salim, A.A. Dermatoses Ocupacionais. Fundacentro, 2ª Ed. 2009.
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Um trabalhador de uma indústria metalúrgica desenvolveu uma dermatose ocupacional após contato frequente com produtos químicos. Ele apresenta coceira intensa na mão direita, erupções cutâneas, descamação da pele e algumas bolhas no local. O exame médico concluiu a existência de uma Dermatite de Contato Alérgica (DAC).
Em relação ao quadro clínico apresentado, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativa C: CORRETA. A Dermatite de Contato Alérgica (DAC) é uma reação de hipersensibilidade tipo IV, mediada por células T. Ela ocorre após sensibilização prévia a um alérgeno específico, como o níquel ou o cromo, resultando em uma resposta inflamatória localizada. Os sintomas descritos — coceira, bolhas e descamação — são típicos da DAC.
Referência: Ministério da Saúde – Doenças Dermatológicas Relacionadas ao Trabalho; Fundacentro.
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Com relação às dermatites de contato por irritantes, relacionadas ao trabalho, é CORRETO afirmar que:
Alternativa C: CORRETA. As dermatites de contato por irritantes (DCI) são, de fato, as dermatoses ocupacionais mais prevalentes. Elas não dependem de uma sensibilização prévia do sistema imunológico, ao contrário das dermatites alérgicas de contato (DAC), e resultam de danos diretos à pele por agentes químicos ou físicos.
Referência: Ministério da Saúde – Dermatoses Ocupacionais (2018); Adams RM. Occupational Skin Disease, 4th ed.
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Substituição de Insumos: Utilizar cimento cromo-reduzido e luvas compatíveis com os agentes químicos presentes.
Barreiras e Proteção: Uso de EPI adequado, como luvas específicas, e cremes barreira.
Higiene e Hidratação: Higiene rigorosa pós-turno e hidratação cutânea constante.
Investigação Diagnóstica: Realizar Patch Test (com painel específico para cimento/borracha) quando há suspeita de DAC.
Takeaway Essencial: Cimento → DCI (com DAC por cromo/cobalto); Borracha → DAC por tiuram/mercapto/carbamatos.
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As dermatoses ocupacionais referem-se a todas as alterações de pele, mucosas e anexos, direta ou indiretamente causadas, condicionadas, mantidas ou agravadas, por tudo aquilo que for utilizado na atividade profissional, ou exista no local de trabalho.
Assinale, dentre as alternativas abaixo, a opção CORRETA em relação ao quadro clínico decorrente pela exposição ao cimento:
Alternativa C: CORRETA. A hiperqueratose subungueal é uma manifestação típica pela deposição de partículas de cimento sob a unha, formando um espessamento. Essa condição é comum em trabalhadores da construção civil devido ao contato frequente com o material.
Referência: Adaptado de ANAMT 2023.
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Objetivo: Fixar achados específicos que denunciam o agente e lembrar os sítios mais acometidos, cruciais para o diagnóstico ocupacional.
Bordas elevadas e centro deprimido, causada por cromo. Comum em galvanoplastia e curtumes.
Obstrução pilo-sebácea, comedões e acne por óleos, graxas e ceras. Frequente em mecânicos e metalúrgicos.
As mãos são a área mais frequentemente acometida por dermatites de contato ocupacionais, devido à exposição direta e constante a agentes irritantes/alergênicos.
Eliminar/Encapsular Fonte:
Reduzir ou isolar a exposição ao agente.
Higiene e Hidratação:
Limpeza de pele adequada (sem excesso de sabão) e uso de emolientes após o turno.
Troca de Vestimenta:
Utilizar roupas e uniformes apropriados e promover a troca regular.
EPI Compatível:
Selecionar luvas corretas para o agente e garantir sua troca adequada.
Além disso, é fundamental registrar e mapear as tarefas-fonte no prontuário ambiental para facilitar o nexo causal e a prevenção.
Takeaway Essencial: Reconhecer os sinais "bandeira" como úlcera de cromo e elaioconiose é vital para identificar o agente e implementar a prevenção correta, priorizando a proteção das mãos.
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C.A.B.S., 44 anos, trabalha em indústria metalúrgica, no setor de galvanoplastia. Procurou o ambulatório queixando que há duas semanas vem apresentando ulceração no dorso da mão direita, a qual teve início em região escoriada após contato com soluções usadas no trabalho. Podemos dizer que o agente provavelmente implicado no desencadeamento do quadro é:
Alternativa E: CORRETA. O cromo, especialmente na galvanoplastia, é o agente clássico das chamadas “úlceras de cromo”. É classicamente associado a ulcerações cutâneas e dermatite de contato em trabalhadores expostos a sais de cromo.
Referência: Adams RM. Occupational Skin Disease, 4th ed.; Ministério da Saúde – Dermatoses Ocupacionais (2018).
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Nesta seção, revisaremos os efeitos cutâneos e sistêmicos essenciais do frio ocupacional e das radiações ionizantes, focando nas práticas de prevenção fundamentais para a saúde do trabalhador.
Takeaway Essencial: A proteção contra frio ocupacional e radiações ionizantes exige uma combinação rigorosa de controles técnicos, administrativos e uso de EPIs. O risco não se limita à pele, estendendo-se a sistemas orgânicos e ao patrimônio genético.
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) são Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) de alta prevalência global, representando desafios significativos para a saúde pública e, consequentemente, para a saúde ocupacional. Compreender seus impactos no ambiente de trabalho e o papel estratégico do médico do trabalho é crucial para a gestão eficaz da saúde do colaborador e a promoção de um ambiente laboral seguro e produtivo.
Na população trabalhadora, a prevalência de HAS e DM contribui para a diminuição da produtividade, o aumento do absenteísmo e do presenteísmo, e o crescimento dos custos assistenciais. Fatores relacionados ao trabalho, como estresse ocupacional, jornadas prolongadas, trabalho em turnos, sedentarismo e acesso limitado a refeições saudáveis, podem influenciar o desenvolvimento e o agravamento dessas condições.
Implementar programas de rastreamento periódico (verificação de pressão arterial, glicemia) para identificar indivíduos em risco ou com diagnóstico inicial de HAS e DM, permitindo intervenções tempestivas.
Atuar na orientação inicial, encaminhamento para tratamento especializado e acompanhamento da adesão terapêutica. Coordenar a comunicação com a equipe de saúde primária ou especialistas.
Desenvolver e implementar estratégias para mitigar fatores de risco ocupacionais, como programas de gestão de estresse, incentivo à atividade física e promoção de alimentação saudável.
Realizar o monitoramento contínuo dos colaboradores com HAS e DM, avaliando o controle das condições, a progressão de complicações e a capacidade laborativa. Isso inclui a revisão periódica de exames e laudos médicos.
Propor ajustes ergonômicos, flexibilização de horários, ou outras adaptações necessárias para garantir a segurança e a capacidade do trabalhador com HAS ou DM, minimizando riscos e promovendo a inclusão.
Liderar iniciativas educacionais e campanhas de conscientização sobre estilos de vida saudáveis, alimentação equilibrada, controle de peso e cessação do tabagismo, que são fundamentais na prevenção e manejo dessas DCNTs.
A gestão eficaz da HAS e do DM exige uma abordagem multidisciplinar, integrando o médico do trabalho com cardiologistas, endocrinologistas, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos. Essa colaboração garante um cuidado abrangente e holístico, otimizando a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
O médico do trabalho, com sua visão privilegiada do indivíduo e do ambiente de trabalho, está em uma posição estratégica para não apenas detectar e gerenciar essas condições, mas também para influenciar positivamente a cultura organizacional em prol da saúde preventiva.

São a principal causa de morte e geram custos elevados, afetando diretamente a produtividade e a sustentabilidade das empresas.
Sedentarismo, turnos prolongados com sono ruim, estresse crônico e alimentação de conveniência são agravantes diretos do risco.
Exposição a longos períodos sentados, pausas irregulares e sono fragmentado elevam o risco de Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus Tipo 2 e obesidade.
A privação de sono não causa apenas cansaço; ela acarreta sonolência diurna, erros, acidentes e piora significativa do perfil cardiometabólico.
Mini-Caso: Um motorista com IMC elevado, pressão arterial limítrofe e apenas 5 horas de sono por noite apresenta alto risco ocupacional para DCNT.
Takeaway Essencial: O trabalho molda o risco de DCNT — sedentarismo e sono ruim são alvos-chave para intervenções eficazes na saúde ocupacional.
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As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são as principais causas de morbidade e mortalidade da população, sendo reconhecidas como um importante problema de saúde pública e com risco potencial de aumento ao longo dos anos, promovendo, consequentemente, maiores custos para a saúde pública. Assinale dentre as alternativas abaixo, a INCORRETA sobre o tema.
Alternativa E: INCORRETA. Há evidências robustas que relacionam o sedentarismo ocupacional à piora da saúde de motoristas profissionais. O comportamento sedentário, típico da rotina dos motoristas de transporte de carga, está associado a maior risco de doenças cardiovasculares, metabólicas e obesidade, sendo um fator agravante para a saúde desses profissionais.
Referência: RevBrasMed Trab. 2022;20(2):254-261.
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é definida pela Pressão Arterial (PA) ≥140 e/ou ≥90 mmHg, medidas repetidas em ≥2 ocasiões diferentes. Compreender os critérios e métodos de confirmação é crucial para o manejo e para as avaliações.
Aferição da PA ≥140 e/ou ≥90 mmHg, realizada de forma repetida em pelo menos duas ocasiões distintas, é o ponto de partida para o diagnóstico em consultório.
A Monitorização Ambulatorial da PA (MAPA 24h) e a Monitorização Residencial da PA (MRPA ou HBPM) são indicadas para confirmar o diagnóstico em casos de "hipertensão do avental branco" ou "hipertensão mascarada". Elas não substituem o critério básico de consultório.
No paciente idoso, devido à maior rigidez arterial, a Pressão Arterial Sistólica (PAS) ganha maior relevância no diagnóstico e classificação da HAS.
Takeaway Essencial: O critério fundacional para o diagnóstico de HAS é a PA ≥140/90 mmHg repetida em múltiplas ocasiões. MAPA/HBPM são ferramentas de confirmação e estratificação, não de rastreio inicial. Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) e a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA)
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Metabólicas
Assunto: Hipertensão Arterial Sistêmica
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera idoso todo indivíduo com 60 anos ou mais. A prevalência de multimorbidade aumenta com a idade, de forma que mais de 2/3 dos muito idosos têm duas ou mais doenças crônicas, além de receberem esquemas terapêuticos compostos por múltiplas drogas. O cenário atual do mercado de trabalho para idosos no Brasil revela uma tendência crescente quanto à inserção dos idosos que merece atenção. É importante que o Médico do Trabalho esteja atento a este aspecto em suas atividades diárias. Em relação à Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) no idoso, assinale a alternativa INCORRETA:
A) Em face da maior variabilidade pressórica e de algumas peculiaridades, a medida da pressão arterial pode resultar em valores inexatos no idoso.
B) A Monitorização da Pressão Arterial fora do consultório, ambulatorial (MAPA) ou residencial (MRPA), não é indicada no diagnóstico da HAS no idoso.
C) Existe relação direta e linear da pressão arterial com a idade, sendo a prevalência de hipertensão arterial chegando a mais de 60% na faixa etária acima de 65 anos.
D) A estratégia terapêutica no idoso não pode ser única, porém, nenhuma intervenção terapêutica deve ser negada ou retirada apenas com base na idade.
A alternativa INCORRETA é LETRA B.
Referências: Diretrizes Brasileiras de Hipertensão (SBH/2020-2022) – capítulo “Hipertensão no Idoso”; Goldman & Ausiello. Cecil Medicina Interna.
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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um importante problema de saúde pública, por sua alta prevalência e baixas taxas de controle, o que contribui significativamente nas causas de morbidade e mortalidade cardiovascular. É um agravo muito importante em Saúde Ocupacional, e estuda-se a associação da HAS com fatores como estresse, trabalho em turnos, ruídos dentre outros. Neste contexto, assinale a alternativa CORRETA sobre o tema.
Alternativa A: CORRETA. O diagnóstico de HAS é baseado na elevação sustentada da Pressão Arterial, com níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg em pelo menos duas ocasiões, conforme diretrizes clínicas aceitas internacionalmente (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2020).
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A "pré-hipertensão" é um sinal de alerta importante, que indica que a pressão arterial está acima dos níveis considerados ótimos, mas ainda não atinge os critérios para o diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica. Reconhecer e agir nesta fase é crucial para prevenir a progressão para HAS e reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares futuros.
Takeaway Essencial: A pré-hipertensão não é uma zona neutra de baixo risco. Agir cedo com mudanças efetivas no estilo de vida é a chave para evitar a progressão da doença e proteger a saúde cardiovascular a longo prazo.
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A Hipertensão Arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) definida por níveis pressóricos, sendo uma condição multifatorial que depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais. Dentre as alternativas abaixo sobre a Hipertensão arterial, identifique a alternativa INCORRETA
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O rastreamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) no ambiente ocupacional é essencial. Conheça os critérios chave para a detecção precoce e prevenção de complicações:
Glicemia de Jejum: < 100 mg/dL
HbA1c: < 5.7%
Glicemia de Jejum: 100-125 mg/dL
HbA1c: 5.7% - 6.4%
Glicemia de Jejum: ≥ 126 mg/dL
HbA1c: ≥ 6.5%
O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) 75g também pode ser utilizado como critério diagnóstico, com valores ≥ 200 mg/dL na 2ª hora indicando diabetes.
Takeaway Essencial: A idade OU a presença de fatores de risco são sinais claros para iniciar o rastreamento de DM2 na população trabalhadora.
Para uma compreensão mais aprofundada dos critérios e da importância de cada exame no rastreamento do Diabetes Mellitus Tipo 2, observe a tabela e o detalhamento a seguir:
Além dos exames de rotina, o TOTG 75g é uma ferramenta diagnóstica importante, especialmente em casos onde os resultados de glicemia de jejum ou HbA1c são limítrofes ou quando há forte suspeita clínica. Valores ≥ 200 mg/dL na 2ª hora após a ingestão de glicose são diagnósticos para diabetes.
Lembre-se: A idade OU a presença de fatores de risco são sinais claros para iniciar o rastreamento de DM2 na população trabalhadora, visando a detecção precoce e a prevenção de complicações.

A classificação do Diabetes Mellitus (DM) permite o tratamento adequado e a definição de estratégias de rastreamento de comorbidades e complicações crônicas. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a classificação baseada na etiopatogenia do diabetes, que compreende o diabetes tipo 1 (DM1), o diabetes tipo 2 (DM2), o diabetes gestacional (DMG) e os outros tipos de diabetes. Identifique dentre as alternativas abaixo, a CORRETA:
Alternativa C: CORRETA. Segundo o PCDT 2020 e as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023), o rastreamento de diabetes mellitus tipo 2 é recomendado em adultos ≥ 45 anos, mesmo assintomáticos, e em indivíduos mais jovens com IMC ≥ 25 kg/m² e pelo menos mais um fator de risco (como hipertensão, dislipidemia, história familiar de DM, entre outros).
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Takeaway Essencial: Menos é mais — o ECG universal não previne eventos; a seleção por risco é o caminho mais eficaz e racional.
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O rastreamento das cardiopatias possibilita o diagnóstico precoce e a intervenção adequada com consequente redução do risco cardiovascular. Considerando o rastreamento por eletrocardiograma no contexto ocupacional, assinale a alternativa correta:
Alternativa E: CORRETA. De acordo com as diretrizes da medicina do trabalho e evidências científicas atuais, o rastreamento universal com ECG para trabalhadores assintomáticos, mesmo em atividades de risco como altura, não se mostra eficaz na prevenção de morte súbita ou acidentes. A U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte não recomendam rastreamento com ECG em populações assintomáticas. A recomendação é individualizada, com base em história clínica e fatores de risco. Referências: USPSTF 2018, Diretrizes da AHA/ACC 2014, SBC 2016.
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Nesta seção, exploraremos as condições neurológicas relacionadas ao ambiente de trabalho, compreendendo suas causas, manifestações e estratégias de prevenção. Abordaremos como exposições a agentes químicos (como solventes, pesticidas e metais pesados), fatores físicos (vibração, traumatismos cranianos) e ergonômicos podem desencadear uma gama de distúrbios, desde neuropatias periféricas e síndromes compressivas até encefalopatias tóxicas e disfunções cognitivas. Discutiremos o papel crucial do médico do trabalho na identificação dos riscos ocupacionais, no monitoramento da saúde dos trabalhadores expostos e na implementação de medidas preventivas eficazes. A ênfase será dada à importância da detecção precoce para evitar a progressão das doenças, minimizar seu impacto na capacidade laboral e garantir o bem-estar dos colaboradores.
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O EletroEncefalograma (EEG) é uma ferramenta diagnóstica relevante na Medicina do Trabalho para a avaliação de trabalhadores com condições neurológicas. Ele auxilia o médico do trabalho a compreender o impacto dessas condições na capacidade laboral e na segurança no ambiente de trabalho. Sua correta aplicação é crucial para as avaliações de aptidão, contribuindo para garantir um ambiente de trabalho seguro para todos os colaboradores.

Assinale a alternativa correta:
A) Apresenta boa eficácia devido à alta sensibilidade, ao baixo número de falsos positivos.
B) Há recomendação do EEG, com ou sem foto estimulação, para rastreamento de epilepsia na prática da Medicina do Trabalho.
C) Em relação ao questionário da OMS para rastreamento de epilepsia, determinou pela recomendação para aplicação sistemática do questionário da OMS.
D) Em relação ao processo investigativo de um episódio convulsivo, o diagnóstico da epilepsia é, fundamentalmente, baseado no exame clínico sendo o eletroencefalograma (EEG) com foto estimulação um exame complementar que auxilia tanto na confirmação diagnóstica como na classificação da doença.
Alternativa D: CORRETA. O diagnóstico de epilepsia é eminentemente clínico, baseado na anamnese detalhada do episódio convulsivo. O eletroencefalograma (EEG), com ou sem foto estimulação, é um exame complementar valioso que auxilia na confirmação do diagnóstico e na classificação da síndrome epiléptica, mas não substitui a avaliação clínica.
Referência: Diretriz Técnica da ANAMT sobre Epilepsia e Trabalho (2018).
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Esta seção aborda as principais patologias oculares e dos anexos do olho causadas ou agravadas pelo ambiente de trabalho. As doenças oftalmológicas ocupacionais impactam significativamente a saúde, qualidade de vida e produtividade do trabalhador, abrangendo desde irritações leves até danos visuais permanentes.
Tipos comuns incluem conjuntivites alérgicas/irritativas, ceratites por agentes químicos/físicos, catarata ocupacional por radiação (infravermelha/micro-ondas), e agravamento de glaucoma/retinopatias. Lesões traumáticas (perfurações, abrasões, queimaduras) são urgências com risco de perda visual severa. A Síndrome da Visão de Computador (CVS) ou fadiga ocular digital é crescente devido ao uso prolongado de telas.
Riscos ocupacionais são variados: agentes químicos (vapores, gases, corrosivos), físicos (radiação UV/infravermelha, partículas, calor, luminosidade, ionizante) e biológicos (microrganismos). Sintomas incluem dor, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, visão turva, fotofobia e diminuição da acuidade visual.
Trabalhadores da indústria (metalúrgica, química, construção), soldadores, agricultores, profissionais de saúde, laboratoristas e operadores visuais estão frequentemente expostos. A prevenção é essencial, com EPCs e uso obrigatório de EPIs (óculos de segurança, protetores faciais), além de treinamento e higiene ocupacional rigorosa.
O diagnóstico precoce, baseado em anamnese e exame oftalmológico completo (acuidade visual, biomicroscopia, fundoscopia, tonometria) e exames complementares, é crucial. O tratamento visa remover o agente, aliviar sintomas e prevenir sequelas, podendo incluir colírios, medicamentos ou cirurgia, com referência a um especialista. A NR-07 e o PCMSO estabelecem diretrizes para vigilância da saúde ocular, exames periódicos e complementares conforme o risco, contribuindo para a manutenção da capacidade laboral e qualidade de vida do trabalhador.
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Compreender os conceitos de ametropias, presbiopia e astenopia é crucial para a saúde ocular no ambiente profissional, especialmente com o uso intensivo de telas.
Visão normal, sem erros refrativos.
Dificuldade para enxergar objetos distantes (foco antes da retina).
Dificuldade para enxergar objetos próximos (foco atrás da retina).
Visão distorcida em qualquer distância (curvatura irregular da córnea/cristalino).
Perda de capacidade de focar de perto, comum após os 40 anos.
Fadiga ocular por esforço visual prolongado (telas, má iluminação).
O uso prolongado de telas frequentemente leva a queixas como lacrimejamento, cefaleia frontal e visão turva ao final do expediente, com melhora no descanso. É essencial:
A Hipermetropia causa dificuldade para perto, não para longe.
A Presbiopia não causa perda de acuidade para longe inicialmente.
A Astenopia pode ocorrer mesmo com acuidade visual normal (20/20).
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças do Olho e anexos
Assunto: Doenças Oculares ocupacionais por agentes nocivos
A ceratoconjuntivite (flash do soldador) ocorre devido à exposição ocular aos comprimentos de onda UV inferiores a 315nm. Leia atentamente as afirmações abaixo:
I - O uso de anestésicos locais deve ser utilizado para evitar aumento da lesão.
II – Os sintomas aparecem de 6 a 12 horas após a exposição e incluem dor severa.
III – São sintomas principais da ceratoconjuntivite, além da dor, fotofobia, sensação de areia nos olhos e lacrimejamento.
IV – O tratamento é sintomático com analgésicos sistêmicos, compressas oculares e sedação branda.
Estão CORRETAS as alternativas:
A) I, II IV.
B) II, III, IV.
C) I, II e IV.
D) III e IV.
A alternativa CORRETA é a LETRA B.
Referências: Ladou & Harrison. CURRENT Medicina Ocupacional e Ambiental, 5ª ed. AMGH, 2016; diretrizes oftalmológicas clássicas sobre fotoceratite (AAO/consensos).
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A visão é um importante sentido na realização das atividades laborais, sendo fundamental para a produtividade e o bem estar do trabalhador. Das afirmações abaixo, qual a alternativa INCORRETA?
Alternativa E: INCORRETA. Na realidade, a hipermetropia está associada à dificuldade de visão para perto, devido ao foco da imagem se formar atrás da retina. A pessoa com hipermetropia vê bem de longe e com dificuldade de perto.
Referências: Kanski J. Clinical Ophthalmology, 2021; Fundacentro – Manual de Oftalmologia Ocupacional, 2022.
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M.B.Z., masculino, casado, 48 anos, executivo de empresa multinacional, com jornada diária de trabalho aproximada de 10 horas, chega ao Médico do Trabalho com queixas de lacrimejamento, cefaleia frontal e às vezes visão turva, durante o uso do computador e celular, há pelo menos seis meses. Informa ainda que seus sintomas se exacerbam em ambientes com pouca luminosidade, frios e nas situações de estresse, e que a cefaleia melhora aos finais de semana. Ao exame, IMC 29.04, pressão arterial 130X80, hiperemia de conjuntiva e fundoscopia normal. O exame de acuidade visual para longe era de 20/20, sem correção (Tabela de Snellen). Diante do quadro acima, leia as afirmativas abaixo:
A) A alternativa IV.
B) As alternativas II e III.
C) Apenas a I.
D) A alternativa II.
E) Nenhuma das alternativas é correta.
Alternativa A: CORRETA. A alternativa IV é a mais adequada. O quadro descrito é típico de fadiga visual (astenopia), que se manifesta com lacrimejamento, cefaleia frontal e visão turva, piorando com o uso prolongado de telas e em ambientes desfavoráveis, e melhorando com o repouso (finais de semana). A presbiopia, considerada pela idade do paciente (48 anos), também é uma hipótese provável, pois dificulta a visão de perto e pode agravar os sintomas de fadiga visual.
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Nesta seção, focaremos em reconhecer a radiação ultravioleta na soldagem como causa principal de catarata ocupacional e em listar os agentes que podem provocar ceratoconjuntivite.
Conecte sempre o agente à lesão-alvo e à prevenção:
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Um trabalhador que realiza atividades de soldagem em uma fábrica de automóveis foi diagnosticado com catarata prematura. Qual alternativa das citadas abaixo apresenta a causa mais provável para o desenvolvimento desta patologia. Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativa C: CORRETA. A radiação ultravioleta, especialmente em trabalhadores expostos à soldagem, acelera o processo de envelhecimento do cristalino, promovendo opacificação precoce e desenvolvimento de catarata ocupacional. Este mecanismo é o mais aceito para a catarata induzida por radiação UV.
Referências: Fundacentro – Manual de Oftalmologia Ocupacional, 2022; Harrison's Principles of Internal Medicine, 2022.
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As ceratoconjuntivites podem decorrer de exposições ocupacionais. Constituem agentes capazes de produzir ceratoconjuntivite, EXCETO:
A alternativa CORRETA é a A (Mercúrio metálico).
O mercúrio metálico não está associado à ceratoconjuntivite ocupacional. O mercúrio metálico causa neurotoxicidade e alterações renais, mas não está relacionado à ceratoconjuntivite, que é uma inflamação da córnea e conjuntiva.
Referências: Fundacentro – Manual de Doenças Relacionadas ao Trabalho, 2023.
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A saúde mental no ambiente de trabalho tem ganhado crescente reconhecimento como um componente essencial da saúde geral do trabalhador. Transtornos mentais ocupacionais representam um desafio significativo, impactando não apenas o bem-estar individual, mas também a produtividade e o clima organizacional. O médico do trabalho desempenha um papel fundamental na identificação, prevenção e manejo dessas condições, atuando na interface entre o indivíduo e as demandas laborais.
Nesta seção, abordaremos os principais transtornos mentais relevantes na medicina ocupacional:
A compreensão aprofundada desses temas é crucial para a preparação para o exame da ANAMT.
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Compreendendo o Estresse, Ansiedade e Depressão no Ambiente de Trabalho
Transtornos mentais ocupacionais são condições psicológicas causadas ou agravadas pelo trabalho.
Fadiga crônica
Insônia ou sono excessivo
Dores de cabeça frequentes
Alterações no apetite
Irritabilidade constante
Dificuldade de concentração
Sentimento de desesperança
Isolamento social
↓ Produtividade e qualidade do trabalho
↑ Absenteísmo e presenteísmo
↑ Acidentes de trabalho
↑ Rotatividade de funcionários
Clima organizacional prejudicado
Identificar fatores estressores no ambiente
Programas de bem-estar e apoio psicológico
Liderança empática e comunicação clara
Respeito aos limites de jornada
Ambiente de respeito e valorização

O objetivo é reconhecer os sintomas dos Transtornos Mentais Comuns (TMC) e os estressores ocupacionais mais frequentes que impactam a saúde mental no ambiente de trabalho.
Insônia persistente e dificuldades para dormir.
Fadiga crônica e sensação de esgotamento físico e mental.
Irritabilidade acentuada e alterações de humor.
Queixas somáticas diversas sem causa física aparente.
Dificuldade de concentração e falhas de memória.
Alta demanda de trabalho e prazos apertados.
Baixa autonomia e controle sobre as tarefas.
Pressão excessiva por metas e resultados.
Clima organizacional ruim ou tóxico.
Ambiente físico inadequado (ruído, iluminação).
Esses fatores podem levar a impactos significativos como presenteísmo (estar no trabalho, mas sem produtividade), absenteísmo (faltas frequentes) e uma queda geral na produtividade.
Exemplo rápido: Um operador com metas apertadas, exposto a ruído elevado e com turnos trocados pode desenvolver insônia e irritabilidade.

ANAMT 2024 - Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) são um crescente problema de saúde pública, necessitando do emprego de estratégias de enfrentamento para minimizar os efeitos deletérios do estresse ocupacional na saúde mental dos(as) trabalhadores(as). Assinale, dentre as alternativas abaixo, a CORRETA em relação ao tema:
Alternativa A: CORRETA. Os Transtornos Mentais Comuns (TMC) são fortemente associados a fatores psicossociais e estressores ocupacionais, como sobrecarga de trabalho, pressão e condições ambientais inadequadas. Os sintomas como insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas são clássicos nesses quadros. Fonte: Camargo, Psiquiatria Ocupacional, 2004; Rev. Bras. Med. Trab., 2022.
Outras Alternativas
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Objetivo: Compreender o Modelo Demanda–Controle de Karasek e o conceito de "latitude de decisão" para identificar riscos psicossociais no trabalho.
Este modelo analisa a interação entre a Demanda (pressão, tempo, complexidade das tarefas) e o Controle que o trabalhador possui (autonomia, uso de habilidades) sobre seu ambiente e execução.
A combinação de baixa latitude de decisão (pouco controle) e alta demanda de trabalho é um preditor significativo de alto estresse e adoecimento mental. O apoio social no ambiente de trabalho atua como um fator modulador, atenuando esses riscos.
Exemplo: Um operador de call center com scripts rígidos (baixo controle/latitude de decisão) e metas agressivas (alta demanda) está em alto risco de desenvolver problemas de saúde mental.
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ANAMT 2023 - A depressão tem origem multifatorial e poligenética, altamente prevalente na população em geral e entre os trabalhadores. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a população economicamente ativa está entre as mais vulneráveis à doença.
No Ambiente Psicossocial de Trabalho, a chamada “latitude de decisão” se refere a:
Alternativa B: CORRETA. O conceito de "latitude de decisão" é central no modelo de Karasek (Job Demand-Control Model), que avalia a relação entre demandas do trabalho e o grau de autonomia do trabalhador. Quanto maior o controle/autonomia, menor o risco de adoecimento mental, incluindo depressão.
Referências: Karasek & Theorell, 1990; Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Outras Alternativas
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Objetivo: Compreender os componentes essenciais para um programa de saúde mental eficaz no ambiente de trabalho, conforme as diretrizes da OMS 2022.
Formar um Comitê de Saúde Mental
Assegurar um orçamento dedicado
Capacitar gestores e equipes com treinamentos específicos
Implementar ações para gestão do estressePromover o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento
Construir uma política interna participativa
Monitorar continuamente os indicadores de saúde mental para ajustes e melhorias
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ANAMT 2023 - Os Transtornos Mentais relacionados ao trabalho são uma das causas mais prevalentes de afastamento laboral, com perspectiva de crescimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou em 2022 um guia de orientação em relação ao tema. Nesse guia, a implementação de ações que promovam a saúde mental no ambiente de trabalho deve levar em consideração a criação de um ambiente de mudanças. Neste ambiente, são orientadas as seguintes ações, EXCETO:
Alternativa C: INCORRETA.
O Guia da OMS de 2022 não orienta diretamente a contratação de consultorias externas como medida essencial para promoção da saúde mental. O foco está na integração da saúde mental à gestão organizacional com ações internas baseadas em evidências, onde a política deve ser construída com envolvimento direto da empresa.
Alternativas A, B, D e E: CORRETAS.
A criação de comitês internos, a alocação de orçamento, o treinamento e as intervenções individuais e psicossociais são recomendações explícitas do guia da OMS de 2022 para a promoção da saúde mental no trabalho.
Referência: Organização Mundial da Saúde. Diretrizes sobre saúde mental no trabalho, 2022.
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É fundamental compreender a complexa integração das diretrizes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com as crescentes evidências científicas que demonstram os riscos inerentes ao trabalho em turnos e, especialmente, ao trabalho noturno contínuo.
Hora noturna reduzida: A duração da hora noturna é estabelecida em 52 minutos e 30 segundos, uma medida legal que reconhece o maior desgaste físico e mental imposto ao trabalhador durante o período noturno.
Adicional noturno: A legislação brasileira determina um adicional mínimo de 20% sobre o valor da hora diurna, servindo como compensação pelos impactos adversos à saúde e à vida social decorrentes do trabalho noturno.
Físicos: A desregulação do relógio biológico pode levar a um aumento significativo da incidência de doenças cardiovasculares, metabólicas (como diabetes e obesidade) e gastrointestinais, devido à alteração dos padrões alimentares e hormonais.
Mentais: A interrupção constante do ciclo circadiano contribui para distúrbios do sono crônicos, aumento da ansiedade e maior prevalência de quadros depressivos, afetando a qualidade de vida e a produtividade.
IARC (Agência Internacional de Pesquisa em Câncer): O trabalho em turnos que acarreta a ruptura dos ritmos circadianos é classificado como provavelmente carcinogênico (Grupo 2A) para humanos, destacando a seriedade dos riscos a longo prazo associados a essa modalidade de trabalho.
A rotação de turnos que segue o sentido horário (manhã → tarde → noite) é cientificamente considerada a mais compatível com a cronobiologia humana. Essa progressão minimiza os desajustes internos e facilita a adaptação do organismo, contribuindo para uma melhor manutenção da saúde dos trabalhadores.
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ANAMT 2024 - O trabalho em turnos é amplamente utilizado por inúmeras empresas no Brasil e exterior. No Brasil, estima-se que ao redor de 15% da força de trabalho trabalhe em horários não diurnos. Leia atentamente as afirmações abaixo.
I. No Brasil, o trabalhador noturno tem hora de trabalho reduzida igual a 52 minutos e 30 segundos, sendo a remuneração 20% em relação à hora diurna.
II. Existem aspectos do trabalho em turnos que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
III. A IARC avaliou dados epidemiológicos, tendo concluído que o trabalho em turnos que envolve alterações circadianas é provavelmente carcinogênico a seres humanos.
IV. Quando implementamos esquemas de turnos compatíveis, devemos cuidar para que sejam na direção dos ponteiros do relógio (os turnos da manhã seguem-se os da tarde e os da noite).
Assinale a alternativa correta:
Alternativa E: CORRETA. Todas as afirmativas estão corretas.
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Para mitigar os riscos associados ao trabalho em turnos e noturno, a implementação de pausas estratégicas e a atenção à ergonomia do ambiente são cruciais para a saúde e segurança do trabalhador.
Pausas curtas (aprox. 30 minutos) e frequentes são mais eficazes na redução da fadiga e erros.
Otimizam a recuperação e a manutenção do alerta.
Integre fatores como iluminação adequada e controle de ruído.
Garanta temperatura confortável.
Utilize postos de trabalho que permitam a alternância de posições.
Em linhas de produção noturnas, combine micro-pausas programadas.
Considere a possibilidade de um cochilo curto e supervisionado.
Essa abordagem pode aumentar significativamente a segurança e a produtividade.
Takeaway: A microgestão da fadiga envolve uma abordagem multifacetada: pausas curtas estrategicamente distribuídas, higiene do sono rigorosa e a ergonomia do posto de trabalho.
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ANAMT 2023 - Os transtornos associados ao sono, como os distúrbios respiratórios e a insônia, repercutem na saúde e bem-estar dos trabalhadores. O Médico do Trabalho precisa estar atento às questões do trabalho em turnos e noturnos, que afetam a capacidade produtiva pela inversão do ritmo circadiano.
Dentre as ações que podem ser recomendadas pelo Médico do Trabalho para diminuir riscos associados ao trabalho noturno, estão as pausas. Assinale a alternativa correta em relação a este aspecto da organização do trabalho:
Alternativa C: CORRETA. A literatura de ergonomia e medicina do trabalho recomenda pausas curtas e regulares, em torno de 30 minutos, para trabalhadores em turnos e noturnos. Essas pausas são medidas eficazes para reduzir a fadiga, melhorar a atenção e diminuir os riscos de erros e acidentes. Estudos indicam que pausas frequentes e curtas são mais eficazes do que pausas longas ou ausentes (Costa, 2016; IARC, 2019; NIOSH, 2020).
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A depressão é uma condição complexa, fundamentalmente distinta do luto ou ansiedade transitória, caracterizada por uma intrincada teia de fatores que contribuem para o seu desenvolvimento e manifestação.
Takeaway: O diagnóstico da depressão é clínico, e o ambiente de trabalho pode atuar tanto como fator determinante quanto agravante da condição.
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ANAMT 2023 - A Depressão é uma doença mental que gera alterações no humor, voltadas aos sentimentos de tristeza. Pode também apresentar mudança nos pensamentos e tornar o ritmo do corpo mais lento. Em relação à origem da Depressão, leia as afirmativas abaixo atentamente:
I. É multifatorial e poligenética.
II. Consiste em uma combinação de fatores genéticos (vários genes estão envolvidos).
III. Devem ser considerados os fatores fisiológicos, neurobiológicos, psicológicos, profissionais, familiares e sociais.
IV. Não existem fatores genéticos envolvidos nos casos de depressão.
Estão CORRETAS:
Alternativa A: CORRETA. A depressão é reconhecida como uma condição multifatorial e poligenética, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e sociais. A afirmativa IV está incorreta, pois há robusta evidência científica sobre a contribuição genética na suscetibilidade à depressão.
Referência: DSM-5-TR, 2022; Organização Mundial da Saúde – Diretrizes sobre Saúde Mental.
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O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) no ambiente de trabalho exige um reconhecimento ágil e diferenciado de outras condições como pânico e depressão. Compreender seus pilares é crucial para um diagnóstico e intervenção eficazes.
Reação direta ou testemunho de morte real ou ameaça, lesão grave ou violência sexual no ambiente profissional.
Pode ser um evento único ou repetitivo.
Experiências intrusivas e perturbadoras, como flashbacks, pesadelos recorrentes.
Reações fisiológicas intensas a lembretes do trauma, como se o evento estivesse acontecendo novamente.
Esforços para evitar pensamentos, sentimentos ou situações associadas ao trauma.
Pode incluir embotamento emocional, perda de interesse em atividades e sensação de desapego.
Hiperexcitabilidade persistente, caracterizada por insônia, irritabilidade, explosões de raiva.
Dificuldade de concentração, hipervigilância e reações de sobressalto exageradas.
Assaltos repetidos vivenciados por motoristas de transporte público, cobradores e trabalhadores de entregas.
Exposição contínua à violência em ambientes de saúde, segurança ou assistência social.
Incidentes críticos ou acidentes graves no local de trabalho com risco de vida para si ou para colegas.
Takeaway: O TEPT exige acolhimento sensível, encaminhamento adequado para tratamento especializado e, quando necessário, ajustes laborais para promover a recuperação e reintegrar o trabalhador de forma segura.
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ANAMT 2022 - L.M., sexo feminino, 35 anos de idade, casada, 3 filhos, profissão cobradora de ônibus. Refere ter sido assaltada mais de 20 vezes nos últimos três meses. Ameaçada frequentemente por marginais. Relata longa jornada de trabalho, devido a horas extras. Marido desempregado. Ultimamente, há dois meses, passou a sentir medo, recorda os episódios em que foi assaltada persistentemente, sonha que está no trabalho sendo assaltada. Atualmente com receio de retornar ao trabalho. Queixa ainda: insônia, irritabilidade e falta de atenção. O diagnóstico é:
Alternativa C: CORRETA. O quadro clínico apresentado (revivescência do trauma, pesadelos, medo persistente, insônia, irritabilidade e evitação) corresponde ao Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), conforme critérios do DSM-5 e CID-10.
Referências: DSM-5-TR (APA, 2022); CID-10/11 (OMS).
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O burnout não surge do nada. Ele é o estágio final de um processo prolongado de estresse crônico, conforme descrito na Síndrome Geral de Adaptação (SGA) de Selye.
Reação inicial do corpo ao estressor.
Ativação do sistema nervoso simpático.
Liberação de hormônios do estresse (e.g., adrenalina, cortisol).
O corpo tenta se adaptar e lidar com o estressor.
Mobilização contínua de energia.
Ajustes fisiológicos com custo crescente.
Esgotamento dos recursos adaptativos.
Falha dos mecanismos de adaptação.
Colapso físico e mental.
É neste estágio de exaustão que o burnout se manifesta, caracterizado por uma tríade de sintomas:
Sentimento de esgotamento.
Falta de energia para o trabalho.
Atitude distante ou indiferente.
Visão negativa em relação ao trabalho e pessoas.
Sensação de ineficácia.
Falta de conquistas significativas no trabalho.
Takeaway: Prevenir o burnout requer não apenas intervenções individuais, mas, crucialmente, a redução de estressores organizacionais e o fortalecimento do suporte no ambiente de trabalho.
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ANAMT 2023 - O burnout está associado ao estresse como um processo adaptativo. Com relação ao estágio do estresse em que ocorre hipoglicemia e hemoconcentração para fornecer energia ao organismo, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativa C: CORRETA. O estágio da resistência é caracterizado por ajustes metabólicos para enfrentar o estresse, incluindo mobilização de energia (hipoglicemia compensatória e hemoconcentração). O organismo busca manter a homeostase frente ao estressor, diferentemente da reação de alarme (fase inicial) e da exaustão/colapso (fase final). Essa é a fase em que os mecanismos fisiológicos tentam sustentar o enfrentamento prolongado.
Referências: Selye, H. (1956). The Stress of Life; Lippel (2010). Estresse e Trabalho; NIOSH (2020).
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O objetivo é aplicar ferramentas validadas para uma triagem eficaz e respeitosa.
Utilize questionários como CAGE e AUDIT para rastreamento precoce.
Estas ferramentas são custo-efetivas e éticas.
Permitem intervenções breves.
Facilitam o encaminhamento adequado para tratamento especializado, quando necessário.
Garanta um fluxo de confidencialidade claro.
Adote uma abordagem empática e breve.
Takeaway: A aplicação de questionários validados é a abordagem mais ética e custo-efetiva para o rastreamento de problemas com álcool no ambiente de trabalho.
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ANAMT 2021 - Qual o procedimento baseado em evidências científicas presta-se a rastrear precocemente problemas de trabalhadores com a ingestão de bebidas alcoólicas:
A) Uso consentido de “bafômetro” durante a jornada de trabalho.
B) Dosagem de álcool etílico na urina antes da jornada de trabalho.
C) Pesquisa de Granulações tóxicas em neutrófilos.
D) Aplicação de questionários validados internacionalmente (por exemplo, CAGE).
E) Dosagem de fosfatase alcalina e Gama Glutamil-Transferase (GGT) no sangue.
Alternativa D: CORRETA. A aplicação de questionários validados como o CAGE, AUDIT e outros é a ferramenta de triagem mais recomendada pelas diretrizes de saúde ocupacional e medicina preventiva. São métodos não invasivos, fáceis de aplicar, com boa sensibilidade e especificidade para detectar uso abusivo de álcool.
Referências: OMS – Guia de Intervenções Breves, Ministério da Saúde – Protocolo de Saúde do Trabalhador, 2018.
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O principal objetivo da gestão de casos no contexto de retorno ao trabalho é conduzir um processo de readaptação seguro, gradual e legalmente adequado para o trabalhador que passou por um período de incapacidade. Isso garante não apenas o cumprimento das normativas vigentes, mas, acima de tudo, o bem-estar físico e mental do colaborador, promovendo sua plena recuperação e produtividade.
Após um período de incapacidade parcial ou total, a reinserção do trabalhador deve ser cuidadosamente planejada. É crucial que a função designada seja compatível com suas capacidades atuais e limitações, e que haja um acompanhamento contínuo por parte da equipe de saúde ocupacional. Este monitoramento é essencial para observar a evolução dos sintomas, prevenir recaídas e ajustar as cargas e tipos de trabalho conforme a necessidade individual, assegurando uma transição suave e eficaz.
Os pilares que sustentam um retorno bem-sucedido incluem a reabilitação funcional, a readaptação profissional, a proteção integral ao trabalhador contra novos riscos e a garantia da continuidade do cuidado em saúde. Esses princípios são intrínsecos ao processo de gestão de casos, assegurando que o colaborador receba o suporte necessário em todas as etapas, desde a avaliação inicial até a plena reintegração em suas atividades e no ambiente de trabalho.
Takeaway: Um retorno ao trabalho é considerado verdadeiramente bem-sucedido quando combina de forma harmônica a atribuição de um trabalho compatível com as limitações e capacidades do indivíduo, aliado a um monitoramento ativo e contínuo de sua saúde e adaptação. O foco deve estar sempre na preservação e promoção da saúde integral do colaborador, garantindo sua segurança e um engajamento sustentável no ambiente profissional.
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ANAMT 2023 - Na implantação de um programa de gestão da saúde mental no trabalho é necessário identificar os fatores psicossociais primários, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que podem ser desencadeantes de estresse no ambiente de trabalho.
No gerenciamento dos casos de Transtorno Mental Relacionado ao Trabalho, qual seria a etapa seguinte à confirmação de incapacidade parcial?
A) Apenas emissão de CAT.
B) Afastamento do trabalhador.
C) Comunicação à alta gestão para uma decisão sobre o caso.
D) Reinserção em atividade compatível e acompanhamento do Trabalhador.
E) Nenhuma das alternativas.
Alternativa D: CORRETA. Após a confirmação de incapacidade parcial, a conduta adequada no âmbito da saúde ocupacional é a reinserção em atividade compatível com as limitações do trabalhador, acompanhada de monitoramento contínuo.
Essa prática atende aos princípios de reabilitação, readaptação e promoção da saúde, previstos na legislação previdenciária (Decreto 3.048/1999; Lei 8.213/1991) e nas diretrizes da medicina do trabalho (ANAMT Diretrizes 2023).
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Compreendendo riscos e prevenção no trabalho: um pilar da saúde ocupacional.
Neoplasias ocupacionais são doenças laborais com impacto na saúde pública e qualidade de vida. Muitos casos de câncer são ligados a exposições no trabalho, mas frequentemente subnotificados devido à complexidade etiológica e ao longo período de latência.
Agentes carcinogênicos no trabalho (amianto, benzeno, cromo, sílica, radiação ionizante, produtos de combustão) danificam o DNA, induzem inflamação, desregulam o ciclo celular e suprimem a imunidade, levando a tumores malignos.
A prevenção, estratégia mais eficaz, aborda múltiplos níveis:
O médico do trabalho é central na identificação de riscos, elaboração de programas de vigilância, diagnóstico e notificação. Orienta empresas sobre prevenção e acompanha a reintegração de trabalhadores afetados. Setores de alto risco incluem construção civil, mineração, indústrias químicas, saúde e manufatura.
O período de latência é crucial: tempo entre a primeira exposição a um carcinogênico e o aparecimento da neoplasia, variando de anos a décadas. Isso dificulta a associação direta e exige histórico ocupacional detalhado.
No Brasil, a NR-15 estabelece limites de tolerância para agentes químicos, físicos e biológicos. A Lista B de Doenças Relacionadas ao Trabalho (Portaria GM/MS nº 1.999/2023) referencia o reconhecimento e notificação, garantindo direitos. A gestão eficaz exige uma abordagem multidisciplinar com médicos do trabalho, higienistas, toxicologistas, oncologistas, psicólogos, assistentes sociais e equipes jurídicas para suporte integral.
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Objetivo: diferenciar CRT de outras doenças ocupacionais e fixar conceitos de latência, histologia e mensuração (incidência vs. prevalência).
Câncer cuja frequência, surgimento ou gravidade são modificados por exposições no ambiente de trabalho.
Caracterizado por longo período de latência (décadas), exigindo uma investigação minuciosa da história ocupacional remota.
Apresenta morfologia e histologia idênticas aos cânceres não ocupacionais; o diferencial está na etiologia.
Uso da incidência para avaliar o risco de novos casos e da prevalência para a carga total da doença na população, crucial para doenças crônicas como o CRT.
A seguir, a hierarquia de controle, essencial na prevenção do CRT:
Equipamentos de Proteção Individual (medida complementar)
Treinamento, procedimentos, rodízio de tarefas
Ventilação, isolamento de processos, automação
Remover ou trocar o agente cancerígeno (prioridade)
Takeaway: O CRT exige a investigação do nexo causal, uma história ocupacional detalhada devido à longa latência, e a priorização do controle na fonte para prevenção eficaz.
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ANAMT 2015 - Os cânceres relacionados ao trabalho diferem de outras doenças ocupacionais, entre outros, pelos seguintes aspectos:
Qual alternativa está correta?
A) I e II estão corretas.
B) II e III estão corretas.
C) I e III estão corretas.
D) Apenas a I está correta.
Alternativa B: CORRETA.
A afirmação II está correta devido ao longo período de latência entre a exposição e o desenvolvimento do câncer ocupacional. A afirmação III também está correta, pois a diferença entre cânceres ocupacionais e não ocupacionais é etiológica (causa da exposição laboral), e não morfológica ou histológica.
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Compreender o uso de classificações internacionais (IARC) e nacionais (LINACH) é fundamental para avaliar a causalidade e priorizar a vigilância de neoplasias ocupacionais.
Substâncias com evidência suficiente de carcinogenicidade em humanos, como asbesto, benzeno, arsênio e cromo.
Lista Nacional de Agentes Carcinogênicos para Humanos, crucial para políticas de saúde pública e vigilância em ambientes de trabalho.
Envolve a análise de exposição plausível, agente carcinogênico capaz, tempo/dose/latência adequados, quadro clínico compatível e exclusão de outras causas.
A combinação de higiene ocupacional e vigilância médica permite uma avaliação robusta da relação dose-resposta e a implementação de medidas preventivas eficazes.
Takeaway: A avaliação do nexo causal em neoplasias ocupacionais deve sempre ser ancorada em classificações oficiais e na trajetória detalhada de exposição do trabalhador.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Neoplasias
Assunto: Agentes Cancerígenos
Você foi contratado como Médico do Trabalho em um curtume de couro de animais. Durante seu atendimento, recebeu um trabalhador para realização de exame médico ocupacional - periódico. Identificação: J. P. S, 58 anos, masculino. Função: Estriador de Couro.
Durante o atendimento, trabalhador relatou que estava apresentando tosse e falta de ar progressiva, há pelo menos dois anos. A tosse era persistente e não produtiva, havia dispneia progressiva aos esforços, perda de peso não intencional (em torno de 8 kg nos últimos 6 meses) e dor torácica inespecífica.
Hábitos de Vida investigados: Nega tabagismo, nega etilismo. Não realizava atividade física. Alimentação rica em carboidratos e fibras, porém pobre em proteínas.
Histórico Patológico Pregresso (HPP): Nega cirurgias prévias; relata ter tido varicela na infância e COVID-19 em 2020.
Histórico Psicossocial: Mora com esposa e dois filhos do sexo masculino em casa de tijolos. Em horários de lazer assiste televisão e vai à igreja católica.
História Ocupacional Pregressa: Dos 20 aos 28 anos trabalhou de maneira informal como vendedor ambulante de pipoca na praça da igreja.
História Ocupacional e Exposição a Agentes de Risco na Empresa Atual: J.P.S. trabalha há 30 anos no curtume. A empresa é de médio porte. Ele labora diretamente na etapa de estriamento de couro. Durante sua jornada profissional, está exposto a diversos agentes químicos, físicos e ergonômicos, a saber: Cromo Hexavalente (Cr), Solventes Orgânicos (Tolueno, Tricloroetileno, Hexano, Acetona), Corantes com Metais Pesados (Anilinas e Azocorantes), corantes que liberam benzdina, Poeira de Couro, Ruído Ocupacional (> 90 dB), Posturas Inadequadas e Movimentos Repetitivos de Membros Superiores.
Tendo como base o caso descrito acima, responda a questão a seguir.
Tendo como base os dados clínicos e os exames realizados, responda a questão abaixo. A Norma Regulamentadora 1 (NR-01), orienta a elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com o Inventário de Riscos. Tendo como base os riscos citados na história ocupacional, identifique a alternativa que associa de forma CORRETA, os carcinógenos que poderiam justificar a doença apresentada pelo Trabalhador.
A) Cromo hexavalente, Tolueno e Xileno.
B) Cloreto de metileno, ácido fórmico e acetona.
C) Xileno, Acetato de Etila e Ácido Clorídrico.
D) Xileno, Tolueno e Ácido Acético.
A alternativa CORRETA. é a LETRA A .
A) CORRETA — Cr VI é carcinógeno clássico em ambientes de curtume (cromagem do couro) e integra listas de agentes com evidência suficiente de carcinogenicidade. No contexto do PGR/Inventário de Riscos (NR-01), a combinação proposta contempla agentes relevantes citados na história ocupacional.
Referências: NR-01 (PGR/Inventário), NR-15/Anexo de agentes químicos; IARC Monographs; Mendes – Patologia do Trabalho.
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ANAMT 2012 — Com relação às neoplasias e aos agentes cancerígenos presentes no ambiente de trabalho, considere a alternativa que melhor representa as seguintes associações:
I. Mesotelioma de pleura
II. Angiossarcoma do fígado
III. Neoplasia das cavidades nasais
IV. Neoplasia do pulmão
Agentes:
A) Cloreto de vinila
B) Compostos de cromo
C) Poeira de madeira (ex.: carvalho/mogno)
D) Asbesto (amianto)
Assinale a alternativa correta:
A) I–A; II–B; III–C; IV–D
B) I–D; II–A; III–B; IV–C
C) I–D; II–A; III–C; IV–B
D) I–D; II–C; III–B; IV–A
E) I–A; II–C; III–B; IV–D
Alternativa C: CORRETA.
A alternativa C associa corretamente cada neoplasia ao seu agente ocupacional:
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ANAMT 2015 - Um trabalhador que está habitualmente exposto a Cloreto de Vinila apresenta dor abdominal, massa palpável no quadrante superior direito, sensibilidade dolorosa no hipocôndrio direito, perda ponderal e ascite. Indique qual a principal hipótese diagnóstica:
A) Hepatite B
B) Intoxicação hepática
C) Carcinoma Primário Hepatocelular
D) Angiossarcoma do Fígado
Alternativa D: CORRETA.
A exposição ocupacional ao cloreto de vinila está fortemente associada ao desenvolvimento de angiossarcoma hepático, um tumor raro e altamente agressivo. Este diagnóstico é o mais provável no contexto clínico apresentado, com os sintomas específicos de dor abdominal, massa palpável, perda ponderal e ascite.
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ANAMT 2024 - Sabemos que os cânceres são, em sua maioria, de etiologia multifatorial, decorrentes de associação de fatores tanto genéticos como não genéticos. Por fatores não genéticos, entende-se os fatores ambientais, responsáveis pela grande maioria dos cânceres. Leia atentamente os enunciados a seguir:
Na prática clínica do Médico do Trabalho, podemos dizer que são afirmações VERDADEIRAS:
A) I e IV.
B) II e III.
C) II, III e IV.
D) I, II e IV.
E) III e IV.
ALTERNATIVA E: CORRETA. A afirmativa III está de acordo com o raciocínio clínico e pericial de nexo causal baseado na exposição e na classificação da IARC. A afirmativa IV é correta quanto à listagem de substâncias reconhecidamente cancerígenas segundo o Grupo 1 da IARC e LINACH.
Referências: LADOU, 2016; LINACH – Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos.
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Objetivo: Consolidar fatores e cenários mais relevantes da leucemia ocupacional.
Principal agente associado à toxicidade na medula óssea, levando a aplasia/hipoplasia e diversos tipos de leucemias, com destaque para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA).
Exposição significativa a esses agentes aumenta o risco de desenvolvimento de leucemias, como observado em ambientes médicos e de mineração.
Indústrias de petróleo/química, postos de combustíveis, siderurgia/coque, agricultura (pesticidas), e radiologia/mineração com radônio são prioritários para vigilância.
A leucemia ocupacional apresenta uma longa janela de latência. O monitoramento biológico e ambiental contínuo é essencial para a prevenção e detecção precoce.
A compreensão do mecanismo do agente ao desfecho é crucial:
Takeaway: A investigação de leucemia ocupacional exige um olhar atento para o benzeno, radiações e radônio, bem como para atividades com exposição crônica.
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Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Neoplasias
Assunto: Leucemia Ocupacional
As leucemias são doenças caracterizadas pela transformação neoplásica dos leucócitos. Elas podem ser classificadas em leucemias mielóides, linfóides ou de linhagem mista, a depender do tipo celular que sofreu a transformação maligna inicial, e em agudas e crônicas. Identifique dentre as alternativas abaixo, a INCORRETA.
A) Grande parte dos pacientes portadores de leucemia crônica são assintomáticos por ocasião do diagnóstico.
B) A exposição ao benzeno e formaldeído foram associadas a Leucemia Linfóide Aguda.
C) A Leucemia Linfocítica Crônica é a leucemia mais frequente no mundo ocidental.
D) A Leucemia Linfocítica Crônica ocorre mais em jovens.
A alternativa INCORRETA é a LETRA B.
Evidência ocupacional clássica relaciona benzeno sobretudo a leucemia mieloide aguda (LMA) e síndromes mielodisplásicas; associação consistente com LLA é fraca/inconclusiva. Para formaldeído, a classificação IARC é Grupo 1 (câncer de nasofaringe e “leucemia” com maior suporte para mieloide), não havendo base robusta para LLA.
Referências: Mendes R. Patologia do Trabalho – O Essencial, o Novo e a Prática, 4ª ed.; Buschinelli JTP. Toxicologia Ocupacional, Fundacentro, 2020; IARC Monographs – Benzeno (Grupo 1) e Formaldeído (Grupo 1).
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ANAMT 2023 - O Câncer é a segunda causa de morte no Brasil e um grave problema de saúde pública. Em relação à Leucemia Ocupacional, é INCORRETO afirmar:
Alternativa D: INCORRETA (GABARITO).
A afirmativa D é INCORRETA porque a exposição ao Radônio está, de fato, associada ao aumento do risco de leucemias. Portanto, é a alternativa a ser assinalada.
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Objetivo: Revisar os riscos da radiação ultravioleta (UV) e as características do câncer de pele não melanoma (CPNM) no ambiente de trabalho.
O câncer de pele não melanoma é o tipo mais frequente no Brasil, apresentando alta taxa de cura quando diagnosticado e tratado precocemente. O Carcinoma Basocelular (CBC) é a variante mais comum.
A exposição à radiação UV solar afeta trabalhadores ao ar livre, enquanto a radiação UV do arco de solda representa um risco significativo para soldadores. Ambos são agentes carcinogênicos ocupacionais.
Indivíduos com pele clara, histórico de exposição cumulativa à UV e aqueles que utilizam proteção inadequada são os mais suscetíveis ao desenvolvimento de CPNM ocupacional.
A prevenção inclui barreiras físicas, uso regular de protetor solar, óculos de proteção e face shields para soldagem, além da reorganização da jornada de trabalho para evitar picos de exposição à UV.
Takeaway: A radiação UV é o agente crítico para o câncer de pele ocupacional. Medidas preventivas simples e eficazes podem alterar significativamente o desfecho.
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ANAMT 2023 - O Câncer de pele é a neoplasia de maior incidência no mundo. No Brasil corresponde a 27% dos tumores malignos. Estabelecer a relação do Câncer cutâneo com o trabalho é difícil, visto que seu período de latência é longo. Leia as assertivas abaixo e assinale as corretas em relação ao Câncer de pele Não Melanoma:
A) I e II.
B) I e IV.
C) Apenas a alternativa II.
D) I, III e IV.
E) Apenas a alternativa IV.
Alternativa D: CORRETA.
O câncer de pele não melanoma é, de fato, o mais frequente no Brasil (I), apresenta alta taxa de cura quando tratado precocemente (III), e o Carcinoma Basocelular (CBC) representa a maior parte dos casos (IV).
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Objetivo: Traduzir o princípio preventivo para agentes carcinogênicos Classe 1, como o amianto.
A última barreira de proteção na hierarquia de controle, os EPIs reduzem a exposição direta ao amianto, mas não eliminam o risco completamente da fonte. Seu uso, que inclui respiradores de alta eficiência (P3 ou N100) com vedação adequada e vestimentas protetoras descartáveis, deve ser sempre o último recurso, aplicado somente após esgotadas as medidas de controle de engenharia e administrativas, e acompanhado de treinamento rigoroso para uso, manutenção e descarte.
A remoção total e a substituição do amianto por materiais alternativos mais seguros e menos tóxicos é, sem dúvida, a forma mais eficaz e definitiva de proteger a saúde dos trabalhadores a longo prazo. Dada a classificação do amianto como um carcinogênico do Grupo 1 (confirmadamente causador de mesotelioma, câncer de pulmão, laringe e ovário), sua eliminação completa torna-se crucial e prioritária. Esta abordagem proativa não só protege os trabalhadores atualmente expostos, mas também elimina o risco para futuras gerações, garantindo um ambiente de trabalho e de vida inerentemente mais seguro e livre de contaminantes.
Takeaway: Para carcinogênicos confirmados como o amianto, a substituição é a regra de ouro na hierarquia de controle, sendo a medida mais impactante e definitiva na prevenção de doenças ocupacionais.
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ANAMT 2012 - O amianto é tido como cancerígeno humano comprovado. Do ponto de vista preventivo, em sua empresa, você:
Alternativa A: CORRETA.
A substituição do amianto por material não cancerígeno é a principal medida preventiva e está de acordo com o princípio da eliminação do risco na hierarquia de controle.
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Esta seção aborda as principais patologias que afetam o sangue e os órgãos hematopoiéticos, com foco nos aspectos ocupacionais e seus impactos na saúde do trabalhador. Sua relevância na vigilância da saúde ocupacional é inegável, dada a sensibilidade do sistema hematopoiético a diversos agentes ambientais. Serão explorados desde os fundamentos da hematopoiese até as doenças específicas, seus diagnósticos, tratamentos e, principalmente, as relações com o ambiente de trabalho. Exposições a agentes químicos como benzeno, metais pesados, pesticidas e a radiações ionizantes no local de trabalho podem causar ou agravar discrasias sanguíneas. Uma compreensão aprofundada é crucial para a prática da Medicina do Trabalho, garantindo a prevenção e o manejo adequado dessas condições em contextos ocupacionais. Nesse contexto, o médico do trabalho desempenha um papel fundamental na identificação precoce através de exames periódicos e na implementação de protocolos de rastreamento conforme as diretrizes regulatórias vigentes. A gestão eficaz dessas condições não só protege a saúde do trabalhador, mas também impacta diretamente sua capacidade produtiva e qualidade de vida.
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As doenças hematopoiéticas, que afetam a produção e função das células sanguíneas, podem ter uma forte relação com o ambiente de trabalho. A exposição a diversos agentes físicos, químicos e biológicos, bem como condições laborais específicas, pode desencadear ou agravar quadros como a anemia, leucopenias e outras discrasias sanguíneas.
O caso clínico anterior, que apresentou um trabalhador da construção civil com anemia ferropriva, ilustra como fatores ocupacionais e hábitos de vida podem convergir para um desfecho de saúde desfavorável. A compreensão desses múltiplos fatores é crucial para o diagnóstico e manejo na Medicina do Trabalho.
Certos produtos químicos, como benzeno e alguns solventes orgânicos (presentes em colas, tintas), podem ser tóxicos para a medula óssea, resultando em anemias aplásticas ou leucemias. Metais pesados, como o chumbo, também afetam a síntese de hemoglobina.
Trabalhos que demandam grande esforço físico, como o de pedreiro, aumentam o gasto energético e a necessidade de nutrientes. Dietas inadequadas, frequentemente associadas a condições socioeconômicas, podem levar a carências de ferro e vitaminas B12/folato, essenciais para a eritropoiese.
O tabagismo e o etilismo, comuns em algumas categorias profissionais, são fatores de risco significativos. O álcool pode interferir na absorção de nutrientes e na função hepática, enquanto o tabaco afeta a oxigenação e pode agravar quadros de base.
Em ambientes de trabalho com risco de microtraumas repetitivos ou contato com substâncias irritantes, pode haver perdas sanguíneas mínimas mas crônicas (ex: trato gastrointestinal, sistema urinário) que, ao longo do tempo, contribuem para o desenvolvimento de anemia.

Módulo: Patologia Ocupacional
Disciplina: Doenças Hematopoiéticas
Assunto: Anemia Ferropriva
ID: A.W.S, 50 anos, masculino, pardo, casado, natural de Goiás, mora e trabalha na periferia de Goiânia. Ensino médio incompleto, pedreiro, católico não praticante.
QP: palpitações e cansaço há um mês.
HDA: trabalhador relata que há aproximadamente um mês vem apresentando episódios esporádicos de palpitações e cansaço, não relacionados a esforço físico intenso. Refere que há quatro dias os sintomas se intensificaram com fadiga acentuada, piorando após a ingestão irrestrita de bebidas alcoólicas, durante reunião familiar no dia anterior à consulta. Referiu ainda lombalgia recorrente, o que o faz utilizar anti-inflamatórios não esteroidais de forma indiscriminada, sem prescrição médica. Apresenta tosse produtiva matinal frequente, associada à secreção mucosa, e não refere febre. Já apresentou cansaço em outras ocasiões, sem melhora significativa, mesmo em repouso. Trabalha com o uso frequente de britadeira, manipulando cimento, exposto a ruído intenso e a radiação solar direta. Em seu histórico constava que, no último exame médico periódico, foi orientado a atualizar a vacinação e recebeu orientações gerais de saúde, inclusive de retorno caso necessário, pois na ocasião havia mencionado fadiga. Como houve melhora temporária, não seguiu as recomendações médicas e, não retornou para reavaliação.
História Patológica Pregressa: refere varicela e sarampo na infância. Nega patologias respiratórias prévias. Nega hepatite, diabetes, alergias, cirurgias ou transfusões sanguíneas. É portador de hipertensão arterial sistêmica há cerca de 10 anos, em tratamento com Captopril 25 mg, 3 vezes ao dia.
Histórico familiar: Desconhece.
Hábitos de vida: Etilista de uma lata de cerveja diariamente. Tabagista de 01 maço/dia a 30 anos. Mora em casa com boas instalações sanitárias, com esposa e quatro filhos. Refere alimentar-se à base de carboidratos, e com pouca carne devido à precária condição financeira.
Exame físico: Regular estado geral, sem alterações neurológicas focais, hipocorado +++/4+, desidratado +/4+, afebril, acianótico, anictérico, enchimento capilar normal. Escala de Glasgow = 15, Sat %O2 = 99%. PA = 130 X 90 mmHg. FC = 88 bpm. FR = 20 irpm Tax = 36,2ºC. Orofaringe sem alterações. Ausculta Pulmonar: Murmúrios Vesiculares Universais presentes, presença de roncos esparsos em bases pulmonares. Ap. cardiovascular: RCR em 2t, sopro sistólico, intensidade 3+/6+ de Levine, pancardíaco. Abdome flácido, doloroso a palpação profunda em região epigástrica, sem irritação peritoneal. Sem visceromegalias ou massas palpáveis. Peristalse presente e fisiológica. Membros inferiores com edema 1+/4+ perimaleolar, pulsos periféricos palpáveis; panturrilhas sem sinais de empastamento.
H. Ocupacional: Pedreiro e auxiliar de pedreiro desde os 14 anos até os dias atuais, alternando trabalhos informais com carteira assinada.
Tendo como base o caso clínico apresentado acima, responda as questões a seguir.
Após a realização e apresentação dos exames complementares ao Médico do Trabalho, o empregado referiu persistência dos sintomas, porém sem agravamento. Considerando a evolução clínica e os achados laboratoriais, assinale dentre as alternativas abaixo, a CORRETA, em relação à conduta terapêutica mais adequada para o diagnóstico principal.
A) Instituir tratamento sintomático para dispneia associado à oxigenoterapia e adequação alimentar: priorizar alimentos ricos em ferro heme (carnes vermelhas magras, fígado, aves e peixes) e ferro não heme (feijões, lentilhas, grão-de-bico, espinafre, couve), associando fontes de vitamina C (laranja, acerola, kiwi, tomate) para potencializar a absorção.
B) Orientar cessação do tabagismo visando à redução do risco de progressão para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e evitar inibidores da absorção de ferro junto às refeições principais, como café, chá-preto, chá-mate e refrigerantes à base de cola.
C) Implementar pausas programadas durante a jornada de trabalho e indicar fisioterapia motora e fracionar refeições para garantir aporte nutricional constante, reduzindo longos períodos de jejum e controle de perdas crônicas: orientar o prejuízo do uso indiscriminado de anti-inflamatórios.
D) Prescrever suplemento de ferro injetável e via oral; reavaliar mensalmente em consulta médica até alta ambulatorial, com realização periódica de exames para monitoramento terapêutico e avaliação e adequação alimentar: priorizar alimentos ricos em ferro, além de diminuir o uso de AINE.
A alternativa CORRETA é a letra LETRA D.
Contempla reposição de ferro (oral/parenteral), seguimento mensal com exames e medidas dietéticas/evitar AINE, alinhado às recomendações para anemia ferropriva. O quadro clínico-laboratorial é compatível com anemia ferropriva; a terapia de escolha é reposição de ferro (preferencialmente via oral; parenteral quando indicado), com seguimento periódico e ajuste dietético para aumentar oferta e absorção de ferro, além de reduzir fatores que perpetuam a perda (ex.: uso indiscriminado de AINE).
Referências: Mendes, Patologia do Trabalho (4ª ed.); Goldman & Ausiello, Cecil Medicina Interna (26ª ed.).
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Médica do Trabalho, aprovada na prova de Título de Especialista da ANAMT. É referência na área de Saúde Ocupacional no estado de Goiás.
Pós-graduada em Medicina do Trabalho pela Polis, atua como médica do trabalho do SESI-GO e coordena programas de saúde, segurança e promoção da qualidade de vida em grandes organizações.
Idealizadora e professora responsável pelo MedWork, curso preparatório premium para a prova de Título de Especialista em Medicina do Trabalho da ANAMT, dedica-se a transformar a experiência de aprendizado em uma jornada estruturada, didática e eficiente.
Aliando vivência prática, profundidade acadêmica e didática diferenciada, Dra. Ludmilla tem ajudado centenas de médicos a alcançarem aprovação, conciliando rigor técnico com clareza e acessibilidade.
Na MedWork, sua missão é clara: formar especialistas altamente preparados, capazes de atuar com excelência, ética e protagonismo na Medicina do Trabalho.
Dra. Ludmilla da Silva Batista Lazzarini
CRM-GO 23364 | RQE 19435
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